11.5.11

A LÂMPADA DE 40 W E A LUZ DE 100 W

É uma lei da física, ou não? Quanto maior a incidência de luz, maior é a sombra.
Eu apreciei o exemplo do Satya Sai Baba sobre a lâmpada de 40W. Se colocarmos uma lâmpada com iluminação tênue, nosso quarto fica a meia luz e até um pouco mais confortável. No entanto, se mudarmos para uma lâmpada de 100W, a luz do dormitório mostrará coisas, sujeiras, entulhos, desordens que antes a gente não via. Era falta de luz.

Isso representa que todo esse incômodo, essa tristeza, essa amargura, o peso dos ombros, o cansaço, o desânimo, a revolta, tudo isso pode ser um sinal iluminado de mudança. Pode ser sim, mas também pode ser apenas vaidade e egoísmo.

E a gente não pode sair chutando as sombras como elas não fizessem parte da nossa luz. Elas não estão contra nós, apenas são o que são por conta da luz. Então, temos que viver bem com as nossas sombras até conseguir um coeficiente maior de luz que as trate com maior respeito e amor.

Difícil entender, não? Eu sei.
Mas, se a gente deixa o quarto sempre na penumba ou totalmente escuro, isso só serve pra gente descansar e dormir e não deslocar nenhum entrave conciencial. O bom é a gente aumentar a luz devagarzinho e começar a remover o que nos incomoda.

Acenda a luz e respeite as sombras. Acorda!

10.5.11

O VALOR DO CAPACHO

Claro que todo capacho tem seu valor. Ele não serve apenas para que as pessoas o pisoteiem. Ele pode ser um peso de porta, um ornamento e até uma espécie de tapete. Mas, certamente será sempre um capacho.

Vejo muita gente com vocação para ser este objeto. E o pior, gostam deste papel. Enquanto há um capacho, há um pé a pisar nele.

Quase todos já foram capacho um dia. Mas, permanecer neste estado é um manifesto de baixa autoestima lamentável.

Um amigo meu disse que quando eu maltratava as mulheres, elas viviam correndo atrás de mim... Bem, isso não deixa de ser uma constatação. A pergunta é: preciso maltratar e pisar em alguém para que esta pessoa corra atrás de mim? Não. Não mais farei este papel de pé. E eu não quero que corram atrás de mim, e sim que venham ao meu encontro suavemente.

Se elas buscam o pé, que vão se tratar, há uma infinidade de psicólogos à disposição. Afinal, o que elas precisam mesmo não são homens e sim, terapeutas. E eu falo isso de mulheres e homens.

Como diz Luis Antonio, "a vida lhe trata como você se trata".

9.5.11

PERGUNTAS DO LIVRO, RESPONDAM.


Nós somos tão sós... Mas, não será este o grande desafio e exercício da vida na Terra? A vida toda esperamos por alguém... Esperamos, esperamos... Essa nossa dependência emocional dos outros é o que tece a infelicidade no homem. Mas, como isso é uma espécie de “diário de bordo”, quero ter o direito de me queixar um pouco disso tudo e sobre a razão pela qual faz muitos dias que não tenho sequer uma experiência metafísica.
Há um dito popular que prega que o que mais tentamos ensinar é aquilo que mais precisamos aprender. E como posso notar esta realidade dentro de mim... Muitas vezes, vagueio como uma toupeira pelo mundo, levado pelos estados alterados da inconsciência emocional. E não tem jeito mesmo... Somos seres dependentes, carentes, vampiros da energia dos outros. Muitas vezes isso ocorre de uma maneira inconsciente. Mas, e quando estamos conscientes disso? Eu, por exemplo, sei de cor e salteado que a primeira lição de todo o ser em evolução é aprender a se amar por completo, assim como aos outros. A partir deste amor próprio que é uma ligação próxima ao Divino já que somos criações Dele passamos a entender o mecanismo das pessoas e reconhecer assim seus momentos. Porém, muita gente confunde “amor próprio” com egoísmo. Atrevo-me a dizer que o “egoísmo” é o símbolo máximo do apego ao eu inferior, enquanto que, o “amor próprio” é o reconhecimento do Absoluto em nós mesmos. É o significado da saudação “Namastê”, isto é, somos todos “nanodeuses” passeando pela vastidão do Macro-Universo, num tempo sem tempo algum. Entretanto, quem de nós aplica verdadeiramente essa divindade? Quem realmente conclama seu auto-amor e ama ao próximo como a si mesmo?

(excerto do livro "Eu, Pilatos"

A COMUNIDADE DOS UMBIGOS

Imagine uma sociedade que pensa apenas em si mesma. Visualize uma comunidade que trabalha e age somente conforme as suas necessidades. Uma gente que olha apenas para o seu próprio umbigo, sem se preocupar com o bem estar do outro. Pessoas que apenas desejam, sem aferir se isso fere ou não ao próximo. Um bairro que se fecha nas suas vontades. Uma cidade que busca somente seu benefício. Um estado que se nutre dos outros para se tornar próspero e feliz.

Nem precisa imaginar, você vive dentro desta comunidade. Esse é mundo que você vive.

Todavia, atenta: quem olha apenas para o umbigo próprio acaba tropeçando. E é pisado inapelavelmente. Depois, em meio a dor, volta a pensar nos outros. Quando se é massacrado pelas solas das multidões, o
ex-egoísta se volta para as pessoas. Entretanto, como ele se nutre dos outros, volta a engordar, a tomar corpo, a corar a face, a animar a alma. Daí, retorna ao seu egoísmo, neste mesmo processo umbilical.

Até tropeçar de novo...

Este ser não é inteligente. Este ser vai tropeçar o tempo todo nas suas próprias pernas, até não ter mais alguém para levantá-lo do chão...

6.5.11

A MESMA VELHA LUA DOS VAMPIROS

Tenho certeza que muita gente vai se identificar com esta postagem...
Por acaso você não conhece alguém que só encosta em você quando precisa de algo?
Ou alguém que só vem quando está mal, quando está sofrendo, necessitando de alguma coisa? 
Isso se chama VAMPIRISMO.
E o pior de tudo que a pessoa suga, suga, suga e quando está um pouco melhor se vai, porque acha que não precisa mais. Todavia, acaba precisando...
E a gente sente pena, nóis têm coração, né?
Pois é exatamente este coração que é tripudiado por estas pessoas doentes.
Qual a solução? Fácil e difícil, ao mesmo tempo.
PRESERVAÇÃO.
A gente precisa se preservar. E quando a gente faz isso, o Vampiro acaba cantando (ou melhor, sugando) outra freguesia.
E olha que Vampiro não muda com a lua não, uma vez Vampiro, sempre Vampiro.
Vai ser assim desde a vida eterna.
Então, começe a exercitar o seu direito de não ser presa!
Os resultados você começa a ver na decorrada dos Vampiros em busca de novos tipos de sangue...

O AMOR QUE MORREU JUNTO A ANTONIO CARLOS

"Meu amor, meu amor
Nunca te ausentes de mim
Para que eu viva em paz
Para que eu não sofra mais
Tanta mágoa assim
No mundo
Sem você".

Estes versos de Sem Amor de Tom Jobim entristeceram a minha noite de quarta-feira. Percebi uma dura realidade, um golpe baixo nas minhas tentativas de amor. A constatação é que o Amor entre um homem e uma mulher morreu junto com Antonio Carlos, em dezembro de 1994.

Nunca mais se ouviu falar de Amor. A gente ouve falar de sacanagem, esperma, óvulos, sexualidade, homossexualismo, triângulo amoroso (?), troca de casais, ficantes, sexo casual, mas o Amor, não.
Ele morreu com Antonio Carlos, em 1994.


5.5.11

COMPLEXO DE XUXA: A FONTE DA ETERNA JUVENTUDE QUE ENJOA

Fico incomodado com pessoas que nutrem um certo espírito de adolescência eterna. Para mim, isso representa um medo do crescimento, um temor de evolução, na verdade um estado preguiçoso de ascender. Conheço uma série de pessoas assim, amigos (as) pessoais, inclusive.

Enjoa este jardim de infãncia perene.

Não que não devemos nos sentir jovens, ao contrário, mas maturidade e juventude andam de braços dados. Podemos ser jovens maduros. Mas, aguentar conversinhas de 17 quando se tem 30 dá um semi gorfo.

Dá pra crescer?

Meu amigo silêncio

Pensei em deixar esse texto em branco. Em dias que as pessoas preferem ver vídeos s curtos e não ler.  Mas, lembrei de Bhagavan, meu amigo q...