6.2.14

Soneto de um Mar de Nós


Soneto de um Mar de Nós
Maurício Santini

Deixa que os ventos sem afeto soprem em outra direção.
E que o fogo frio em cinzas se dissolva e se consuma.
E que a neve covarde se derreta em meu coração.
Antes que a tarde rosa desapareça e suma.

E que a manhã nascida “morra” toda a bruma.
E teça acima das nuvens uma esfera de emoção.
E que os meus olhos vestidos de chuva, assuma.
As lágrimas caídas em dor e compaixão.

O que a estrela desponta e aponta à exaustão.
É essa combustão que me assola e me exuma.
Amor que me chama em silêncio, chama em profusão.

Vou vivê-lo em cada são momento e não será em vão!
Que o vão que eu busco e que se verte em espuma.

Vem de um mar de mim em ti que abraça nossa solidão.   

DE VOLTA AO MEU ACONCHEGO

Depois de um longo e tenebroso desinverno e em pleno deserto, voltei para o Blog. Ele sempre me foi querido e amado, e agora será mais... Será um instrumento para divulgar um pouco das artes que prezo e me tenho preso e que me soltam: música e literatura (poesia e livro).

Peço que em ajudem a divulgar estas manifestações minhas porque certamente gritos e silêncios ditos, não ditos ou malditos pela minha alma.

As ideias não precisam ser compartilhadas, muitos manifestos serão particulares, mas, o que eu proponho é a ancoragem definitiva do amor e a descoberta do inconsciente como consciência.

Meu desafio é aprender e ensinar amor por intermédio da arte e da espiritualidade. Sou aprendiz.

Gosto quando você passa os olhos por estas linhas e simplesmente sorri ou chora...

Obrigado

ENCONTRO DAS ÁGUAS


No pôr do sol, teus abraços
De um céu que a tarde desmaia
Poder dormir em teus braços

Nos leitos do Araguaia...
(excerto de canção ENCONTRO DAS ÁGUAS, escolhida para o cd).

5.2.14

DODÓI (CANÇÃO DO CD)



AMIGOS, SEGUE A LETRA DE UMA DAS CANÇÕES ESCOLHIDAS PARA O CD. 
Dodói
(Gladston Galiza/Maurício Santini)

Gosto tanto docê que me dói.
E a sardade que o tempo martrata e rói.
Marvada, me mata de farta.
Que os zóio de fel sobressarta.
E o peito do caboclo mói.

Onde tá ocê que num vem?
Será que iô perdi esse trem!
Desde que ocê foi embora.
Os bicho parece que chora.
E as pranta morreram tamem.

Só chove lá fora e dende mim.
Que perco até o camin doncovim.
Que troço danado é a tristeza.
Perrenga toda natureza.
Dá cabo da alegria enfim...


16.4.13

BLOG SUSPENSO POR FALTA DE LEITORES

AS EMBALAGENS TÊM NOMES


Ah, o título não representa nada! 
Já vi um monte de gente com o nome de Ananda e é infeliz.
Já vi Shakti com energia bagunçada ou desanimada.
Já li Prema com gente sem amor algum.
Quantos gurus não são portadores da luz?
Quantos doutores não são ignorantes?
Outro dia, li numa rede social alguém com o apelido de Shanti batendo boca vorazmente...
E quanta gente com o sobrenome de Guerra que é pacífica.
Será que La Paz é só calmaria?
Eu tenho no meu nome: Mattos e nunca matei ninguém. Nem tampouco sou santo, apesar de Santini. 
Então, não me venha com nomes próprios, alcunhas e títulos porque tudo isso é embalagem.
E quem compra por embalagem desconhece o conteúdo.

3.4.13

O CÁLICE DA VERGONHA



PARA QUEM NÃO ACOMPANHOU A VERGONHA... E O QUE A CENSURA MILITAR PROVOCOU DE "CALE-SES", AQUI VAI O "CÁLICE" CORTADO EM ESPETÁCULO DE 1973. 
CHICO BUARQUE E GILBERTO GIL. ELES CANTAM DESCONEXOS, FALAM ATÉ EM ARROZ À GREGA. OS MICROFONES FORAM CORTADOS E ELES NÃO PUDERAM CANTAR.
HOJE, QUANDO PODEMOS CANTAR, OUVIMOS ARROCHAS MACHISTAS, FUNKS CHAMANDO MULHERES DE CACHORRAS E PALAVRAS SEM NENHUM SENTIDO. ISSO NÃO SE CORTA, MAS CORTA MEU CORAÇÃO...


https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=FjjtUzkaPjU


Meu amigo silêncio

Pensei em deixar esse texto em branco. Em dias que as pessoas preferem ver vídeos s curtos e não ler.  Mas, lembrei de Bhagavan, meu amigo q...