1.10.12
HOJE, BRANCO. ONTEM, NEGRO. E AMANHÃ?
Talvez eu seja culpado por algum ato de discriminação racial ou social. Eu sou reencarnacionista e isso, pressupõe que eu devo ter cometido atrocidades passadas e sou repetente no curso de evolução consciencial.
Sim, o Brasil foi escravagista e aprisionou, humilhou e massacrou seus negros e índios. Não posso afirmar que fiz parte deste movimento, mas o meu País, onde estou encarnado, fez.
Há no meu conceito os diversos tipos de karma (ação em sânscrito) e, consequentemente, a reação. No Poli-Karma brasileiro há rasuras discriminatórias e de racismo. Isso quer dizer, auto-culpa. Entendo que o Brasil queira reconhecer seus erros e retificá-los. Entre estas atitudes está a lei de cotas raciais para as universidades. Eu sou contra porque a meu ver isso também é discriminatório. Sou a favor das cotas sociais, isto é, para pessoas com poder aquisitivo muito abaixo e que queiram ingressar no ensino superior, independente de raça ou credo. É apenas uma opinião.
Querem reparar os erros passados com os negros? Então, vamos parar de cometê-los! Sim, porque ainda vejo muito racismo nos tratamentos policiais (o respeito das "autoridades" é desigual), nas famílias brasileiras que "engolem" o fato de um negro estar com um branca e vice e versa, na geração de empregos (quando o "selecionador" dá mais crédito e importância ao branco ou ao amarelo), etc. Sem as torções de nariz ou brincadeirinhas sexuais ridículas (sobre o membro maior que é uma imbecilidade) quando a sobrinha apresenta seu namorado mulato...
Teria honra e orgulho da minha filha se casar com um negro sim, desde que fosse bom caráter e coração, trabalhador, um homem com princípios.
O negro não quer migalha, quer o pão!
Certa vez, estava deitado no meu sofá, em casa, e escutando uma canção africana. Quando, de repente, fechei meus olhos físicos e abri o espiritual. Ali, deitado, fui saudado por uma tribo inteira que eu reconhecia como meu povo e família. Todos me aplaudiam! E eu fiquei muito emocionado. Ali sim, eu senti o amor e o reconhecimento.
Acabo este artigo deste jeito para ilustrar que hoje estou branco, ontem estava negro e quem me garante que amanhã não estarei amarelo?
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