Tão longe e tão perto do peito.
Como se não houvesse estrada,
como se não fosse mais nada.
Além do amor, do respeito.
Junto de você eu me calo.
Tudo sinto, nada falo*
Como se as frases fossem poucas.
Como se as horas ficassem loucas.
Como se o poema fosse ralo.
Ao seu lado, sou mais covarde.
Manhã que foge da tarde.
Amor que grita em segredo.
Ao seu lado eu não tenho coragem.
De longe eu toco tua imagem.
De perto eu toco meu medo.
* trecho derivado de canção Último Desejo, de Noel Rosa
27.4.12
19 - DESENREDO - DORI CAYMMI E PAULO CÉSAR PINHEIRO - SÉRIE "AS 100 MELHORES MÚSICAS DO BRASIL"
Não precisa se esforçar muito para se encantar com esta canção. Ela me toca profundamente, canta a minha alma. A melodia fica em torno do Trenzinho Caipira de Villa Lobos. E mais uma vez, paulo César Pinheiro, meu mestre que ainda tocarei seus pés como fazem os hindús aos gurus, está presente nesta letra. O engraçado é que a músida é de um baiano, Dori Caymmi, filho do genial Dorival, o Buda Nagô, e a letra de um carioca. E eu, um paulistano amante incorrigível de Minas, assombro minha alma com esta canção.
Abaixo a letra e mais abaixo ainda uma versão espetacular, a de Renato Bráz e Zé Renato.
Desenredo
Por toda terra que passo me espanta tudo que vejo
A morte tece seu fio de vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego eu me enredo
Nas tranças do teu desejo
A morte tece seu fio de vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego eu me enredo
Nas tranças do teu desejo
O mundo todo marcado a ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo, a morte o fim do novelo
O olhar que assusta anda morto
O olhar que avisa anda aceso
Mas quando eu chego eu me perco
Nas tramas do teu segredo
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe
A cera da vela queimando, o homem fazendo seu preço
A morte que a vida anda armando, a vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego eu me enrosco
Nas cordas do seu cabelo
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe...
Que o amor está para a amizade, e quem há de negar que esta lhe é superior?
"Que o amor está para a amizade, e quem há de negar que esta lhe é superior?". Esta frase de Caetano Veloso, na música "Língua" demonstra uma realidade acima das aparências. O amor só é amor quando há amizade. O amor não precisa ser tocado fisicamente, apesar disso ser uma expressão natural, não? Você não quer acariciar seu filho? Você não afaga seu gato? Você não abraça seu pai? Você não beija sua mãe?
No entanto, distante das possibilidades de acarinhar seu amor, este amor jamais morre por falta de demonstrações físicas. Logicamente, um homem e uma mulher naturalmente quando se amam e quando há energia sexual envolvida, acabam transando. Não é assim? Mas, se por ventura, esta energia sexual não está presente ou está ausente por algum motivo, seja doença, trauma, medo, o amor jamais sofre ranhuras com esta falta.
Sexo é importante sim, mas é uma energia como outra qualquer. No amor, o que importa mesmo é a afinidade e a compreensão que há tempestades e tempos bons. Mas, amor é a vontade de ficar junto, seja longe ou perto. Sem cobranças e sem obrigações.
Um casal pode dizer muito mais ao outro sem sexo. E sexo é um desejo, um detalhe. As vezes, sexo atrapalha. Jamais devemos nos pautar por ele. Uma relação que se pauta pelo sexo tende a findar rapidamente, como diz o Dalai Lama, porque não há sustentação. Uma relação que se pauta por amor, respeito e afinidade atravessa encarnações.
No entanto, distante das possibilidades de acarinhar seu amor, este amor jamais morre por falta de demonstrações físicas. Logicamente, um homem e uma mulher naturalmente quando se amam e quando há energia sexual envolvida, acabam transando. Não é assim? Mas, se por ventura, esta energia sexual não está presente ou está ausente por algum motivo, seja doença, trauma, medo, o amor jamais sofre ranhuras com esta falta.
Sexo é importante sim, mas é uma energia como outra qualquer. No amor, o que importa mesmo é a afinidade e a compreensão que há tempestades e tempos bons. Mas, amor é a vontade de ficar junto, seja longe ou perto. Sem cobranças e sem obrigações.
Um casal pode dizer muito mais ao outro sem sexo. E sexo é um desejo, um detalhe. As vezes, sexo atrapalha. Jamais devemos nos pautar por ele. Uma relação que se pauta pelo sexo tende a findar rapidamente, como diz o Dalai Lama, porque não há sustentação. Uma relação que se pauta por amor, respeito e afinidade atravessa encarnações.
26.4.12
TEXTO GENIAL SOBRE O AMOR
Hoje vou copiar um texto genial de Walter Trobesch que fala sobre as venturas e desventuras do amor. Aproveitem o máximo porque é um aprendizado.
"Está bem", respondeu Deus, e tomou a mulher de volta.Passou outra semana, o homem voltou e lhe disse: "Senhor, estou muito solitário desde que devolvi a criatura que fizestes
para mim. Ela cantava e brincava ao meu lado, olhava-me com ternura e seu olhar era
uma carícia, ria e seu riso era música, era formosa e suave ao tato. Devolvei-ma, porque não posso viver sem ela!" "Está bem", disse o Criador. E a devolveu. Mas, três dias depois, o homem voltou e disse: "Senhor, eu não sei. Eu não consigo explicar, mas depois de toda esta minha experiência com esta criatura, cheguei à conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer. Peço-lhe, tomá-la de novo! Não consigo viver com ela!"
O Criador respondeu:
"Mas também não pode viver sem ela." E virou as costas para o homem e continuou o seu trabalho. O homem desesperado disse:
"Como é que eu vou fazer? Não consigo viver com ela e não consigo viver sem
ela."
"Achei que, com as tentativas, você já tivesse descoberto, respondeu então
Deus. Amor é um sentimento a ser aprendido: é tensão e satisfação.
É desejo e hostilidade. É alegria e dor. Um não existe sem o outro.
A felicidade é apenas uma parte integrante do amor.
Isto é o que deve ser aprendido. O sofrimento também pertence ao amor.
Este é o grande mistério do amor.
A sua própria beleza e o seu próprio fardo.
Em todo o esforço que se realiza para o aprendizado do amor é preciso
considerar sempre a doação e o sacrifício ao lado da satisfação e da alegria.
A pessoa terá sempre que abdicar alguma coisa para possuir ou ganhar uma
outra coisa. Terá que desembolsar algo para obter um bem maior e melhor para sua
felicidade. É como plantar uma árvore frente a uma janela.
Ganha sombra, mas perde uma parte da paisagem.
Troca o silêncio pelo gorjeio da passarada ao amanhecer.
É preciso considerar tudo isto quando nos dispomos a enfrentar o aprendizado do amor.
A Mulher e o Amor
Conta uma lenda que, no princípio do mundo, quando Deus decidiu criar a mulher, descobriu que havia esgotado todos os materiais sólidos no homem. Diante dessa dificuldade e depois de profunda meditação, fez o seguinte: tomou a redondeza da Lua,
as curvas suaves das ondas, o trêmulo movimento das folhas, a esbeltez da palmeira,
a cor delicada das flores, o olhar amoroso da corça, a alegria do raio de sol e as gotas de pranto das nuvens, a inconstância do vento e a fidelidade do cão, a modéstia do lírio e a vaidade do pavão, a suavidade da pluma do cisne e a dureza do diamante, a doçura da pomba e a crueldade do tigre, o ardor do fogo e a frieza da neve.
Com essa mistura de ingredientes tão desiguais, criou a mulher e deu-a ao
homem. Depois de uma semana, o homem veio e lhe disse: "Senhor, a criatura que me
destes me faz infeliz: quer toda a minha atenção, nunca me deixa sozinho, fala sem parar, chora sem motivo, diverte-se fazendo-me sofrer e estou vindo devolvê-la porque não posso viver com ela!"
Conta uma lenda que, no princípio do mundo, quando Deus decidiu criar a mulher, descobriu que havia esgotado todos os materiais sólidos no homem. Diante dessa dificuldade e depois de profunda meditação, fez o seguinte: tomou a redondeza da Lua,
as curvas suaves das ondas, o trêmulo movimento das folhas, a esbeltez da palmeira,
a cor delicada das flores, o olhar amoroso da corça, a alegria do raio de sol e as gotas de pranto das nuvens, a inconstância do vento e a fidelidade do cão, a modéstia do lírio e a vaidade do pavão, a suavidade da pluma do cisne e a dureza do diamante, a doçura da pomba e a crueldade do tigre, o ardor do fogo e a frieza da neve.
Com essa mistura de ingredientes tão desiguais, criou a mulher e deu-a ao
homem. Depois de uma semana, o homem veio e lhe disse: "Senhor, a criatura que me
destes me faz infeliz: quer toda a minha atenção, nunca me deixa sozinho, fala sem parar, chora sem motivo, diverte-se fazendo-me sofrer e estou vindo devolvê-la porque não posso viver com ela!"
"Está bem", respondeu Deus, e tomou a mulher de volta.Passou outra semana, o homem voltou e lhe disse: "Senhor, estou muito solitário desde que devolvi a criatura que fizestes
para mim. Ela cantava e brincava ao meu lado, olhava-me com ternura e seu olhar era
uma carícia, ria e seu riso era música, era formosa e suave ao tato. Devolvei-ma, porque não posso viver sem ela!" "Está bem", disse o Criador. E a devolveu. Mas, três dias depois, o homem voltou e disse: "Senhor, eu não sei. Eu não consigo explicar, mas depois de toda esta minha experiência com esta criatura, cheguei à conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer. Peço-lhe, tomá-la de novo! Não consigo viver com ela!"
O Criador respondeu:
"Mas também não pode viver sem ela." E virou as costas para o homem e continuou o seu trabalho. O homem desesperado disse:
"Como é que eu vou fazer? Não consigo viver com ela e não consigo viver sem
ela."
"Achei que, com as tentativas, você já tivesse descoberto, respondeu então
Deus. Amor é um sentimento a ser aprendido: é tensão e satisfação.
É desejo e hostilidade. É alegria e dor. Um não existe sem o outro.
A felicidade é apenas uma parte integrante do amor.
Isto é o que deve ser aprendido. O sofrimento também pertence ao amor.
Este é o grande mistério do amor.
A sua própria beleza e o seu próprio fardo.
Em todo o esforço que se realiza para o aprendizado do amor é preciso
considerar sempre a doação e o sacrifício ao lado da satisfação e da alegria.
A pessoa terá sempre que abdicar alguma coisa para possuir ou ganhar uma
outra coisa. Terá que desembolsar algo para obter um bem maior e melhor para sua
felicidade. É como plantar uma árvore frente a uma janela.
Ganha sombra, mas perde uma parte da paisagem.
Troca o silêncio pelo gorjeio da passarada ao amanhecer.
É preciso considerar tudo isto quando nos dispomos a enfrentar o aprendizado do amor.
Por: Walter
Trobesch, do livro: Amor, sentimento a ser aprendido
25.4.12
OS TESTES QUE O UNIVERSO NOS OFERECE
Estou convencido que o Universo nos testa o tempo todo. E Deus repete algumas situações para aferir o coeficiente da nossa maturidade. Vira e mexe a gente repete de ano. Mas, qual será a causa de tanta reprovação? Simples, a repetição dos nossos padrões antigos. Se você muda sua postura e seu pensamento diante de uma experiência, o mundo muda ao seu redor. Se você repete, o mundo repete, de forma similar. É sempre hora de experimentar a mudança.
Podemos dizer que estamos andando em círculos. É assim na roda das encarnações, a que os hindús chamam de Sansara. Se algo insiste e persiste em voltar, mesmo que vestido de outra forma, é sinal que você precisa saber lidar melhor com aquilo.
Era uma vez uma linda mulher que tratava seus amores como filhos. O primeiro namorado ela chamava de bebê, o mimava, o sufocava. Chegou um momento que o "bebê" não suportou mais a pressão de ser controlado e foi embora. A mulher sofreu demais... Depois de algum tempo veio o segundo. Este ela chamava de "nenen", dava presentes e o reeprendia nas suas atitudes de moleque. Depois de um tempo o cara se sentiu pressionado e também foi embora. Ela sofreu mais ainda... E assim repetiu isso mais algumas vezes e em todas ela sofreu, chorou, se descabelou com o fim dos seus relacionamentos. Ela se perguntava a razão de ser tão infeliz no amor. Mas, jamais se deu conta que repetia os mesmos padrões com todos... Algo estava errado, não?
É assim. Rejeito repetir os mesmos padrões de antes, quero crescer e amadurecer mais. Vou tentar fazer exatamente o contrário do que fiz antes e que me ofertou tanta dor. E vou conseguir mudar isso agora! Quem sabe eu passo no teste que o Universo me ofereceu desta vez...
Podemos dizer que estamos andando em círculos. É assim na roda das encarnações, a que os hindús chamam de Sansara. Se algo insiste e persiste em voltar, mesmo que vestido de outra forma, é sinal que você precisa saber lidar melhor com aquilo.
Era uma vez uma linda mulher que tratava seus amores como filhos. O primeiro namorado ela chamava de bebê, o mimava, o sufocava. Chegou um momento que o "bebê" não suportou mais a pressão de ser controlado e foi embora. A mulher sofreu demais... Depois de algum tempo veio o segundo. Este ela chamava de "nenen", dava presentes e o reeprendia nas suas atitudes de moleque. Depois de um tempo o cara se sentiu pressionado e também foi embora. Ela sofreu mais ainda... E assim repetiu isso mais algumas vezes e em todas ela sofreu, chorou, se descabelou com o fim dos seus relacionamentos. Ela se perguntava a razão de ser tão infeliz no amor. Mas, jamais se deu conta que repetia os mesmos padrões com todos... Algo estava errado, não?
É assim. Rejeito repetir os mesmos padrões de antes, quero crescer e amadurecer mais. Vou tentar fazer exatamente o contrário do que fiz antes e que me ofertou tanta dor. E vou conseguir mudar isso agora! Quem sabe eu passo no teste que o Universo me ofereceu desta vez...
24.4.12
18 - CONTOS DA LUA VAGA - BETO GUEDES - SÉRIE "AS 100 MELHORES MÚSICAS DO BRASIL"
Esta canção é necessária para mim neste momento.
É como um clamor ao amor, um grito de protesto a favor do sentimento.
Leia este trecho:
"A vitória do sentimento claro
Vencendo todo medo
Mãos dadas pela rua
Num destino de luz e amor
Vem agora
Quase não há mais tempo
Vem com teu passo firme
E rosto de criança
A maldade já vimos demais".
Isso é leoninamente lindo. E o autor ainda finaliza: o que será de nós se estivermos cansados da verdade, do amor.
Contos da Lua Vaga foi feita em 1981 e dá nome ao quarto disco do mineiro Beto Guedes.
Não é só a letra que me assalta o peito, a melodia é linda e a segunda parte da canção tem uma fibra impressionante.
Leia e escute com o coração:
http://letras.terra.com.br/beto-guedes/44532/
É como um clamor ao amor, um grito de protesto a favor do sentimento.
Leia este trecho:
"A vitória do sentimento claro
Vencendo todo medo
Mãos dadas pela rua
Num destino de luz e amor
Vem agora
Quase não há mais tempo
Vem com teu passo firme
E rosto de criança
A maldade já vimos demais".
Isso é leoninamente lindo. E o autor ainda finaliza: o que será de nós se estivermos cansados da verdade, do amor.
Contos da Lua Vaga foi feita em 1981 e dá nome ao quarto disco do mineiro Beto Guedes.
Não é só a letra que me assalta o peito, a melodia é linda e a segunda parte da canção tem uma fibra impressionante.
Leia e escute com o coração:
http://letras.terra.com.br/beto-guedes/44532/
O CORAÇÃO MAIS DO QUE AS PALAVRAS
O teu silêncio me fala mais do que mil vozes.
E eu não preciso de frases, nem de gestos.
Eu já tenho o teu amor como um rio tem as águas.
E confio que nenhum tronco de árvore que caiu
da floresta possa impedir que o destino siga seu curso.
Não espero nada de ti porque já tenho.
Corpo não define sentimento, corpo expressa.
O meu amor é como um vento que vai e volta a bater no teu rosto.
No mais, ficaram mudas todas as palavras.
E o coração fala todas por nós.
E eu não preciso de frases, nem de gestos.
Eu já tenho o teu amor como um rio tem as águas.
E confio que nenhum tronco de árvore que caiu
da floresta possa impedir que o destino siga seu curso.
Não espero nada de ti porque já tenho.
Corpo não define sentimento, corpo expressa.
O meu amor é como um vento que vai e volta a bater no teu rosto.
No mais, ficaram mudas todas as palavras.
E o coração fala todas por nós.
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