11.6.12

27 - TREM AZUL - LÔ BORGES e RONALDO BASTOS - Série "AS 100 MELHORES MÚSICAS DO BRASIL"


Ao contrário do que se pensa, estes dois meninos não são Milton e Lô e sim, dois meninos na beira de uma estrada em Minas. Mas, eles foram ainda mais felizes por fotografarem esta coincidência. O disco Clube de Esquina, de 1972, sem dúvidas, é um dos dez mais importantes da música popular brasileira.

Trem Azul, de Ronaldo Bastos e Lô Borges, é a canção que mais sintetiza o sucesso da obra. O que vocês acham de uma canção que foi gravada, em inglês, por nada menos que Tom Jobim? Blue Train...

Sua letra é simples, singela. Mas, os acordes desta melodia são arrepiantes, otimistas.

Ah, Minas Gerais!!!

Abaixo, a versão original do disco:
http://www.youtube.com/watch?v=QO1MdbQQv28

OS MONSTROS DO MEDO E O NOSSO BOM SENSO

Se eu deixar que o medo tome conta de mim, um monstro com diversas cabeças se instalará na minha vida. Isso é falta de confiança em Deus. Mas, sabemos nós que o medo é um dos sete demônios do homem, como dizia Molinero, guru de raja yoga.

Sincronicidade! Enquanto estava escrevendo esta linha, abri uma página de um livro e li a frase: onde vivem os monstros...

Pois é, vivem cá dentro de nós e são seres abissais. Como fazer para aniquilá-los? Fugir, enfrentar, fingir?

O medo pode ser uma ferramenta importante. Assim, podemos trazer um monstro para lutar por nós, ao nosso favor. É isso, fazer com que estes monstros atuem pela gente. Um medo pode evitar acidentes, pode barrar vontades que nos seriam nocivas. Pode nos preservar. No entanto, pode também nos sabotar e nos arremessar longe de uma felicidade.

Bom senso é a medida. Serenidade, equilíbrio, um passo de cada vez para perdermos o medo. Intuição e coragem! Estas são as palavras! Afinal, quem não quer ser feliz?

6.6.12

OS IMPREVISTOS DO TEMPO

Quando eu fiz  a reserva na pousada em Paraty, litoral do Rio, a cidade amada, estava um sol de rachar! E eu pensei que seria bom andar de barco, percorrer as ilhas e vagar de madrugada pelas vielas históricas.

No entanto, justo esta semana, o tempo virou e a chuva deu o ar de sua desgraça. Conclusão: Paraty será com chuva! Creio que não será possível andar de barco e percorrer as ilhas, mas posso vagar de madrugada pelas vielas históricas.

Eu nem imaginaria que a frente fria viesse essa semana. E é assim com a vida. As vezes a gente pensa que será tempo bom, mas chove. E quem disse que não pode virar de novo? E um vento inesperado soprar as nuvens cinzas e trazer um sol para mim.

Temos que saber lidar com as imprevisões, com os imprevistos. Mesmo porque nem sempre é sol, mas nem sempre é chuva também. E a chuva pode ser boa! Você já andou na chuva com um grande amor?

O tempo traz tudo isso.

Não tem problema, quem sabe tudo possa mudar de novo e eu possa andar de barco e percorrer as ilhas.

5.6.12

26 - VIOLA ENLUARADA - PAULO SÉRGIO VALLE E MARCOS VALLE - SÉRIE "AS 100 MELHORES MÚSICAS DO BRASIL"

1967. Em plena ditadura militar, os irmãos Paulo Sérgio Valle e Marcos Valle (que depois tentou uma carreira de cantor fitness e não deu certo), fizeram a clássica "Viola Enluarada", com particpação especial do então não tão nacionalizado Milton Nascimento. A música fez um estrondoso sucesso.

Era a época dos grandes Festivais da Record e da linguagem subversiva de Geraldo Vandré. Eu nunca havia reparado na letra quando criança, mas depois parei pra prestar a atenção e ver que se tratava de um hino de liberdade. Não tenho ideia se ela foi censurada, mas pelo teor seria uma séria candidata.

Gosto muito da melodia. Talvez a letra não teria sido encarada como um protesto, mas eu vejo como sendo algo bem oculto, e que os militares julgavam como uma ode heróica de brasilidade. A não ser que eu seja muito inocente, os compositores me provaram o contrário.

Aqui, a versão original com o Milton e o MPB4
:
http://www.youtube.com/watch?v=0mYnNtv7beI

A LUZ E A SOMBRA DO AMOR


Se alguém disser que o amor é apenas fogo está enganado. O amor também é gelo e, como tal, pode queimar.

Não há quem não se assuste da imensidão do amor. É incomensurável, não dá pra medi-lo. Mas, mesmo com o agigantamento das suas ondas, há também um mar sereno.

Tudo está no amor. Ventania e brisa. Tempestade e céu azul. Água e areia que se misturam.

Há pedras afiadas, mas há o remanso das sombras das árvores.

Quem quiser entrar neste Universo deve saber que há estrelas, sóis, luas, mas há meteoros e buracos negros. Mas, assim podemos ganhar o infinito!

Quem não se atreve a percorrer estes mundos desconhece o que é a felicidade. Será triste na sua estagnação porque só o amor é capaz de mover todas as coisas.

O amor é sombra e luz e isso é que confere o equilíbrio.

O amor é tudo. Sem o amor não somos nada.

4.6.12

RESPEITO A CRONOS, É BOM E ELE GOSTA

Tempo pra tudo! E o tempo de Deus não é o tempo dos homens. Tempo de plantio, tempo de maturação, tempo de colheita. E não adianta atropelar o deus Cronos porque esta divindade, quanto mais desafiada, mais temos a sensação de estagnação.

Cronos deve ser um amigo e confidente. Tem que ser um aliado e não um inimigo. Eu procuro me unir a Cronos por meio das minhas experiências, minhas maturidades, minha pele sadia. De vez em quando me revolto com ele e ele me deixa ainda mais na mão, a espera de algo que parece nunca acontecer. O caso é que acontece quando ele acha que tudo está pronto.

O deus Cronos é o aspecto do tempo de Deus. E como no Universo, o tempo é maya, ilusão, as coisas apenas acontecerão num tempo propício, quando Ele decidir que está maduro. E como fazemos para amadurecer mais rápido? Não tem jeito. Podemos ter pressa de comer a fruta no nosso tempo, e ela estará verde. E não nos dará prazer, além de poder ofertar uma bela dor de barriga. E se deixamos o tempo passar sem observar a maturidade da fruta, ela pode passar do ponto e apodrecer.

Então como fazemos? Respeitar Cronos, respeitar o Tempo de Deus.

1.6.12

O JOGO E O MIMO


Eu não gosto de jogar cartas. Eu não gosto de jogar War. Eu não gosto de jogar video-game. Então, eu não seria afeito a jogar com as pessoas. Mas, sei que as pessoas jogam... Jogos de sedução, jogos de poder, jogos de paciência.

O que eu vejo é que quanto mais a gente joga, mais a vida joga com a gente. Quando mais entramos nas jogatinas, mais as pessoas fazem o mesmo conosco. Então, eu prefiro ser autêntico e original e jogar o menos possível.

No entanto, mutas vezes o que eu pensei que era jogo dos outros, nada mais era que a minha falta de paciência. Sabe como é, jogaram tanto comigo que eu já penso que a prática é comum com as pessoas. E as vezes, a pessoa simplesmente não está jogando, mas eu penso que está. Meu erro.

Quando eu era criança, quando eu não gostava de uma brincadeira eu levava a bola embora. Coisa de criança mimada. Preciso mudar isso em mim.

Entre as lições espirituais de A Odisseia

Entre as lições espirituais que a obra, tanto de Homero, quanto de Nolan, ensina, está no papel de autônomo e de soberano.  Sim, Odisseu, ap...