4.3.13

A Família e o Universo

Pode parecer piegas ou demodê, mas acho que a constituição de uma família é a maneira mais feliz de estabilizar e disciplinar um coração. Reafirmo a minha vontade ao Deus Supremo para que Ele dê seu aval na minha vontade expressa de constituir uma família. Sim, pai, mãe e filhos, deste jeito!

Quero acordar de madrugada para ajudar a cuidar do meu filho no berço, quero trocar fraldas, quero levar minha mulher ao parque de mãos dadas e observar as crianças correndo descalças. Quero ter um fim de tarde sabendo que amo e sou amado, quero alguém me esperando em casa. Quero esperar alguém.

Quero barulho de criança pela casa, quero deitar no colo da mulher amada.

Tudo isso me preenche e me liberta. Não quero prender ninguém, quero soltar com o meu amor. Quero chorar as lágrimas da minha mulher, quero ter as tristezas dos meus filhos.

Eu, meus irmãos, Meu Pai e Minha Mãe Divinos somos também uma família! Por que o Universo não há de querer isso ao Meu Universo? Deus quer.

1.3.13

O EREMITA ME DISSE

O Eremita disse: muitas vezes é preciso bater mais que duas vezes a porta do Amor.

Eu respondi: o que o senhor quis dizer com isso?

O ancião respondeu: Você precisará aprender a respeitar o “tempo certo” neste momento de sua existência e perceberá que será preciso bater mais do que uma vez na mesma porta até que ela se abra. Nem sempre o rio corre mais rápido apenas porque queremos. Três virtudes serão fundamentais neste momento de sua vida: a paciência (para lidar com as diferenças), a prudência (a fim de jamais confiar inteiramente em ninguém) e a persistência (para compreender que, no que diz respeito ao amor, muitas vezes é preciso bater várias vezes numa mesma porta). O momento pede circunspeção, meditação e capacidade de espera. Você poderá mudar muitas coisas que lhe incomodam, se você souber observar o tempo certo, mas precisará também ter humildade para entender que nem tudo é possível. Ao aceitar os limites, evoluímos como pessoas.


28.2.13

Brincadeira de Esconde

Sabe aquela brincadeira de se esconder e aparecer para alguma criança ou bicho?

O nosso inconsciente, as vezes, tem medo de que o nosso afeto desapareça. A mãe, o pai, a irmã mais velha, eles se escondem por detrás de uma cortina e a gente sabe que eles vão aparecer... Mas, as vezes eles demoram a surgir, e a gente chora... São os nossos medos inconscientes de perder.

Os antídotos para isso são a Confiança e a Fé, não a crença, e sim, a certeza inabalável que a gente não vai perder e sim, ganhar.

Confiança e Fé em Deus e no Amor.

O afeto sempre volta, o amor é infinito.

26.2.13

ATENÇÃO MULHERES E MÃES! UM "ANJINHO" PODE SER UM BEBÊ DEPRESSIVO

Querido Diário.

Hoje fiquei sabendo que um fui um bebê depressivo. Minha mãe me contava que eu só dormia  e comia, que não dava trabalho algum... Sempre narrou isso com orgulho. Eu cria nisso. Mas, agora, descobrimos, eu e a Valéria Cimatti, minha "maga terapeuta", que esta minha "angelitude" estava ligada à tristeza de uma rejeição. Não uma rejeição consciente e sim, uma inconsciente por parte dos pais.

Fui muito amado. Mas, em algum lugar da consciência deles, houve um Mauricinho rejeitado. Talvez por ser o último dos moicanos, talvez por uma gravidez anterior à minha (e que poderia ser eu mesmo) não ter vingado...

O que quero expor aqui não sou eu e sim, os seus bebês. Prestem atenção melhor neles! Bebês escutam, falam e sentem dentro de um útero, de um berço, do andador. Eles engatinham sentimentos e emoções. O que uma mãe lê como "anjinho" pode ser uma depressão. O que uma mãe percebe como "levado" pode esconder uma hiperatividade.

Este meu retorno à adolescência e à infância vão me fazer um adulto mais íntegro e inteiro. Uma viagem às cavernas de mim mesmo pode revelar sentimentos ocultos e enterrados na areia ou desenhados numa pedra, como uma escritura rupestre da minha alma.


25.2.13

O TEMPO E O AMOR - Recebido espiritualmente sob as influência de KG


O TEMPO E O AMOR

E quando as tempestades do amor romperem os muros da consciência, afastai o medo.
Diga: Deus fala comigo por meio da chuva!
Onde os vendavais sopram com fervor, persevera no amor.
Porque Ele há de chegar em forma de sol nos dias mais felizes.
Mas, assim como o tempo muda de humor, Ele chora seus temporais e derrama sua tez na Terra.

O amor troca de vestes, assim como o tempo.
Desnuda-se quando chega o verão, defende-se no inverno.
Mesmo que não arda como um fogo da paixão, o amor serenamente queima as nossas mãos.
Há uma chama perene que deita sobre os arbustos.
Os faquires nem percebem sua presença, mas os poetas ardem com a sua carne viva.

Eu já morri de amor algumas vezes pela vida.
E se eu não morresse não teria vivido.
Até hoje morro, mesmo morto, de amor e de amor vivo.
No entanto, percebo suas ondas como as pedras percebem o Oceano.
Não há caminho a seguir senão for pela trilha do amor.

Os mártires clamam por Ele.
Os amantes uivam sob a sua sombra.
Os poetas morrem, assim como eu.
O amor vive, assim como eu.
E todos nós morremos de amor!


Recebido espiritualmente sob as influência de KG
Maurício Santini

22.2.13


..Na verdade, somos uma só alma, tu e eu.
Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti.
Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo,
Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu.
Rumi

O AMOR E A PAIXÃO, SEGUNDO UM MESTRE


O discípulo perguntou ao Mestre como uma pessoa pode sair do estado de paixão.
O Mestre respondeu:
- A paixão é uma ilusão. Ilusão é produzida pela mente. A mente costuma idealizar. A paixão não é real, é idealizadora. Seu objeto da paixão é aquilo que a sua mente julga como ideal. Ocorre que o ideal é imaginário e não é real. Ideal vem de ideia. Só o amor é real. Transforme o objeto da sua paixão em amor. O amor nada cobra, não sufoca, persevera e confere tempo. O amor é livre. A paixão é acorrentada.
A paixão é escravidão. O amor é libertador.

O discípulo insistiu: - mas como amar alguém que a gente se apaixona?

O Mestre prosseguiu: - Se o amor é livre você deve libertar o objeto da sua paixão. Liberte-o e assim ame-o. Todavia, para amá-lo você deve libertar o outro objeto de sua paixão, você mesmo! Ame-se. Amando a si próprio, você aprenderá a amar o outro. Você se obriga a se amar? Jamais! Você se ama. Faça assim com o outro. Simplesmente o ame, sem acorrentá-lo.

Mas, penso nela a todo instante... disse o aluno.

- A mente é uma prisão. O amor nasce do coração. A paixão é mental. Se você deseja transmutar a paixão em amor, saia da mente e entre no coração. Assim, você se liberta e liberta o outro. Só deste modo o amor se faz.

O discípulo entendeu, mas seguiu pensando...

Ganesha para afastar os medos

"Eu tenho medo e medo está por fora, medo anda por dentro do meu coração", cantava Antônio Carlos Gomes Belchior.  O.medo vem do p...