É correto dizer que a paixão é um estado patológico, um febrão. Mas, quem há de negar a sua importância? Porque a paixão é o reconhecimento de um pedaço da gente no outro. Uma extensão. E quando a gente reconhece isso, temos medo de perder.
Todavia, calma! Respira. Paciência! Não há nada de errado. A paixão passa e quando amadurece pode verter em amor. Não é bom? No entanto, assim como todo febrão precisamos esfriar a cabeça, lavar a alma, reciclar o coração. Serenizar, despressurizar.
Assim, quando você percebe que o outro é uma extensão de você isso pode ser altamente benéfico porque na verdade somos mesmo isso, com mais ou menos afinidades. O outro está em mim, assim como eu estou no outro. Isso é vida! É uma espécie de Namastê, que é um estado de reconhecimento da divindade de cada um (o Deus que habita em mim é o Deus que mora em você).
Todavia, há temporadas e estações como na canção: "no inverno te proteger, no verão sair pra pescar, no outono te conhecer, primavera poder gosar" (Beto Guedes).
Há tempo para tudo. Assim, deixe correr assim como um rio...
9.5.12
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