19.8.26

Louros à Laura! Glória à Glória!

Ontem, a cortina desceu e o espetáculo findou em seu tempo certo. 

Duas estrelas no firmamento no teatro Universo. 

Todos nós representamos nossos papéis, as vezes somos vilões, por vezes, mocinhos. Mas, a tela do Infinito nunca se apaga. 

Somos gratos, eternamente, pelos papéis que vocês representaram nessa vida. Com a certeza que a arte cênica nunca fecha as cortinas. 

Aplausos eternos!!! 

17.8.26

Ganesha para afastar os medos

"Eu tenho medo e medo está por fora, medo anda por dentro do meu coração", cantava Antônio Carlos Gomes Belchior. 

O.medo vem do passado, é primo irmão da ansiedade. Não é medo de futuro, é medo do futuro repetir o passado. 

Molinero dizia que o medo é um dos sete demônios do homem. 

Como enfrentá-lo? 

Encarar? Ter fé? Agir com o coração (coragem)?

Uma pulga virá um dinossauro, e as sombras na parede viram fantasmas. 

Orar e vigiar e confiar. 

OM GAM GANAATHAYE NAMAHA

Pensemos em Ganesha... Ele afasta os medos. 

16.8.26

Um olhar para a alma e a gratidão ao corpo

Há uma dicotomia quando chegamos à uma idade mais avançada. 

O amigo Saulo diz uma coisa verdadeira: o problema é que boa parte morre depressivo . Sim, porque não é fácil manter a chama da alegria acesa quando não temos mais esperança. 

Então, temos que procurar manter uma conexão espiritual que entenda que isso é um ciclo natural e que conseguimos chegar nessa era. Somos sobreviventes, boa parte nem chega... 

E todos deveriam fazer terapia para conseguir entender melhor o seu momento. 

Saúde mental é tão ou mais importante que a física. 

As limitações aparecem, os convites somem e a vontade de viver vai se esvaindo. Mas é preciso estar atento e forte para não ter tempo de temer a morte, como cantava Caetano. 

Acho que é preciso respeitar o irmão corpo e seus limites. Amá-lo mais ainda porque ele aguentou firme e seguir com pequenos prazeres que nutrem. 

E olhar para a alma e dizer: você permanece. 


15.8.26

Meditação do cumpre anos

Fico aqui meditando no aniversário... 

Temos dois modos de enxergar isso: mais um ano a menos ou um ano a mais que eu sobrevivi. 

Muita gente não chega e gostaria de ter chegado. E acho positivo que alguém se lembre de você e renda homenagem. 

Quando somos mais jovens comemoramos mais e damos muita importância para quem não se lembrou de nos cumprimentar. 

O fato é que aqui estou encarnado e sobrevivente das inúmeras voltas ao sol. Com queimaduras e muito bronzeado das experiências. 

Paz, saúde, sucesso e fé para mim que me amo!!!

Aos que lembraram, aqui e do outro lado, um grande beijo de gratidão. 

14.8.26

Os valores que o tempo muda

Quando somos crianças, as descobertas são mais essenciais, principalmente aquelas que nós alegram.

Na adolescência, os prazeres são cruciais e fazemos absurdos por eles. 

Na juventude, os amores são muito importantes e aí a gente se joga nos relacionamentos... 

Na idade um pouco mais madura as viagens estão em primeiro plano. 

Mas, quando chegamos na maturidade, a paz é insubstituível. 

Não há nada melhor do que a paz. 

A paz é o amor incondicional do que nos reatou, dos bichos, e daqueles que nós prezam nesse e no outro lado.

A paz. 

12.8.26

Meu amigo silêncio

Pensei em deixar esse texto em branco. Em dias que as pessoas preferem ver vídeos s curtos e não ler. 

Mas, lembrei de Bhagavan, meu amigo que escolheu o silêncio como forma de elevação.

Então , subo imaginariamente no Arunachala e lá de cima solto meu grito mudo. 

O pensamento fala demais, psiu, psiu. 

Ramana com seus bichos e Lakshmi, sua vaca devota, falava muito mais ao coração do que mil trovadores.

Muitas vezes o que a gente mais quer é ficar quieto. Mas, sem pensar em sandices e atentados contra si. 

Deixo aqui o recado do meu amigo silêncio. 

Escute-o. 


10.8.26

Entre as lições espirituais de A Odisseia

Entre as lições espirituais que a obra, tanto de Homero, quanto de Nolan, ensina, está no papel de autônomo e de soberano. 

Sim, Odisseu, após a batalha de Tróia vencida pelos gregos, promove o seu retorno à Ítaca, seu reino, onde está sua esposa Penélope e seu filho Telêmaco à sua espera. 

Sua vontade é autônoma, mas apenas a Soberania do Destino pode decidir se ele chegará ou não. 

Isso representa que somos autônomos no Universo, mas a Vontade Soberana está com o Absoluto. O leme é Dele. 

Se o Todo quiser ele retorna. Se não quiser, ele naufraga. E aí entram as noções de Karma e Dharma. 

A jornada de Odisseu é repleta de intervenções divinas, inclusive a fúria, a sedução, o imprevisto, a desobediência, a vingança, e as batalhas quase que integralmente perdidas. 

E Odisseu chega porque os deuses quiseram e estes deuses representam o Uno divino, isto é. Deus quis. 

Cunpre-se assim o Karma e o Dharma. 

Cada um de nós tem a sua Odisseia. 

Louros à Laura! Glória à Glória!

Ontem, a cortina desceu e o espetáculo findou em seu tempo certo.  Duas estrelas no firmamento no teatro Universo.  Todos nós representamos ...