Em Drão, Gilberto Gil compôs uma frase que guardei sempre na memória: - Não há o que perdoar por isso mesmo é que há de haver mais compaixão.
O Perdão é indulto à pessoa ou a nós mesmos quando cometemos algum equívoco. E quando não houve qualquer erro ou se este erro nem é digno de ser reportado? Então, não há o que perdoar... O que ocorre então? As nossas mágoas, birras internas, os nossos bloqueios, as nossas cismas, os nossos medos e, principalmente, a nossa auto-sabotagem criam uma capa, um escudo, um invólucro que não nos permite enxergar.
Daí, corremos para a nossa zona de conforto, onde é possível nos acobertar dentro do nosso próprio ninho, sem qualquer possibilidade de mudança. Como disse o Chico Buarque, "as pessoas têm medo de que as coisas mudem. Eu já tenho medo de que as coisas nunca mudem".
Somos autônomos, não Soberanos. Não tem jeito. Quando fugimos do nosso próprio aprendizado pelo amor e pela sabedoria, Shiva, o aspecto de transformação de Deus, vem com seu tridente de mutações, e rasga o nosso peito e grita: - Saia deste lugar! Mude já!
E assim, nascem as dores, os traumas. Mas, somos nós mesmos que teimamos em ficar dentro dos nossos NINHOS confortáveis.
O Universo vive em total rota de mutações. Se você não mudar, o Universo muda você!
25.10.12
24.10.12
O TEMPO DE MATURAÇÃO E APODRECIMENTO
Quando as marés estão revoltosas o melhor a fazer é recolher o barco. O aprendizado é que um passo atrás pode servir de impulso para vários passos à frente. Aguardar as tempestades. É como se a gente tivesse que se "encasular" numa nevasca.
Não há tempo viscoso que permaneça eternamente, assim como o sol não nasce todos os dias.
No entanto, este tempo de refreamento tem um limite porque tempo pode fortalecer e curar certas feridas. Tempo demasiado apodrece. Assim como a fruta, se ela está verde, temos que ter a paciência de esperar que ela amadureça, mas se passar do ponto, ela se torna podre.
O tempo é o Senhor dos Destinos, mas temos que saber navegar pelas horas.
MPB NA ESPIRITUALIDADE
Pai, ainda agora eu me lembrei de você.
Sim, eu era adolescente e você ouvia suas músicas favoritas.
Rolava no seu som a linda voz do Ataulfo Alves e o vozeirão do Vicente Celestino.
E também as lindas vozes de Francisco Alves, Orlando Silva e Nelson Gonçalves.
Eu não entendia nada, mas percebia que você viajava naquelas canções.
E, para mim, amante do rock, sua música mais parecia coisa antiga e sem viço.
No entanto, o tempo passou, meu velho. E, hoje, homem feito, eu me recordo...
E sei do seu Amor pela música e o quanto você sonhava em também cantar.
Ah, mesmo sendo jovem, eu via como os seus olhos brilhavam.
Sabe?... Nada como o tempo para a gente amadurecer e reciclar o aprendizado.
E, aqui estou eu, lembrando-me de você, com respeito e admiração.
Os caras que você gostava realmente cantavam muito!
E embalaram toda uma geração de brasileiros da era de ouro do rádio.
E, se me permitir, eu quero, através de você, homenagear a todos dessa época.
Sim, a todos que tem a mesma saudade que você tem desses grandes cantores...
A todos os que viajaram naquelas canções de um Brasil rico de lindas vozes.
Pai, na era dos celulares e da Internet, eu estou aqui, lembrando-me de você.
E, como médium**, eu lhe digo: aqueles cantores continuam cantando no Astral.
A era de ouro do rádio continua, algures... E as grandes vozes ecoam pelo Céu.
Porque há algo mais... Um Amor. Uma Luz.
P.S.:
Ah, Pai! Os caras continuam, sim.
E você estava certo: eles cantam demais!***
E eu lhe garanto: a viagem continua...
E os seus olhos continuarão brilhando com as canções.
Porque as grandes vozes de ouro do Brasil continuam vivas.
Francisco Alves, Silvio Caldas, Mario Reis, Nelson Gonçalves, Vicente Celestino, Orlando Silva, Ataulfo Alves, Augusto Calheiros, Carlos Galhardo, e tantos outros...
Sim, eles vivem, eles vivem, eles vivem...
(Dedicado ao meu pai, Valdemar Borges, atualmente com 82 anos de “encadernação” – homem honesto, digno, e apaixonado pela música popular brasileira -, a Noel Rosa, e também a todos os admiradores das grandes vozes da era de ouro do rádio brasileiro, e que sentem saudades da época em que seus corações eram embalados por canções inesquecíveis.)
WAGNER BORGES
23.10.12
O perdão é uma das mais divinas inteligências
Se você não concede o perdão você se acorrenta ainda mais a quem você não perdoou.
Perdão vem do latim Per Donaire que significa Para se Dar.
É um indulto de paz.
Se você não assina este tratado de paz, você está preso à uma guerra interior.
O perdão é uma das mais divinas inteligências.
Perdão vem do latim Per Donaire que significa Para se Dar.
É um indulto de paz.
Se você não assina este tratado de paz, você está preso à uma guerra interior.
O perdão é uma das mais divinas inteligências.
O AMOR E O TEMPO
O amor é um só.
Mas, ele pode ser direcionado para energias diferentes.
Amor de mãe, de pai, de filho, de irmã, de marido ou namorado, de amigo.
No entanto, não podemos negar que, assim como passam os dias, o amor faz tempo bom e chove.
Quem pensa que o amor é apenas azulzinho não está preparado para o amor.
Todavia, o amor é a maior energia do Universo. Não há força que o vença!
Ele pode bambear, mas ele não se quebra. O amor é flexível.
Se há amor há perdão, há compaixão, há reparação.
O tempo é o mais sábio dos senhores. O tempo fortalece o amor.
Então, não há medo. Se há amor, o tempo fará que ele volte ainda mais forte.
Se não há amor, o tempo se encarrega de desmascarar o que foi um engodo.
E a nossa alma sabe o que é um erro.
Só o coração conhece.
Confia no tempo e no amor.
Se for amor, vigora!
Mas, ele pode ser direcionado para energias diferentes.
Amor de mãe, de pai, de filho, de irmã, de marido ou namorado, de amigo.
No entanto, não podemos negar que, assim como passam os dias, o amor faz tempo bom e chove.
Quem pensa que o amor é apenas azulzinho não está preparado para o amor.
Todavia, o amor é a maior energia do Universo. Não há força que o vença!
Ele pode bambear, mas ele não se quebra. O amor é flexível.
Se há amor há perdão, há compaixão, há reparação.
O tempo é o mais sábio dos senhores. O tempo fortalece o amor.
Então, não há medo. Se há amor, o tempo fará que ele volte ainda mais forte.
Se não há amor, o tempo se encarrega de desmascarar o que foi um engodo.
E a nossa alma sabe o que é um erro.
Só o coração conhece.
Confia no tempo e no amor.
Se for amor, vigora!
19.10.12
AMOR QUE DESCE A ÁRVORE DA VIDA
A fantasia é um clone da realidade. Se você fantasia algo é porque você no fundo gostaria que se tornasse real. Ninguém gosta de fantasiar uma dor e sim, um prazer, um sentimento. Fantasias de amor são facilmente vestidas, mas quando chega o real e o concreto, você as sabota por medo. Exatamente porque o real e o concreto podem ser realizados.
O que está na mente e no coração é o mais importante. No entanto, o pânico, a vergonha, os bloqueios sociais, os costumes, as tradições, a educação familiar, tudo isso nos embota de realizar. É preciso romper este paradigma!
Tudo começa na mente. Mas, para realizar devemos "descer" a árvore da vida. Começa na copa, escorre nas folhas e nos galhos e precisa tomar o caminho do tronco para chegar à raiz da realização.
Assim, se a gente ama apenas na ideia e no coração, este amor não se concretiza no real porque deve tomar o nosso corpo. Somos espíritos e estamos encarnados. Até o amor de mãe deve ser concretizado.
O amor platônico é aquele idealizado em sentimentos sublimes. Ele se pauta no amor mesmo. Mas, o amor platônico pode e deve tomar corpo, senão ele fica apenas no campo das ideias e das suposições.
Ame, de fato! É assim que nascem os filhos...
18.10.12
AMOR, SOMBRA E LUZ
Muitas vezes a doçura, a candura e o afeto não são suficientes para provar um grande amor.
Quantas vezes a distância fala mais alto ao coração?
Quantas vezes o fel é mais produtivo do que o mel?
E que os remédios amargos mais eficientes do que os doces?
Quando passamos por uma turbulência afetiva temos que prestar atenção no que Deus está querendo nos dizer. Que não há amor sem transtornos e desavenças.
Sombras e luzes abraçam o amor!
Isso é o equilíbrio!
Todavia, se não for amor, quando não há luz, a relação não se enxerga.
Se é amor, pode demorar um tempo, mas sempre há tempo de renovação.
Aprende a ficar no escuro, as vezes, sem medo.
E quando for acender a luz de novo, acostume seus olhos, aos poucos.
O amor e a luz vêm com a serenidade.
Quantas vezes a distância fala mais alto ao coração?
Quantas vezes o fel é mais produtivo do que o mel?
E que os remédios amargos mais eficientes do que os doces?
Quando passamos por uma turbulência afetiva temos que prestar atenção no que Deus está querendo nos dizer. Que não há amor sem transtornos e desavenças.
Sombras e luzes abraçam o amor!
Isso é o equilíbrio!
Todavia, se não for amor, quando não há luz, a relação não se enxerga.
Se é amor, pode demorar um tempo, mas sempre há tempo de renovação.
Aprende a ficar no escuro, as vezes, sem medo.
E quando for acender a luz de novo, acostume seus olhos, aos poucos.
O amor e a luz vêm com a serenidade.
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