31.7.12

A AUTORIDADE PERDIDA PELO AUTORITARISMO

Eu quero perder meu Autoritarismo. Eu digo bem, perder o "Ismo" e não a Autoridade. Porque este ISMO é algo improdutivo e que me faz sofrer. Em algum lugar do passado, este "autoritarismo" deve ter sido um mecanismo que eu usei para ser atendido prontamente. Tenho que quebrar esta rigidez do meu espírito. Logo eu que desprezo a ditadura, a arrogância. Como posso ser autoritário?

Autoridade é estar centrado no seu "Eu" sem mergulhar no Ego, no Egoismo.

A psicoterapia promove isso em nós, a capacidade de nos auto-encontrar por meio de dores vividas. E este meu autoritarismo só me trouxe sofrimento. Não significa perder a Autoridade e sim, achá-la, de fato, porque quem busca o Autoritarismo é quem perdeu a sua própria Autoridade.

Perdendo meu Autoritarismo, eu ganho a Autoria da minha felicidade, me respeito mais e sou mais respeitado.

30.7.12

Amizade é o amor que deu certo

Amizade é o amor que deu certo.
E como no amor, na amizade há tempestades de granizo, tempo azul, sol, vendavais.
Se apenas estou com meu amigos na alegria , então eles não são meu amigos. São passatempos.
Eu prezo meu amigos na tristeza também, é ali que eu me encontro com eles. Então, se derrubam uma lágrima, ali estarei para colhê-la.
Se eles, por desventura, cometem um engano, ali estarei para alertá-los.
E se eles estão felizes, compartilharei das suas felicidades.
E se alguém cometer alguma atrocidade, desrespeito ou infâmia, estarei lá, como um escudo e com minha lança.
Não consigo enxergar amigos somente no ponto de vista da alegria.
Quero enxergá-los como eu vislumbro o amor, descobri-los no infinito.

27.7.12

Utilize as notas musicais a seu favor!


Utilize as notas musicais a seu favor!

(matéria da Revista Espiritismo)Maurício Santini 

O mantra “AUM”, mais conhecido como “OM”, foi o primeiro som que o Universo ecoou na sua criação. Foi o primeiro murmúrio de Deus quando inaugurou suas muitas moradas. E o verbo se fez carne...A música aparecera no infinito!

Não é à toa que Gautama, o Buda atingiu este estado de iluminação por meio de uma experiência com um instrumento musical. Estava ele meditando na beira de um lago quando observou um barqueiro que trazia um professor de música ensinando um discípulo a executar seu instrumento. Falava o mestre: - Se você esticar muito as cordas, elas arrebentarão e você não tocará seu instrumento. Se afrouxá-las em demasia, o instrumento também não conseguirá desempenhar suas funções musicais. Buda prestou atenção nos sinais que a natureza apontou e percebeu que o Caminho do Meio ou o equilíbrio é o segredo para o bem estar mental, físico e espiritual de um ser.

Mas, de que maneira a música é capaz de influenciar o estado de espírito e o emocional das pessoas? A junção de notas musicais compatíveis é capaz de  gerar incontáveis benefícios a todos os seres vivos. Inúmeros experimentos com plantas e animais já foram realizados com esta constatação. Flores que duraram mais escutando músicas clássicas, animais que se curaram e uma série de ouras experiências demonstraram que os reinos vegetal, mineral e animal respondem de maneira clara e incisiva às trilhas sonoras, isto é, as reações são díspares e obedecem aos padrões sonoros do ambiente.

A proposta da musicoterapia, modalidade terapêutica razoavelmente nova que utiliza o som como forma de tratamento de diversos males, é levar qualidade de vida para quem precisa de harmonias para dentro de si. Hoje em dia existem muitos músicos competentes que se tornaram musicoterapeutas com resultados fascinantes.

Uma música pode induzir você a um estado alterado de consciência, pode acalmar ânimos mais exaltados, pode fazer despertar lembranças esquecidas no tempo ou simplesmente deixar você meio down, com uma nostalgia emocional depressiva. Pode relaxar as tensões do dia a dia, pode trazer idéias que estavam escondidas no subconsciente ou até fazer você chorar de emoção.

As escalas musicais são científicas e precisas e até o silêncio possui sua música própria. Geralmente associamos a música com o que estamos vivenciando num determinado momento. Se toca uma canção e estamos alegres, provavelmente arquivamos o som de uma forma agradável. Se a hora é infeliz ou tensa, fazemos o mesmo com a coitada da música. Entretanto há tipos de melodias que nos remetem à imagens e estados por características sonoras próprias. Quer exemplos? Quando toca uma bossa nova do Tom Jobim no rádio, qual a primeira imagem que nos vêm a cabeça? Praia, Rio de Janeiro, verão. Quando escutamos um som new age, daqueles com direito a “agüinhas”, não dá um sono incrível? E um rock heavy metal, não excita? Não nos deixa mais agressivos?

Assim como o corpo humano, os instrumentos musicais têm características dos elementos da natureza: água, terra, ar e fogo. Músicos como o cantor, compositor e instrumentista Marcus Viana são conhecedores exímios das características naturais de cada instrumento. Viana, que já recebeu indicação do Grammy latino com o Cd Terra, é um dos exemplos crassos de como se deve respeitar as características essenciais de cada instrumento.

Os batuques e ritmos afroameríndios são bastante terrenais. Instrumentos de percussão são utilizados para ritos como no Candomblé e na Umbanda, onde se utiliza atabaques e tambores para a ligação com espíritos da terra como caboclos e índios. O xamanismo também evoca o animal de poder de cada pessoa por meio das batidas compassadas dos tambores. O segredo dita que estes instrumentos são capazes de ativar a kundalini, isto é, palavra em sânscrito que significa serpente e representa a energia ígnea que habita aos pés da coluna vertebral. Essa energia é muito poderosa e se bem trabalhada é capaz de operar “milagres”, ampliar a capacidade criativa, melhorar o desempenho sexual e até levar a estados alterados e até a iluminação. Em contrapartida, se a energia kundalínica for mal direcionada pode levar a desastres irreparáveis, chegando até provocar malefícios como demência, paralisias, acidentes cerebrais e morte.

Os instrumentos de sopro, que utilizam o ar para traduzir suas notas nos remete a estados mais sutis e meditativos. A sensação é alada, sublime, levitante. É a espiritualidade, o azul, a alegria de ser essência. Krishna escolheu um instrumento de sopro (a flauta) para tocar a suave melodia do Senhor (Bhaghavad Gita). È o vento soprado no alto de uma montanha ou o canto dos pássaros quando batem suas asas para um novo dia.

As cordas são aquáticas. Elas nos embalam no leito de um riacho ou nos carregam para o mar ou para uma cachoeira gélida. O piano é fogo e pode acender paixões. Não é acaso que os músicos românticos usam muito os acordes do piano para despertar o passional. A mistura destes elementos faz com que a Sinfonia Universal seja executada com muita afinação pelo Grande Maestro do Universo. Mas como podemos utilizar a música para atuar em nosso favor?

Logo pela manhã, jamais escandalize seus ouvidos com músicas agitadas no rádio-relógio. Isso é uma violência auditiva! Procure sons mais suaves ao despertar – as músicas clássicas são perfeitas! Sons da natureza ou new-age fazem com que você permaneça sonolento. Quando tiver que executar algum trabalho que requer mais dinamismo, força física ou similar, como dirigir, por exemplo, prefira músicas mais agitadas mas de bom gosto. Sons estridentes agitam em demasia e são capazes de enervar as pessoas. Depois de uma cansativa jornada de trabalho busque sintonizar músicas mais tranqüilas e que produzem um efeito de descanso (um cool jazz, uma MPB, etc). Para as práticas de relaxamento e meditação, sons entoados de uma maneira mais linear, isto é, que não se altere em picos estridentes e baixas de morosidade. Algo mais permanente. Dormir escutando uma boa música suave faz muito bem, desde que você consiga adormecer. Mas lembre-se., às vezes o silêncio é a melhor música! Escutar a sua própria voz interna, a da intuição e a do coração faz bem á alma. Musicalize-se!






26.7.12

O medo de amar é o medo de ser livre

O que eu vou fazer se eu não tiver Paciência? É a ciência da Paz! A gente fica impaciente quando estamos inseguros diante de uma situação. Não há impaciência na segurança. Mas, e quem está seguro? O que é de fato 100%? Não podemos prever os percalços. Eles existem. Mas, também há as grandes novidades, as boas novas!

Eu sempre digo que o amor sempre vigora. No entanto há uma série de obstáculos e travas que impedem que o amor se expresse e tome seu lugar: medo, insegurança, egoísmo...

Todavia, concluindo com a frase de um outro leonino, Beto Guedes, o medo de amar é o medo de ser livre!

Hoje estou escrevendo pouco, estou impaciente!

25.7.12

37 - LUAR DO SERTÃO - CATULO DA PAIXÃO CEARENSE E JOÃO PERNAMBUCO - SÉRIE "AS 100 MELHORES MÚSICAS DO BRASIL"

A toada "Luar do Sertão" sintetiza muito bem o cancioneiro sertanejo do Brasil.
Os acordes melódicos nos remetem à uma fogueira olhando o luar e as estrelas.
Tenho uma canção chamada "Meu Ser Tão" que é bem inspirada nesta música do Catulo e do João Pernambuco. Muitos defendem que a canção é apenas do Catulo, mas a maioria diz que João Pernambuco fez  a melodia (inclusive foi tocada no seu enterro). Leiam este trecho: Leandro Carvalho, estudioso da obra de João Pernambuco e organizador do CD João Pernambuco - O Poeta do Violão (1997), declarou: "Por onde João andava, Catulo estava atrás, anotando tudo; foi o que aconteceu com Luar do Sertão: Catulo ouviu, mudou a letra e disse que era sua". 

Não sabemos a data, mas certamente deve ter sido composta nos anos 30.
Abaixo uma versão original de Tonico e Tinoco:
http://www.cifras.com.br/cifra/tonico-e-tinoco/luar-do-sertao

Mas, amo muito a versão de Bethânia neste video:
http://www.youtube.com/watch?v=NUOPTXahGJ4


Ai que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata
Prateando a solidão
A gente pega na viola que ponteia
E a canção é a lua cheia
A nos nascer no coração
Coisa mais bela neste mundo não existe
Do que ouvir-se um galo triste
No sertão, se faz luar
Parece até que a alma da lua é que descanta
Escondida na garganta
Desse galo a soluçar
Ai, quem me dera que eu morresse lá na serra
Abraçado à minha terra
E dormindo de uma vez
Ser enterrado numa grota pequenina
Onde à tarde a sururina
Chora a sua viuvez

Victor Chaves disse que o momento da música sertaneja é caótico...

Aos que me criticaram por uma posição, está aqui um cara do próprio meio...:
http://universosertanejo.blogosfera.uol.com.br/2012/07/24/victor-chaves-o-momento-da-musica-sertaneja-e-caotico/

24.7.12

MANIFESTO CONTRA O MAU GOSTO BREGANEJO

O Brasil sertanejo não tem banjos, não tem Rodeios, não tem essa americanização brega que promoveram no país. Não tem saco de boi amarrado, não tem galos garnisés cantantes e nem tampouco tem versões de mau gosto em forma caipira. Isso foi importado dos EUA!!!!

O Brasil sertanejo tem a cara do interior. Tem berrante, sim senhor. Tem cavalos soltos. Tem duplas e modas de viola. Tem bom humor inocente. Tem jecas e jeitos de se expressar.

Quem trouxe esta americanização breganeja ao país foi a  indústria fonográfica por intermédio do Chitãozinho e Xororó e que a TV Globo é obrigada a engolir porque a emissora é sustentada por boa parte de empresários do interior.

Mas, quem aprecia Pena Branca e Xavantinho, Tonico e Tinoco, Renato Teixeira, Inezita Barroso, Alvarenga e Ranchinho, entre outras raízes,  deve ficar de fora destas manifestações febris e de gosto duvidoso como tantos que perdi a conta. Sons guturais de Tchu e de Tcha, Tcheretchechês, arrochas, delícias, por Jesus! Isso precisa acabar! 

Esse é um manifesto de repúdio aos que atentam contra a musicalidade do caboclo, do interior do país.

Meu amigo silêncio

Pensei em deixar esse texto em branco. Em dias que as pessoas preferem ver vídeos s curtos e não ler.  Mas, lembrei de Bhagavan, meu amigo q...