O que eu pude ver no cinema hoje foi a essência de Maria Madalena. TODAS as pessoas deveriam fazer um esforço de visitá-la nas salas de projeção, não só por ela, mas pelos outros personagens tão humanos como o próprio Rabi da Galileia.
No filme, logo surge uma Maria incomodada com o modus vivendi
Na película também podemos encontrar um Jesus sorridente, em trapos, choroso às vezes, humanizado, no entanto integralmente divino. Um Jesus com medos e tristezas, todavia mártir de uma humanidade pautada no desamor (e que ainda é ou não?).
Podemos também observar um Pedro negro, ciumento, possessivo, mas forte e caridoso, líder. Além de um Judas entusiasmado com o Reino que estaria por vir e com a mudança do poderio saindo das mãos dos gentios para a coroação definitiva do Império do seu Rabi. Um Judas que jamais traiu, mas que, como um urubu do sacro ofício (sacrifício), foi incumbido pelo Mestre a fazer a parte mais suja de todas, entregá-lo.
Emocionei-me por Maria Madalena. Ela foi bem mais justiçada.
E aguardo ansiosamente que Judas Iscariotes também seja redimido e elevado a quem verdadeiramente foi.
Salve Myriam de Magdala, a quem foi feita puta por um papa, mas que é uma das mulheres mais santificadas que existiu em nosso planeta.




