2.8.11

VOCÊ SABE O QUE É UM TRASTE?

Traste tem uma porção de signficados. O mais comum é aquela divisão feita de madeira e metal para distinguir notas musicais no violão. Todavia, traste também significa, segundo os dicionários, uma coisa, objeto ou móvel sem valor algum - o que deu origem ao xingamento ao nos referirmos às pessoas sem caráter.

O fato é que um traste é um entrave na vida de todas as pessoas. Porque é justamente aquele móvel estúpido e todo carcomido pela poeira e pelos maus tratos é que, muitas vezes, impede de dar fluidez na nossa casa. Aquele traste pode impedir a entrada do ar, do sol. Pode ocupar espaço em nossa vida com coisas inúteis. No entanto, por costume e, as vezes, por preguiça, deixamos o traste lá mesmo. A gente não quer trabalho e problema.

Mas, chega a hora que o traste tem que ser removido da sua sala. A única maneira disso acontecer é se a gente tiver ATITUDE. O velho ditado espanhol dita "Cria cuervos que sacaron ojos" - isto é, Cria corvos que eles arrancaram seus olhos!

Esse coraçãozinho molenga e molezinho tem que dar espaço para a postura firme. Porque se a gente deixa os trastes tomarem conta da nossa casa, o tempo todo, a nossa vida será uma poeira, um entulho, uma velharia e não teremos lugar para as coisas novas entrarem. 

A PRESSA É AMIGA DA IGNORÂNCIA

Fica assim: se ninguém quiser saber que não houve julgamento de Jesus e nem lavagem das mãos de Pilatos, tudo bem... E que não havia nenhum personagem bíblico chamado Barrabás (Bar Abba, filho de Deus), e que Judas Iscariotes nunca foi traidor e sim, o mais culto e mais próximo discípulo de Jesus, então nem precisa ler meu livro... E se também nem quiser saber quem era de fato Maria Madalena...

Meu livro não está no topo das paradas de sucesso. Claro, não se chama Eu, Pilates. Não tem participação da Bruna Surfistinha, não fala de sacanagem. Não persiste na carochinha do mito do amor romântico. Não é um manual de como vender mais com os olhos, de como ganhar dinheiro mais fácil usando os números e o corpo. Minha obra não é de autoajuda, não é um guia prático para deixar sua barriga um tanquinho.

Meu livro é mais em cima. Por isso, ele não está em todas as livrarias, em todas as bancas, nas revistas. Não está nas TVs religiosas, nas rádios pragmáticas e carolas. Meu livro não promete Jesus e o Paraíso. Não tira demônios do corpo, não pede dízimos. Meu livro não faz milagres.

Esta geração mais nova, mais cyberinternética e veloz, tem pressa de tudo e preguiça do mundo. Não querem ler e sim, passar os olhos. Tudo é breve e ignorante.

Preocupação: daqui a 100 anos, ninguém vai saber quem descobriu o Brasil...

1.8.11

CONEXÃO CARRETOS MADRI - VELHO TEXTO SOBRE RODEIO

(ESCREVI ESTE TEXTO EM 2004 E NÃO CUSTA NADA REEDITÁ-LO ÀS VESPÉRAS DA FESTA DO PEÃO DE BARRETOS).

Parece uma reedição das velhas carnificinas do Coliseu de Roma. Gladiadores, armados até os dentes, com o mote de matar um leão por dia. É inacreditável que a raça humana ainda se divirta com a desgraça dos outros e não tenha evoluído o suficiente para deixar de se animar às custas da dor e do sofrimento alheios, na angústia dos seres vivos que compõem a imensa flora e a fauna do mundo.

Que graça tem em espetar uma série de lanças num animal e vê-lo sangrar até tombar? Que graça tem em amarrar cordas nos escrotos de um animal e vê-lo pular de aflição? Quem é o mais irracional? Quem está em cima ou está embaixo do animal? Ou será a platéia que assiste faminta aos espetáculos de horror?
Estas festas sangrentas costumam movimentar centenas de milhares de dólares, euros e reais. Recebem uma média de público (medíocre) que poderia lotar nove Maracanãs. Isso sem contar a trilha sonora “pseudo-texana”, clonada do pior norte-americano, misturada ao estilo mais brega e incompetente, notas musicais sofríveis, que refugam como cavalos aos nossos ouvidos. Muita cachaça, cerveja e cheiro de churrasco no ar. Hoje tem festa de peão e os peões somos nós, peões de um tabuleiro infame e sem propósito.

Não bastasse a Farra do Boi, em Santa Catarina, onde centenas de palhaços se divertem por conta de um picadeiro "fake", montado para assistir à desgraça alheia. Não bastasse a velha "carrocinha", que captura cães e gatos e os leva ao campo de extermínio e às câmaras de supressão de ar da política nazista dos centros de zoonose, não bastassem os cavalos e os burros, que em pleno terceiro milênio, ainda são maltratados pelas ruas com chicotadas e pontapés, não bastassem as gaiolas e os aquários, a cercear o movimento dos pequenos animais, condenados à prisão perpétua para servir à estúpida animação do humano mais boçal.

Estamos na Idade Média da consciência humana! Estamos no calabouço das emoções desregradas, na Inquisição dos valores essenciais dos homens, na jaula do embotamento. Quando essa tortura natural vai terminar? Quando o sorriso de escárnio se tornará a palavra mais doce? Quando as viseiras nos olhos serão substituídas por faróis que iluminarão a Terra? Quando o homem nascerá, de fato, e viverá, de fato, no curso óbvio e inteligente da Natureza? Essa questão a Natureza pode responder com seus tufões e ciclones, maremotos e terremotos, nos fenômenos que retalham a ação insana de muitos.

Quando o homem deixará de ser um animal na ignorância, para ser um animal na pureza de um olhar, que brilha insistentemente pela razão de viver sob a égide de Deus?

Parábola da Serpente para os Bobos de Coração

Ramakrishna foi um dos homens mais iluminados que passaram por este planeta.
Sua relação com Sarada Devi, sua esposa, é um exemplo de amor incondicional.
Aos que não conhecem muito a história deste casal luz, não custa nada pesquisar e banhar sua alma com os seus ensinamentos. Todavia, uma parábola de Ramakrishna me chama a atenção: a da serpente no meio do caminho. Vou tentar reproduzi-la de um jeito mais simples:

Estava lá, a serpente, próxima a uma estrada de terra onde passavam as pessoas de um lado ao outro.
A cobra não deixava ninguém chegar perto e atacava a todos que se aventuravam a mexer com ela. Mostrava as presas, balançava o guiso e atacava a qualquer indício de comunicação.

Então, os transeuntes indignados foram a Deus reclamar da serpente. Como era possível um animal tão agressivo?

Deste modo, o Criador resolveu intervir e chamou o bicho para uma conversa. E ponderou que era preciso que ela fosse mais amável, mais solícita, mais amigável com as pessoas. Que tomasse cuidado, todavia, que fosse mais sociável. O animal comcordou com Deus e voltou ao caminho.

Com o tempo, as pessoas começaram a notar a diferença da serpente. Estava mais tranquila, mais simpática e acolhedora. Os dias foram se passando, e algumas pessoas malíciosas, percebendo o coração pacífico da cobra, começaram a provocá-la. Jogavam pedras, faziam armadilhas. A serpente sempre lembrava da conversa que teve com Deus e não reagia a nenhuma provocação. As coisas foram piorando. Malvados, a pisoteavam, outros chegavam a dar nó na coitada. Depois de muitos machucados, combalida e sofredora, a serpente resolveu a ter outra conversa com o seu Criador. Relatou tudo que estava acontecendo. Quantas humilhações!

E DEus em sua infinta bondade e sabedoria respondeu:
- Serpente amada! Eu apenas pedi para que você se controlasse, fosse mais amável, mais solícita. No entanto, eu também pedi que tivesse cuidado! Eu havia pedido que tu, serpente, fosses mais sociável. Mas, jamais solicitei que tu não te defendesses, que tu não te preservasses.

A moral e o espírito da história: Seja bom, jamais seja bobo.

Tantas vezes fazemos o papel da serpente tola. Deixamos, por coração, que os outros nos machuquem.
Nossa bondade começa com a nossa dignidade, preservação e equilíbrio.
Repita: Serei bom com os outros sempre, mas serei comigo também. Amarei aos outros, como a mim mesmo. E me preservarei e me defenderei das pedras, armadilhas e chutes do destino.

DEus não deseja que ninguém nos machuque.

29.7.11

Comportamentos histéricos e cíclicos não buscam amor e sim, conquistas

Eu demorei a entender, mas agora, com o auxílio do meu amigo e irmão Marcelo Figueiredo, compreendi. Uma relação histérica é aquela que se estende por algum ou muito tempo e não está calcada no amor. A histeria acomete muito mais as mulheres que os homens, mas há homens histéricos. Não é o meu caso, estou mais para outro comportamento a ser revisto.

O caso é que se relacionar com uma mulher histérica - e aqui histeria nada tem a ver com barraco, baixaria, quebra gereba, e sim, com comportamento manipulador -, é muito desgastante e sofrível. Pode levar anos, dezenas de anos, centenas de anos e até encarnações!

A garota com comportamento histérico busca a conquista, e não o amor. No íntimo ela se acha inferior, pequena, feia, sem atrativos, sua autoestima é lastimável. Ela se acha um lixo. E, para compensar, ela busca nos parceiros e nos supostos afetos, que eles caiam de queixo e morram de amor e desejo por ela. Ela pensa no seu interior, talvez até no seu inconsciente: - tá vendo? este cara bacana morre de amor por mim! vejam como eu sou apaixonante, como eu posso ter o que quiser! Eu posso!

Não importa o sentimento do outro, o amor não é importante nesse caso. O que é relevante é que ela consegue seduzir.

Mas, há uma curiosidade nisso. Se ela se acha o "pó", se ela se vê como um ser ridículo e o cara mesmo assim gosta dela, ela pensa: - Como este cara gosta de mim? Eu sou um lixo! Então, este homem deve ser muito pior do que eu! Não serve para mim.

Este é o mecanismo. Ela atrai, seduz (e usa técnicas de sedução como o vitimismo, inclusive...), consegue seu feito, alcança seu objetivo, aumenta sua estima e joga fora o objeto da conquista. Faz isso com quase todos... Só não faz isso para quem não dá a mínima para ela ou apenas a usa. Porque ela reflete: - não é possível! Este cara não olha para mim. Ele só quer sexo! Eu não consigo conquistá-lo! Ele deve ser especial.

E na esmagadora maioria das vezes, o sujeito que ela acha que deve ser especial trata-se de uma canalha, mau caráter, um pulha. Mas, como ele a desprezou, então deve ser o máximo...

Passa o tempo, ela namora, desmancha porque o namorado já está conquistado e morre de amor por ela, busca outros parceiros e quando não encontra quem morra mais de amor ou acha um daqueles cafajestes pelo caminho, daí fica mal, volta a se incomodar, a perder a estima e vai buscar os velhos namorados que costumam cair de amor por ela. Volta ao porto seguro, ao homem que supostamente a ama e que aumenta a sua estima. E repete exatamente o mesmo padrão sempre: procura, busca, atrai, seduz e joga fora...

É um círculo infernal!

Se você se identificou com isso, de um lado ou do outro, melhor rever todo o caminho. Porque tudo isso gera sofrimento, dor, perda de tempo, de sáude, de amor próprio. Você será infeliz.

Se você tem este comportamento histérico sugiro que procure auxílio em terapias, em psicanálise, em yoga, vá se cuidar. Se promove isso para você e para os outros, a infelicidade é o mote da sua vida. Busque ajuda terapêutica, se possível até com medicamentos, busque mecanismos que possam atenuar isso, espiritualidade, oração, vigilância com relação a estas práticas. Você pode melhorar muito!

E se você sofre com isso, também está na hora de você procurar ajuda porque você também ajuda a repetir este padrão. Você o alimenta por baixa autoestima. Você também deve procurar amparo terapêutico e espiritual.

Afinal, este círculo infindável somente existe porque os dois nutriram. E deve ser quebrado.

28.7.11

De mudança, sempre.

Eu fico querendo entender os outros, mas não é este o procedimento correto para a minha vida. Não dá pra compreender atitutes e comportamentos externos porque cada ser é um universo à parte. Vejo universos extremamente turbulentos, em descontrução, em desencanto. Outros, num momento mais sereno, com estrelas e mansidões, mas com nebulosas. Alguns, com meteoritos furiosos e planetas chupões. O universo de cada um é um verso único.

Eu busco me entender, qual o por quê de algumas atrações turbulentas? Por que almejo a pedra que será atirada em minha vidraça? Quando eu era adolescente eu dirigia e caia frequentemente nos buracos da rua porque não tinha os cuidados necessários para contornar. Atração. O carro vivia furando os pneus, quebrando as molas. Mas, agora o meu veículo está rodado e cansado de furar o escapamento. Ele não quer ser mais amortecedor.

Se o teu universo te perturba, se você constantemente sofre, se deprime, volta a repetir padrões que te levaram às dores e ao sofrimento, se gosta de ferir os outros como forma de se ferir, então está na hora de olhar para dentro de si, quantas vezes for necessário e buscar entender o que se passa.

Converse com pessoas maduras e de bom senso e coração, faça terapia para se entender um pouco mais, busque auxílio médico, faça exercícios físicos se puder, aprenda a meditar, ore muito mais, converse com Deus. Reaja! Mude! Faça como eu, se incomode com seus incômodos e vá atrás de resolver suas pendências, aquilo que te entrava, o que te faz provocar mal estares.

Shiva é o eterno deus Mu Dança!
Ele é o aspeto divino da transformação. Busque a Shiva e altere a sua vida para melhor.

Eu já faço isso, desde sempre!

27.7.11

ARIEL, ARCANJO LEÃO ENSINA SOBRE O AMOR

Ariel é nome de um dos quatro arcanjos maiores. Gabriel (nome do meu filho), Miguel, Rafael e Ariel ou Uriel.
Mas, Ariel também é o nome do leão que acaba de desencarnar em São Paulo, depois de algum tempo de luta. Mais do que anjo, Ariel foi um leão abençoado.
Para aqueles que não sabem enxergar além das aparências, Ariel era apenas um leão.
Todavia, para os mais sensíveis e os que têm olhos espirituais mais apurados, Ariel nos ensinou lições importantes.
Ariel nos trouxe uma pérola de como devemos domar nossos instintos mais ferozes para crescermos na escala da evolução universal. Como temos que engolir nossas feras que arranham o nosso próprio destino e que nos causa mal estar, violência interior, desamor.

Ariel era um arcanjo leão. E é melhor do que eu, que sou apenas um homem leão.
Ariel era manso de coração. E lutou até o fim (e não é o fim) com carinho, devoção e amor aos seus companheiros humanos.
Eu confesso, confesso baixinho que, enquanto eu trabalhava nas pautas e nas matérias, uma lágrima escapou dos meus olhos quando li sobre a morte de Ariel.

Mas, agora eu estou bem mais feliz porque tenho certeza que Ariel ascendeu a sua alma e cresceu.
Deve voltar brevemente.
Cresceu por amor, como assim deve ser com a gente.


Um olhar para a alma e a gratidão ao corpo

Há uma dicotomia quando chegamos à uma idade mais avançada.  O amigo Saulo diz uma coisa verdadeira: o problema é que boa parte morre depres...