22.2.13
O AMOR E A PAIXÃO, SEGUNDO UM MESTRE
O discípulo perguntou ao Mestre como uma pessoa pode sair do estado de paixão.
O Mestre respondeu:
- A paixão é uma ilusão. Ilusão é produzida pela mente. A mente costuma idealizar. A paixão não é real, é idealizadora. Seu objeto da paixão é aquilo que a sua mente julga como ideal. Ocorre que o ideal é imaginário e não é real. Ideal vem de ideia. Só o amor é real. Transforme o objeto da sua paixão em amor. O amor nada cobra, não sufoca, persevera e confere tempo. O amor é livre. A paixão é acorrentada.
A paixão é escravidão. O amor é libertador.
O discípulo insistiu: - mas como amar alguém que a gente se apaixona?
O Mestre prosseguiu: - Se o amor é livre você deve libertar o objeto da sua paixão. Liberte-o e assim ame-o. Todavia, para amá-lo você deve libertar o outro objeto de sua paixão, você mesmo! Ame-se. Amando a si próprio, você aprenderá a amar o outro. Você se obriga a se amar? Jamais! Você se ama. Faça assim com o outro. Simplesmente o ame, sem acorrentá-lo.
Mas, penso nela a todo instante... disse o aluno.
- A mente é uma prisão. O amor nasce do coração. A paixão é mental. Se você deseja transmutar a paixão em amor, saia da mente e entre no coração. Assim, você se liberta e liberta o outro. Só deste modo o amor se faz.
O discípulo entendeu, mas seguiu pensando...
21.2.13
Poema do Silêncio
A tua ligação em mim é algo que não se explica e sente.
Não há como traduzir o que o meu peito pressente.
Se os teus olhos choram, os meus também desaguam.
Se a tuas mãos se unem, as minhas sempre te afagam.
É no silêncio que eu te amo muito mais.
Tua canção soa em mim como uma voz de algodão.
Limpa meus sonhos e suaviza o meu coração.
Se a tua boca me fala, minha guerra se cala.
Se estás na minha porta, eu já te espero na sala.
É no silêncio que te amo ainda mais.
Fico no silêncio, agora, para te amar sempre e sempre mais...
Não há como traduzir o que o meu peito pressente.
Se os teus olhos choram, os meus também desaguam.
Se a tuas mãos se unem, as minhas sempre te afagam.
É no silêncio que eu te amo muito mais.
Tua canção soa em mim como uma voz de algodão.
Limpa meus sonhos e suaviza o meu coração.
Se a tua boca me fala, minha guerra se cala.
Se estás na minha porta, eu já te espero na sala.
É no silêncio que te amo ainda mais.
Fico no silêncio, agora, para te amar sempre e sempre mais...
O AMOR É O BACTERICIDA DA PAIXÃO
Há uma bactéria super resistente e que acomete grande parte da humanidade. Ela se chama Paixão, do latim Passio Onis, que significa dor, sofrimento. O tempo de duração varia de semanas a anos. A bactéria pode criar um mundo fantasioso e ilusório quando é correspondida. Mas, se não, destrói paulatinamente a saúde emocional, mental e física do hospedeiro.
Trata-se de um obsessão compulsiva que causa medo, insegurança, depressão, tristeza e ansiedade. Não é saudável, mas é necessária para uma auto-avaliação. Na verdade é uma merda mesmo. Há pensamentos insistentes, pavores de perda, vontade de atrair a atenção a todo momento. Abomino!
A boa notícia é que este estado passional termina e pode virar pó ou fogo brando. Se virar poeira ou fumaça, o objeto da paixão parecer ter acordado de um sufoco, de um pesadelo e, muitas vezes, se questiona por ter entrado nessa "loucura". O fogo brando é o amor, sereno e permanente, como uma pira no coração. Paixão pode se transformar em amor. Mas, também em nada.
O importante é saber que a paixão, na maioria das vezes, é uma idealização e uma projeção. O amor é o bactericida da paixão. Amor próprio e amor pelo outro ser. Para verter a paixão em amor é preciso muita paciência, perseverança e cuidados extremos de oração e vigilância. Basta saber no que você quer transformar esta experiência passional? Se vai valer a pena. Se o objeto da dua paixão merecerá e corresponderá. Tempo ao tempo. "Conhecereis a Verdade e ela vos libertará", disse Jesus. Qual será a verdade?
20.2.13
ARROCHA CHOCHO
Gente, eu também sei fazer arrocha!!!
Atocha esta paixão.
A brocha na minha mão!
Amor, acocha meu violão.
Encocha meu cinturão.
A tocha na minha mão!
Amor, arrocha a coxa.
Amansa o trouxa.
Afrouxa a rocha!
Amor, faz roxo meu coração.
Me cura em moxabustão.
Me tira da vida chocha!
EM NADA, NEM NA CULTURA, PODEMOS SERVIR A DOIS SENHORES AO MESMO TEMPO
Há uma máxima bíblica que apregoa “não se pode servir a dois
senhores ao mesmo tempo”. Ora, deixando os exageros de lado, fico preocupado
imensamente pelo desserviço que os jovens têm prestado à nossa cultura.
Quem aprecia “ser jogada no fundo da Fiorino” não pode
gostar de uma canção como Jeito de Mato, cujo apelo poético e lírico está bem
além das mediocridades. Fora esta questão, as meninas que “balançam a bundinha”
nos arrochas e nos funks cariocas estão sendo conviventes com os “fazedores” de
barulhos (que eles chamam de composições).
Se eu sou contra o racismo, eu jamais dançaria sob os
efeitos de uma canção que cantarola: os pretos são burros, os amarelos são
fracos, os brancos são imbecis, e por aí vai... Seria um contrassenso muito
grande comprar DVDs, frequentar espetáculos e divulgar músicas que me xingam e
que repudiam os meus semelhantes. Burrice mesmo.
Não vou nem discutir aqui os parcos recursos musicais, funks
de uma nota só, rimas fáceis e pobres, apelos eróticos de vendagem, etc.
Tecnicamente isso tudo é um lixo! No entanto, falo mais ainda sobre os aspectos
macroculturais, sociais e espirituais. Tudo isso resulta numa influência nociva
e que atua na mente frágil dos adolescentes e crianças que crescem achando que
a mulher deve ser taxada e colocada sempre como mero objeto de prazer e dos
desafogos sexuais, sem qualquer valor.
Quantos funks e arrochas vocês conhecem que rebaixam a
mulher? Quantos falam como se fosse apenas uma bonequinha inflável que se joga
no fundo de uma Fiorino?
Não dá. Fica na consciência de cada um, poder discernir o
que é viável, o que é decente, o que é digno, o que é nefasto. Será que vale a
pena estimular um ritmo mesmo que ele promova uma influência perniciosa aos
mais jovens?
Não se pode servir a dois senhores ao mesmo tempo. Pensem
nisso.
18.2.13
INQUISIÇÃO ARTÍSTICA
Irmãos, vejam que absurdo! Uma artista recebe inspiração do mundo espiritual! Bom saber! Todas as canções que nós amávamos, a partir de agora, não valem mais nada para nós!
Somos fanáticos! Promovemos sim uma verdadeira inquisição! Se a artista fosse da nossa religião... Assim, pedimos democraticamente para que os fiéis se afastem! Herege! Podemos escutar escondidos, mas Jesus vigia e sabe o que a gente está fazendo. Ele tem tempo pra isso! Ele nos condena à fogueira eterna, ao Geena!
De onde vem a inspiração artística? Do Alto? De espíritos? O que é o Espírito Santo? O Meu Jesus, que confusão é esta? Os compositores tiram de onde?
Ela se declarou espírita! E nós, democraticamente, rejeitamos esta opção.
O Brasil é um Estado laico e sem preconceitos, mas Jesus é mais!
Minha mãe não é um espírito, é um corpo oco que fala. Morreu, babau! Meu filho não é um espírito, é uma boca que fala, não tem ninguém dentro do seu corpo. E quando a gente morre, a gente fica vagando entre o céu e o inferno eterno! A gente vive como um planta no céu...
Fiéis, execrem os artistas que não são de Deus! Por que não há mais censura? Que saudade da Ditadura!
Mui respeitosamente e democraticamente pedimos aos irmãos que queimem as obras destes artistas.
Amém.
(O MUNDO NÃO MUDA MESMO... VEJAM ESTE LINK)
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