Os povos pré-colombianos que habitavam as Américas, entre incas, maias, astecas e toltecas (entre outros), promoviam uma série de ritos sacrificiais humanos e animais. Crianças e adolescentes eram obrigados a morrer (e ficavam honrados ou não...) para "agradar" aos deuses e conseguir graças.
Os gregos também promoviam estes rituais macabros. Já os judeus fomentavam assassinatos de animais em massa como oferendas ao "Deus" único aos pés do Templo de Salomão.
No candomblé, esta prática de oferendas que minam vidas para mimar orixás ainda está presente. Na religião de matriz africana, a modalidade conta com um álibi (?) de aproveitar a carne para servi-la como alimento, numa espécie de churrascaria pós-cerimônia (aliás, energeticamente isso também é indevido, já que o corpo está sendo utilizado para determinada finalidade magística).
Que espécie de divindade pede o assassínio de algum ser vivo para seu deleite? Se um orixá é uma emanação da natureza, qual manifestação natural solicita a extinção de uma irmã de criação em benefício próprio?
Na série Troia, Agamenon mata sua própria filha para conseguir acalmar as tempestades do mar a pedido de uma deusa. Logicamente, você rechaçaria esta atitude, não? Daqui a centenas de anos (ou até quem sabe, dezenas...), os espiritualistas farão um exame de consciência, um mea culpa, por terem defendido ou se omitido com relação à ritualização macabra da aniquilação animal para agradar deuses, espíritos ou orixás.
Medieval, inadequada, fora do contexto.
Não se trata de desrespeito às religiões e sim, à estas práticas nefandas e odiosas que eliminam vidas para oferendar, presentear ou auferir benefícios ou malefícios próprios ou a outrem.
O corpo humano ainda pode precisar da carne para se alimentar. A alma, nunca. Além disso, toda e qualquer atividade que promova uma permuta ou uma troca com o Divino, não é religião, é comércio espiritual.
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