18.4.18

FANATISMO RELIGIOSO E POLÍTICO MATARAM MAHATMA GANDHI

Retornei à carne da Terra no dia 15 de agosto. Curiosamente, este dia e mês marcam a data da Independência da Índia, em 1947.

Com a memória da libertação do povo indiano, não podia deixar de lembrar dessa Grande Alma, Mahatma Gandhi, homem que havia atravessado duas guerras mundiais (1869/1948). Na última guerra, o líder aconselhou os aliados a usarem seu método "satyagraha", em protestos sem violência, para combater o eixo sombrio entre Alemanha, Itália e Japão (não estou dizendo que os Estados Unidos sejam a expressão máxima da Luz, muito pelo contrário...).

Gandhi tinha como um dos seus ídolos, o escritor russo Leon Tolstoi, e encontrou-se, em vida, com o guru Paramahansa Yogananda (encontro descrito em Autobiografia de um Iogue). O líder indiano pregava a paz entre os hindus e os muçulmanos. Fez greve de fome, foi preso algumas vezes e inspirou ativistas como Nelson Mandela e Martin Luther King (que também foram presos).

Utilizava-se do preceito de não violência (ahimsa) como forma de argumentar e dissipar conflitos. Não foram poucas as vezes que Mohandas (seu nome de batismo) deu provas de humildade e de servidão.

Mesmo com toda a paz que reinava em seus passos, com todo o amor desprendido do seu coração aos povos da Terra, e da sua inteligência untada à alma iluminada, Mahatma Gandhi foi assassinado por um fanático religioso por questões políticas em 1948. Antes de morrer, Mohandas fez um pedido inusitado: que não punissem seu algoz. Não foi atendido, o assassino morreu enforcado.

Este dueto "fanatismo religioso e facciosismo político", na maioria das vezes, é capaz de explodir a paz e detonar a bomba do ódio entre as pessoas.

Outro pormenor importante a ser destacado: uma prisão ou uma condenação de um homem pela justiça terrena, muitas vezes, não encontram respaldo e não estão ancoradas nos tribunais da justiça divina.

Julgar e condenar o próximo promove uma justiça cármica a si mesmo. Um efeito bumerangue.

Meditem.




17.4.18

14.4.18

Aviso aos invasores

Prezados amigos e leitores do meu blog

Meu blog está sendo invadido por elementos inescrupulosos, cuja única missão é difundir informações errôneas e desvirtuadas. São comentários ofensivos e preconceituosos, com o objetivo de desestimular a redação de textos espiritualistas e pacíficos.

A ideologia deles está calcada no ódio de classes, no alastramento das sombras e na difusão do discurso nazifascista.

Pois bem, quero informar que antes eu lia as ameaças, mas agora não me dou nem ao trabalho de ler ou responder. Na verdade, leio apenas a primeira linha e depois jogo no lixo, que é o lugar devido.

Quero dizer que providências já estão sendo tomadas junto ás autoridades responsáveis pela delegacia de crimes pela internet.

Gratidão

10.4.18

DESENHO DIDÁTICO SOBRE O QUE É FASCISMO



Ao perceber uma enorme confusão sobre as formas de governo nas discussões acaloradas entre a direita (liberal, neoliberal) e a esquerda (progressista), resolvi agora desenhar de um modo bem didático.

O fascismo nasceu na Itália no início do século XX. Trata-se de uma ideologia que confere autoridade máxima nacionalista. Os fascistas são radicais e procuram untar a nação a um Estado Totalitário, forte, absolutamente contrário e vigilante aos preceitos do marxismo, comunismo e socialismo.

Essa veneração ao Estado presta devoção a um líder ultranacionalista, etnocêntrico (que defende apenas uma raça que julga superior e subjulga as outras) e militarista. O fascismo é o primo/irmão do nazismo.

Defende uma economia autossuficiente e intervencionista (assim como o marxismo, por isso a confusão...), mas, ao contrário do comunismo, prega a privatização e o protecionismo aos grandes grupos econômicos.

Sim, o fascismo teve influência dos sindicatos e dos elementos políticos de esquerda, mas com adaptações às políticas de direita. É totalmente opositor ao socialismo, ao comunismo e à democracia.

Bento Mussolini, o grande expoente do fascismo, afirmou em “A Doutrina do Fascismo” que o fascismo era uma ideologia de direita.

Não é direita apenas, é ultra, hiper, mega direita. 



9.4.18

Do espancamento na Via Dolorosa à religião oficial de Roma, o mundo dá voltas...


Era tarde na Via Dolorosa. A turba enfurecida, ao ver passar aquele homem do norte da Galileia, representante da sub-raça de Israel, xingava e agredia o tal Messias. O sangue espirrava de sua pele lacerada, e o povaréu espumava de ódio. Ao chegar no Gólgota, só a família e os amigos puderam acompanhar os momentos finais.

Para a esmagadora maioria do populacho presente na ocasião, aquele homem configurava-se em um bandido extremista, um homem perigoso, capaz de abalar o sistema já tão combalido.

Joshua, para eles, era um terrorista. Como foi capaz de agir com violência contra os vendilhões do Templo? Como foi capaz de curar os gentios? Como não guardava o sabbath? Ademais, tratava-se de um líder dos excomugados, dos párias e excluídos, da gentalha da Galileia, essa gente diferenciada...

Depois do assassinato do Rabi, adeptos e devotos de seus ensinamentos foram perseguidos por muito e muito tempo... Verdadeiros massacres e chacinas foram promovidas pelos judeus e por Roma. Até que um dia, percebendo que o Império Romano iria afundar na lama de sua pretopetência, o Imperador Constantino resolveu transformar o Cristianismo como a religião oficial romana. Ironia?

Qual o motivo pelo qual escrevo este ensinamento? Simples. Para relembrar, aos mais ávidos e borbulhantes de ódio político que, transformar uma pessoa ou uma ideia em um bode expiatório espancável, malhar injustamente um Judas e eleger um alvo para atirar pedras como fizeram com a Geni do Chico Buarque, não representa uma atitude inteligente, muito menos compassiva e "cristã". 

Então, atenta a este conselho: caso não goste de alguém, expresse sua opinião, porém com respeito ao outro! Jamais vomite sua bílis em cima de um desafeto. Se acredita que está com a razão, não perca a razão. O visco do ódio, a baba do rancor e a gosma do destempero não contaminam apenas aos outros, mas servem de veneno ao próprio autor. Mesmo porquê, daqui alguns anos, é possível que a pessoa mude de opinião. O mundo dá voltas.

Então, não se envergonhe diante de si mesmo e respeite o próximo. 



4.4.18

LUZ E SILÊNCIO, AÇÃO PELA NÃO AÇÃO

Jamais combatemos sombras com mais sombras. Escuridão se combate com Luz. Gritos são contestados com silêncio.

Muitas vezes, os devotos espiritualistas, ou até mesmo religiosos de todas as ordens, têm vontade de sentar o pé nas barracas dos vendilhões do templo, assim como fez Jesus de Nazaré. Mas, se este ímpeto persistir, lembre-se que esta atitude do Rabi foi premeditada e configurou-se como a gota dágua para a prisão e condenação do Mestre.

Como reagir ao assédio (encarnado e desencarnado)? Em todos os manuais e preceitos espirituais, obsessão se objeta com argumentos, luz e equilíbrio. Quais são as armas dos assediadores? Eles afiam suas lâminas calcadas no medo, na raiva, na destemperança, na ameaça.

Se os que representam o bom senso e a luz revidarem na mesma moeda, qual será o resultado do confronto? Se um elemento xinga, esbraveja, bufa, espuma, o que devemos fazer? Abrir nosso peito ao ataque? Repetir o gesto do inimigo? Você consegue visualizar um amparador ou um mentor batendo boca com um obsessor?

Isso não quer dizer que devemos ficar bovinamente impassíveis diante dos embates. Mas, quando um cego não quer enxergar, não adianta jogar luz. Quando um surdo não quer ouvir, música alguma será escutada. E quando a mente está embotada e fechada para o diálogo, qualquer argumento será vazio. Este é mote da parábola crística das pérolas aos porcos. Os ensinamentos se perderão na lama da ignorância.

Sejamos o Wu Wei dos taoístas, Luz e Silêncio, Ação pela Não Ação.

Sejamos o Ahimsa do Mahatma, Não Violência aos violentos.

Sejamos a lótus de Gautama: se a corda for esticada demais, ela arrebenta; se for afrouxada demais, ela não toca! Vamos afinar as cordas da nossa vida pelo Equilíbrio.

3.4.18

QUANDO UMA XÍCARA DE CHÁ SE PARTE

A asa da xícara de chá de porcelana se quebrou... Temos duas alternativas: colamos ou deixamos o utensílio sem asa. No entanto, jamais devemos jogar a peça quebrada no lixo!

A humanidade tem um hábito errôneo de achar que o que está quebrado não serve mais. No caso da xícara de chá, mesmo sem a asa, ela continuará recebendo o líquido, porém é preciso readaptar a forma de segurá-la.

Esta singela xícara de chá representa muito. A quebra repentina de sua asa significa que ela foi útil, trabalhou com esmero e conta com uma história importante em sua sala de jantar.

Estes cacos, rachaduras, avarias, representam suas memórias intactas, seus fracassos que vertem-se em experiências sábias, sua história de vida.

Uma jornada sem danos, estragos, perdas, partidas, defeitos e feridas caracteriza uma vida em vão, insossa, sem derrotas, sem crescimento. 

Guardar o objeto lesado demonstra que valorizamos o caminho percorrido, que nos compadecemos dos tropeços e perdoamos as imperfeições, as nossas e as das outras pessoas.

Este é um ensinamento chinês de profunda sabedoria. Reveja seu armário de louças e guarde os pedaços mais preciosos.

O que hoje você chama de lixo quebrado e improfícuo, pode se tornar uma joia muito prestadia e valiosa.


Entre as lições espirituais de A Odisseia

Entre as lições espirituais que a obra, tanto de Homero, quanto de Nolan, ensina, está no papel de autônomo e de soberano.  Sim, Odisseu, ap...