10.2.14

CORAÇÃO DE MENINA - POEMA ORIGINAL

Coração de Menina


Livre, correr pela praia.
Hoje, estrela do mar.
Depois de ouriços e seixos,
caminhos perdidos...
Voar com meus sonhos no ar.

Lembranças de estrada e pó.
O medo já passou, ninguém está só.
E um mar de incertezas acorda a canção.

E de repente,
fiquei no silêncio, sem voz
Parei no meu corpo, senti o oceano de nós.

Ser coração de menina.
Ser emoção de mulher.
Ver e viver bailarina.
Crescer porque o tempo quer.




7.2.14

RECADO: HUMILDADE VEM DE HUMUS...

Humildade não se ganha e nem se perde. Vem da alma. Pode ter fracasso ou sucesso, a humildade não sai da alma. Mesmo as estrelas podem ser humildes porque elas sabem que o Universo está cheio delas...

O Bêbado e a Paixão Desequilibrista


O Bêbado e a Paixão Desequilibrista
Por Maurício Santini

Assemelha-se a um porre. Quanto mais se bebe, mas se pensa que é feliz. Mais inebriado fica o ébrio, a tontura passional consome suas horas. E o pior é que se acha tudo lindo e perfeito!  

A paixão é tal bebedeira, confere uma total sensação de prazer e bem estar, porém a insegurança é fato. Cai-se acolá, levanta-se ali. Soluça-se de felicidade e lá se vai mais um copo... O bêbado acha que ama a bebida e cai novamente...

Frases amorosas são ditas: - você é o meu melhor amigo!; – você é o amor da minha vida!; -eu não vivo sem você!

A bebida faz isso, a gente fala as verdades mais mentirosas. A paixão dá no mesmo. Entoamos tanto o nosso pseudoafeto, tantas promessas, tantas luas, tantas declamações...

Assim como o bêbado, o apaixonado perde o foco em si para voltar seus olhos apenas para o objeto da sua bebedeira. E depois, desaba a chorar porque se projeta para fora e cai de novo. É um desequilibrista.
Com o passar do tempo e dos efeitos alcoólicos, o bêbado e o apaixonado começam a voltar a si próprios, a tonteira termina e a ressaca começa. Dores de cabeça insuportáveis, estômago emocional revirando e a sensação de estar vazio... Quarto escuro, dor e abandono.  

Quando desperta, ele percebe as quedas, os tropeços, as feridas e jura não querer beber mais novamente, até o próximo copo.


Fará tudo de novo até aprender a beber com moderação no AMOR. 

6.2.14

Soneto de um Mar de Nós


Soneto de um Mar de Nós
Maurício Santini

Deixa que os ventos sem afeto soprem em outra direção.
E que o fogo frio em cinzas se dissolva e se consuma.
E que a neve covarde se derreta em meu coração.
Antes que a tarde rosa desapareça e suma.

E que a manhã nascida “morra” toda a bruma.
E teça acima das nuvens uma esfera de emoção.
E que os meus olhos vestidos de chuva, assuma.
As lágrimas caídas em dor e compaixão.

O que a estrela desponta e aponta à exaustão.
É essa combustão que me assola e me exuma.
Amor que me chama em silêncio, chama em profusão.

Vou vivê-lo em cada são momento e não será em vão!
Que o vão que eu busco e que se verte em espuma.

Vem de um mar de mim em ti que abraça nossa solidão.   

DE VOLTA AO MEU ACONCHEGO

Depois de um longo e tenebroso desinverno e em pleno deserto, voltei para o Blog. Ele sempre me foi querido e amado, e agora será mais... Será um instrumento para divulgar um pouco das artes que prezo e me tenho preso e que me soltam: música e literatura (poesia e livro).

Peço que em ajudem a divulgar estas manifestações minhas porque certamente gritos e silêncios ditos, não ditos ou malditos pela minha alma.

As ideias não precisam ser compartilhadas, muitos manifestos serão particulares, mas, o que eu proponho é a ancoragem definitiva do amor e a descoberta do inconsciente como consciência.

Meu desafio é aprender e ensinar amor por intermédio da arte e da espiritualidade. Sou aprendiz.

Gosto quando você passa os olhos por estas linhas e simplesmente sorri ou chora...

Obrigado

ENCONTRO DAS ÁGUAS


No pôr do sol, teus abraços
De um céu que a tarde desmaia
Poder dormir em teus braços

Nos leitos do Araguaia...
(excerto de canção ENCONTRO DAS ÁGUAS, escolhida para o cd).

5.2.14

DODÓI (CANÇÃO DO CD)



AMIGOS, SEGUE A LETRA DE UMA DAS CANÇÕES ESCOLHIDAS PARA O CD. 
Dodói
(Gladston Galiza/Maurício Santini)

Gosto tanto docê que me dói.
E a sardade que o tempo martrata e rói.
Marvada, me mata de farta.
Que os zóio de fel sobressarta.
E o peito do caboclo mói.

Onde tá ocê que num vem?
Será que iô perdi esse trem!
Desde que ocê foi embora.
Os bicho parece que chora.
E as pranta morreram tamem.

Só chove lá fora e dende mim.
Que perco até o camin doncovim.
Que troço danado é a tristeza.
Perrenga toda natureza.
Dá cabo da alegria enfim...


Meu amigo silêncio

Pensei em deixar esse texto em branco. Em dias que as pessoas preferem ver vídeos s curtos e não ler.  Mas, lembrei de Bhagavan, meu amigo q...