2.3.12

MINHA PELE PERTENCE À RAÇA BRANCA. MINHA ALMA NÃO.

Propositalmente, os maiores avatares, cristos (sim, cristos...ou você pensa que cristo é apenas um? Cristo é um estado de consciência) e budas não eram de etnia branca. Ao contrário, grandes sombras da humanidade como Adolf Hitler, por exemplo, eram claros como o leite...
O que isso quer dizer? Isso quer dizer que a ALMA possui todas as cores e nenhuma ao mesmo tempo.

Yoshua bem Joseph ou mais popularmente conhecido como Jesus Cristo não era branco. Tinha a pele morena, de origem semita, nazarena ou galiléia, meio arabesco.

O Princípe Sidharta Gautama, mais conhecido como Buda, não era branco. Tinha a pele escura, era nascido na divisa com a Índia e o Nepal.

Lao Tsé, precurssor do Taoísmo, não era branco. Era chinês, amarelo assim como Chuang Tzu e Confúcio.

Krishna, grande avatar da Índia e astro máximo do Baghavad Gita, não era branco. Era bem negro, quase azulado, como Ramachandra.

Com isso eu não quero dizer que a raça branca pela quel pertence a minha pele é inferior.
O que eu quero dizer é que a LUZ não escolhe peles e cabelos para reencarnar.

A LUZ escolhe ALMAS prontas para o GRANDE PROPÓSITO.

A pele, o cabelo e o corpo são meros detalhes de engenharia e estratégia. Só.

1.3.12

12 - SAMBA DO AVIÃO - TOM JOBIM - SÉRIE "AS 100 MELHORES MÚSICAS DO BRASIL"


Quando Antonio Carlos Jobim nos deixou, o Samba do Avião foi a canção mais tocada no dia.
Eu creio que Nesta minha seleção de músicas, Tom Jobim será o mais lembrado.
No entanto, deixei para esta ocasião, na data de aniversário da Cidade Maravilhosa, a minha homenagem ao Rio de Janeiro.

Minha Alma Canta! Esta frase é linda! Esta canção, Samba do Avião, foi composta em 1962. De fato, chegar ao Rio de Janeiro, de avião, é uma experiência inesquecível!

A versão do Samba do Avião com Os Cariocas é, na minha opinião, a mais bela e tocante. Tem a cara do Rio e da época que foi feita.

Abaixo, segue um video com a versão que eu mencionei e a letra. ]

Rio, eu gosto de você!

http://www.youtube.com/watch?v=3KbvscClTMQ


Samba do Avião

Tom Jobim

Eparrê
Aroeira beira de mar
Canôa Salve Deus e Tiago e Humaitá
Eta, costão de pedra dos home brabo do mar
Eh, Xangô, vê se me ajuda a chegar
Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
Copacabana, Copacabana
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Pousar...

29.2.12

A ATRAÇÃO PELO IMPRESTÁVEL E A ESPERANÇA HISTÉRICA

Depois dizem que eu pego no pé das mulheres... Me desculpem, mas vou discordar. Não pego no pé dos homens mesmo porquê não gosto de pé de homem, é muito grande e cascudo. Segundo, eu acho que homem não tem jeito mesmo, quer dizer, a grande maioria é bem ruizinha mesmo.

Mas, algo me causa estranheza nas mulheres: o fato de muitas (mas, bota "muitas" nisso...)terem atração por homens imprestáveis, sem nenhum caráter, vagabundos, encostados, enfrunhados num monte de vicios... Eu não sou terapeuta ou psicólogo, mas creio que os motivos devem ser diversos, mas para mim implica apenas num só: a Esperança Histérica.

Bem, sabemos que a histeria não é algo apartado da sociedade e todo mundo tem um pouco ou um muito de histérico. E histeria também não é fato de sair gritando como uma louca varrida na rua, ou espancar cãezinhos indefesos ou picotar as flores que ganhou do namorado. Histeria encampa muitas coisaa. Neste caso, a histeria é a necessidade de se autoafirmar tendo como base uma conquista, isto é, é uma CONQUISTITE ou melhor e a grosso modo, o ser tenta aumentar sua estima conquistando a outra pessoa a qualquer preço. Quando conquista definitivamente daí então passa a ser algo descartável e o ser procura outras alternativas....quer dizer, outras conquistas.É um ciclo vicioso.

Acho mesmo que estas mulheres se atraem a estes homens por acharem que podem conquistá-los, mudá-los e moldá-los ao seus gostos. Elas acham isso mesmo! E não são só as mulheres também, muitos homens também nutrem atração por vigaristas, eu já tive estas experiências....

Ora, se o cabra não mudou nas últimas 680 encarnações, a beldade crê que só porque ela deseja o rapaz, ele vai se transformar rapidamente, de uma pinga de terceira categoria para um vinho de primeira, só porque ela "faz" gostoso ou porque é bonitinha e jovem...

Nunca, eu disse, NUNCA eu vi alguém que mude em função do outro!!! Podemos no máximo dar um jeitinho, modificar alguma coisa que incomoda, mas aquilo fica lá estocado, escondido até o momento certo de voltar à tona!

Eu nunca mudei por alguém, mudei muita coisa por mim, pelo amor próprio, pela minha dor, pelo meu sofrimento e pelas minhas experiências!

E como eu sei que estas mulheres não vão mudar também, eu fico só esperando o próximo tombo...

28.2.12

INTOXICAÇÕES MÍSTICAS DE SHEIK AL KAPARRA

(Preâmbulo - não gosto de publicar textos de outras pessoas sem autorização, mas este merece ser publicado. Gosto da irreverência do nome Al Kaparra e mais aida do teor do texto).

Hoje é mais fácil intoxicar-se com leituras esotéricas do que com carne de porco. O modismo da leitura de textos ocultos espalhou-se pelos quatro cantos do globo e certas lombadas provocativas já podem ser vistas nas melhores estantes entre livros de culinária ou de protestos políticos.

Podemos vislumbrar, com o canto do olho, em certas estantes, um manual para o desenvolvimento de Kundalini roçando capa com o Kama-Sutra. Mais adiante, numa esquina da prateleira, deparamos com um livro que cuida do preparo de drinques quase abraçado a um compêndio sobre todos os tipos de abstinência. Em resumo, é fácil encontrar Deus e o Diabo na mesma estante e, certamente, no coração do leitor.
O Esoterismo e o Espiritualismo são, hoje, um adorno. São coisa muita parecida com as sessões de mesa no início do século XX, quando os "raps" de Hydesville, trazidos a lume pelas irmãs Fox, trouxeram ao mundo as mesas falantes que se converteram no melhor passatempo místico para os fins de semana. A mesa falante substituiu até mesmo o jogo de cartas e ainda hoje é praticado pelos adeptos do tabuleiro Ouija ou do copo d´água que forma frases com as letras do alfabeto.

As pessoas nunca deixaram de ser curiosas e atrevidas. Diante de um mistério logo querem resolvê-lo com suas argúcias. E, conforme o grau de sensibilidade, logo se sentem providas de poderes sobrenaturais, o que não poucas vezes engrossa a horda dos charlatães. Há sempre muita pressa nessas pessoas. Pressa de aprender, pressa de se mostrar, pressa de sair por aí fazendo prodígios ou curando doenças.
Suas mentes viram a privada final de tudo que encontram escrito e que tem uma capa bonita. Dentro dessas mentes inquietas ocorre a mais bizarra das combinações químicas e os textos vão se misturando como frutas variadas dentro de um liqüidificador implacável que tudo esfacela e reduz a uma poção de infernais efeitos lesivos. As almas que se inclinam pela poesia começam a introduzir coisas esotéricas em seus poemas e se convertem em dissertadores de coisa nenhuma. Fabricam sonoridades tolas que só encantam aos vazios. Nada do que escrevem se coaduna com a dureza do mundo e da vida.

Nas rodas e nos encontros falam como intoxicados e deles sentem muita pena os que, ao invés de sonhar, vivem de olhos muito abertos para o mundo.

O leitor, certamente, já deve ter encontrado essas criaturas "etéreas" ou "diáfanas" que tanto mal fazem ao intelecto. Elas vivem no mundo, mas não enxergam o mundo direito. Fabricam, com seus poemas ou colocações, um mundo que não existe nem poderia existir, um mundo de mentira de faz-de-conta. Ao saberem que existem certos elementais começam a ver ninfas nos lagos, ondinas no mar, faunos nos bosques e gnomos nas grutas.


Com o passar do tempo logo arranjam uma fada madrinha, que serve de babá para os seus desejos mais íntimos. Uma outra facção sobe ao Céu e lá traz certos anjos com os quais passa a ter uma bizarra intimidade. Em seu delírio divino logo percebem o anjo a se manifestar e a dar sugestões para isto e aquilo. As casas de perfumes, óleos aromáticos e defumadores agradecem! Agradecem e fomentam o delírio! "Tome este Banho de Descarga Angélico para limpar a sua aura!", aconselha a matreira vendedora. "Já experimentou este perfume de atração?" pergunta a companheira de olho na comissão. E logo os olhos da pessoa iludida caem em cima de uma estátua que é a cara do anjo já visto! "Foi ele que me mostrou!", pensa ela, arrebatada de emoção. E compra a estátua, que passará a ser a corporificação do seu anjo!

Uma outra criatura alucinada por leituras frouxas vê nas pedras e nos cristais o segredo de tudo! Compra uma bacia de ágata ou reserva um cantinho da casa para colecionar pedras coloridas sem valor comercial algum, que elas banham em água pura e borrifam de perfumes. As almas mais exaltadas vão buscar 7 tipos de água para essa infusão: água do mar, água da bica, água mineral, água do poço, água da lagoa, água do lago, do rio e da cachoeira. E lá se vai ela, de mato em mato, de bosque em bosque, à procura dessas sacrossantas águas que, no seu entender, alimentam os cristais, saciam as pedras e prometem toda a sorte de benesses...

Uma outra criatura acha interessantíssimo domar a serpente kundalínica cujo ninho ela aprendeu estar entre as pernas. E começa a mexer onde não deve, exatamente como a criança que começa a brincar com a eletricidade até levar um choque ou decide fazer uma bomba igual à que viu num filme. Uma outra quer aprender a dar passes e uma outra ainda acha que é médium de Cristo!


A irresponsabilidade mística pode assumir várias formas e trazer os mais desastrosos resultados. Muitas vezes, uma pessoa, querendo aparecer, acaba fazendo com que as outras sintam desejo que ela desapareça pelos muitos males que já causou.


No campo da assim chamada reencarnação o panorama não é melhor. Ao lado dos médiuns que dizem incorporar João Batista ou José de Arimatéia, pululam todos aqueles outros que se acreditam reencarnações de Cleópatra ou do Rei Artur. A mulher que se tornou cartomante e que até fez curso de correspondência para ler o Tarô ou o baralho comum afirma que na outra vida foi uma cigana de grande poder mágico e que, muitos milênios antes, foi sacerdotisa de um templo egípcio dedicado a Amon-Ra. Ela não apenas diz isso. Acredita que é realmente! E vende sua história aos papalvos...
A História do Charlatanismo é mais longa e mais rica do que se pensa. Grande parte dos mitos que a compõem acha origem nas leituras desordenadas que foram feitas, ficando o resto por conta de um certo auto-hipnotismo um tanto histérico. Basta fazer algumas perguntas-chave a essas pessoas e logo elas se traem, revelando sua melancólica vacuidade. Elas não conseguem passar nos testes. Sua reprovação fica logo evidente e o melhor que se faz nessas horas é... sair correndo dali enquanto é tempo!

O mais triste é o fenômeno da contaminação. Os atrevidos acabam criando outros atrevidos e os irresponsáveis outros irresponsáveis que passam a ler pela sua cartilha. E logo a horda de tolos fica tão grande quanto a peregrinação a Lourdes ou a fila do INSS.
Assistir a um papo dessa gente maluca só não faz rir mais porque acode-nos ao espírito a lesão moral que isso pode causar. A desinformação é a mãe de muitos males e de muitos acidentes.



Ouvir o galo cantar e não saber onde plasma um "mapa da mina" falso e perigoso. É o mesmo que aprender a tocar piano errado e sair por aí dando recitais. Aos ignorantes a execução poderá parecer primorosa, mas aos que têm ouvidos educados ou alguma formação musical essa execução vai ser um desastre sonoro bastante incômodo.
As leituras deviam ser dirigidas por alguém mais informado. Não se pode, por exemplo, recomendar um livro que ensina a mexer com Kundalini a um principiante das artes esotéricas.

Estudar Magia como quem lê um romance policial é mais perigoso do que tomar um remédio sem receita. A curiosidade do leitor pode conduzi-lo à beira de um abismo que ele nem sequer suspeita. E outros curiosos se podem juntar a ele para fazer experiências, tal como fazem certos estudantes de Química que, apaixonados pelas reações, decidem montar um pequeno laboratório em casa, acabando por provocar incêndios ou explosões.


 Os papos travados pelos principiantes do Esoterismo ou do Espiritualismo têm um certo sabor de ingenuidade. É quase uma conversa de crianças ou uma bravata de adolescentes entusiasmados por quase nada. Formam-se, então, os times que querem sair do corpo para viajar no Astral e que até marcam encontro por lá, como se isso fosse tão simples como ir ao cinema e encontrar os colegas lá dentro. Os mais atrevidos querem sair do corpo para invadir o quarto da namorada ou vigiar a amante depois que a deixam na porta de casa. Os dominados pelo sexo querem ver mulheres mudando a roupa sem serem vistos.

Fora da viagem astral, há os que querem influenciar os outros com a força do pensamento ou que desejam fazer formidáveis feitiços. Os mais exagerados e com alma teatral mandam fazer roupas especiais, em geral grandes camisolões de mangas largas, onde pregam estrelas, meias-luas e cometas dourados. Se têm queda pela bruxaria decoram a casa com bolas de cristal, pequenos feixes de vassourinhas enfeitadas de fitas ou, mesmo, ostentam uma coruja empalhada na sala de estar.



Criam também efeitos luminosos e atraentes jogos de luzes e sombras. Na porta ou no jardim, natural ou improvisado, têm sempre um gnomo amigo, que lhes serve de fiel criado e que lhes cochicha os mais caros segredos do universo. Essas pessoas são freqüentemente visitadas por fadas ou elfos que sempre entram na casa escondidos numa lufada de vento ou descem pela chaminé antecipando Papai Noel.


A Natureza para essas almas cândidas é um repositório de beleza e graciosidade. Nessa Natureza, que essas pessoas chamam de Grande Mãe, só delicadas borboletas e graciosos colibris esvoaçam por céus invariavelmente azuis e límpidos. São adoradoras de riachos tranqüilos, de majestosas cachoeiras e gostam muito de dizer que o vento penteia com redobrado amor a copa das árvores, compondo poemas sussurrantes na delicadeza das folhas. Os mais assanhados vêem faunos tomando banho de cuia, ao mesmo tempo que bisbilhotam a inocente nudez das ninfas. A Mãe d´Água se espreguiça no topo de uma vitória-régia e o sol, brincando de pintor, traça graciosos arco-íris no suave contorno das diminutas pegadas que esses minúsculos seres vão deixando sobre as alvas margens do rio. A intoxicação está, portanto, completa! Poesia e misticismo barato se mesclam para formar uma espumante poção de ilusões coloridas.



Perdidos nessa poesia toda, que mama nos fartos seios da Mãe Natureza com a mesma sofreguidão de um mártire de Bangladesh, esses intoxicados não percebem o cadáver que apodrece na moita da esquerda, nem a moça que, a 10 metros dali, está sendo possuída pelo seu Príncipe Encantado. Essas pessoas só vão sentir que foram miseravelmente picadas por famintos mosquitos ao chegarem em casa e notarem as pernas empoladas. Nenhum desses sonhadores viu o desespero do canário que teve seus filhos devorados por um gambá ou que, chegado ao ninho, só encontrou palhas e cascas de ovo.


Tampouco esses olhos distraídos foram capazes de perceber que naquele mesmo instante um grupo de excursionistas perdia-se na floresta e chorava a morte do companheiro que caiu no abismo. Quando se está intoxicado não se vê mais nada senão o delírio do momento mentirosamente poético ou episodicamente divino de exaltação. No útero da Mãe Natureza não existem apenas favos de mel, perfume de flores ou graciosas lendas de gente invisível. Esse útero, mesmo sob o pretexto de preservar as espécies, permite as mais hediondas carnificinas e os mais cruéis sacrifícios.


Por certo, essa gente leu muita literatura cor-de-rosa, mas esqueceu ou não foi convidado a assistir aos documentários que nos mostram a cruel vida que se desenrola no assim chamado mundo natural. Não basta ler ELIPHAS LEVI, PAPUS ou JORGE ADOUM para mergulhar nos Grandes Mistérios do Esoterismo. Não basta ficar curioso com os efeitos da Chama Violeta ou sentir arrepios místicos todas as vezes que se pronuncia o nome do Governo Oculto do Mundo ou da misteriosa Shamballa. Não adianta conhecer quase tudo sobre os 7 Raios ou saber de cor os nomes de alguns Mestres Ascencionados. Tampouco vale coisa alguma decorar pentáculos e pantáculos, ter a receita de feitura de talismãs ou possuir uma biblioteca inteira de obras ocultas, que às vezes foram compradas a metro.

O Esoterismo nasce no coração e não na emoção. No seu mistério mais profundo, o Esoterismo funciona como uma mão amiga, ausente de pressas ou precipitações, que nos vai levando docemente como a mãe dedicada leva o próprio filho ao Caminho do Bem. De "esotéricos" farristas o mundo já está cheio demais. O Esoterismo não precisa de gente que medita às 18 horas, mas, depois das 22 sai pela madrugada para caçar sexo e acariciar beiras de copo até o raiar do dia. O Esoterismo não quer simpatizantes que fumam maconha ou aspiram cocaína, queimam crack ou sorvem destilados com comprimidos. O Esoterismo alija de si os que penduram no pescoço símbolos que não sabem respeitar ou que sequer suspeitam para que servem. E o faz porque sabe que pior do que uma mentira é uma verdade mal compreendida. Sabe que esses abusos e essas distorções irão gerar efeitos muito sérios mais tarde e que o sorriso alegre de hoje poderá ser, depois que a madrugada passar, o estertor da dor que a vida irá desenhar amanhã no rosto do irresponsável.


Que os intoxicados se desintoxiquem em tempo de evitar um mal maior e percebam logo que o Mundo Espiritual, com todos os seus departamentos, é muito mais simples do que suas complexas e absurdas fantasias. Para a festa do Misticismo é preciso estar preparado. Preparemo-nos, então, com as vestes da simplicidade e os humildes adereços do Nada. Não ganha iluminação o narciso que se enfeita de balangandãs, que chacoalha pulseiras ou se verga sob o peso de mil colares. Não se torna filho da Luz o que exibe misteriosos títulos em sua estante de livros ou que, como bom ator ou atriz, recita frases feitas que decorou em livros e que até tem o atrevimento de dizer que são suas.
O esotérico perfeito caminha nu em direção ao seu Criador. Passa pelo seu Mestre, deixa-o para trás e vai despejando todas as ilusões e ruídos do mundo pela beira da estrada. Nada mais o detém ou atrasa. Conhece o poder da tentação e vira-lhe as costas. Não se deixa mais iludir pelas miçangas de Maya. Fica a meio caminho da poesia e da realidade. Sabe que ambas têm o seu lugar no espaço, mas que não pender para nenhum dos lados sob pena de ser enganado pelos sentidos ou pela emoção.

E, então, mesmo só ou rejeitado pelos seus pares, ele mergulha no imponderável com um sorriso mais enigmático do que o da Mona Lisa e com uma serenidade muito maior do que a se revela no colosso pétreo da Esfinge.


Sheik Al Kaparra

11 - A MONTANHA E A CHUVA - ORLANDO MORAIS - SÉRIE "AS 100 MELHORES MÚSICAS DO BRASIL"

Eu tenho muita inveja (no bom sentido) quando fazem uma canção perfeita e que eu gostaria de ter feito. Este é um exemplo de letra e melodia que tocam a perfeição. A intensidade poética de Orlando Morais nesta canção é de arrepiar! Suas figuras de linguagem e a entrada triunfal da interpretação divinal de Maria Betânia na segunda parte são elementos que remetem ao Paraíso.

A Monhanha e a Chuva é do disco Abismo Zen, de 1995. Parece que foi tema de novela. E se parece mesmo com as figuras da minha canção Jeito de Mato.

Quando Glória Pires desmanchou seu casamento com o Fábio Jr. e depois começou o relacionamento com o Orlando Morais, eu entendi perfeitamente depois desta música. Fábio Jr. jamais chegaria a isso...

Abaixo, a letra e um video com a sonora da canção.

A Montanha e a Chuva

Eu queria tanto lhe dizer
Da minha solidão, da minha solidez
Do tempo que esperei por minha vez,
Da nuvem que passou e não choveu

Minhas mãos estão no ar
Como aeroporto pra você aterrizar
Também sou porto, se quiseres ancorar
Sou ar, sou terra e sou mar

Eu tenho a mão e você tem a luva,
Eu sou a montanha e você é a chuva
Que escorre e some no final da curva
E beija o rio, pra abraçar o mar

É por isso que a montanha tem ciúmes
Quando o vento leva a chuva pra dançar
Muitas vezes tudo acaba em tempestade
Raios gritam sobre a tarde,
Tardes dormem ao luar,
Anoitece a minha espera,
Amanheço a te esperar.

http://www.youtube.com/watch?v=HeC9-IeSLY4

27.2.12

É bom que se enterrem logo os mortos...

É bom que se enterrem logo os mortos para que o olor deles não comecer a feder novamente em nós.
Essa é uma linguagem figurada, é claro!

O que eu quero dizer é que a gente fica cultuando algumas pessoas que já não frequentam mais a nossa vida - se estas ainda nos deixaram marcas e pensamentos bons, logo vem o perfume e lembrar disso é muito bom... Mas, os dejetos de seres que nos foram um entrave devem ser incinerados no crematório do esquecimento.

São cadáveres emocionais que ainda gritam em suas catacumbas e fazem o possível para assombrar a gente, mesmo depois de dias, semanas, meses, anos e encarnações. Pobres defuntos que teimam em sugar a energia dos outros porque a vida deles é uma eterna morte.

Secos de amor. Ressecados de alegria.

É bom que enterremos logo estes mortos.

(texto com toques Augustos dos Anjos)

HUGO CABRET ESTÁ BEM PERTO DE DEUS


A visão de Hugo Cabret sobre Deus como um mecanismo de peças universais que se encaixam e movimentam um mecanismo é perfeita! Eu entendo Deus exatamente como Hugo Cabret, como um Grande Mecanismo. E somos partes integrantes deste Universo. Somos peças!

No entanto, filosofias à parte, A invenção de Hugo Cabret ou simplesmente HUGO é um filme de encher os olhos do coração, aliás, não só os do coração. É inacreditavelmente lindo, pitoresco, paradisíaco, uma homenagem do mestre Martin Scorcese ao cinema.

A fotografia é impecável, a cenografa é deslumbrante, a direção de arte, estonteante. O filme em 3D ganha relevos até hoje não vistos no cinema. E ainda tem de quebra dois atores maravilhosos: Ben Kinsley (de Gandhi) e Sacha Baron Cohen (para mim um gênio, de Borat e Bruno).

Lembre-me de Cinema Paradiso com menções à literatura. Grandiloquente, o filme tem mais de duas horas de duração, mas eu ficaria mais umas seis admirando a tela. Mas, não podemos falar do filme sem citar o livro pelo qual o roteiro de baseou: Hugo Cabret de Brian Selznick. Dizem que o livro é um primor.

Não dá pra falar mais, só ver e ficar contente e grato.

Meu amigo silêncio

Pensei em deixar esse texto em branco. Em dias que as pessoas preferem ver vídeos s curtos e não ler.  Mas, lembrei de Bhagavan, meu amigo q...