Os povos pré-colombianos que habitavam as Américas, entre incas, maias, astecas e toltecas (entre outros), promoviam uma série de ritos sacrificiais humanos e animais. Crianças e adolescentes eram obrigados a morrer (e ficavam honrados ou não...) para "agradar" aos deuses e conseguir graças.
Os gregos também promoviam estes rituais macabros. Já os judeus fomentavam assassinatos de animais em massa como oferendas ao "Deus" único aos pés do Templo de Salomão.
No candomblé, esta prática de oferendas que minam vidas para mimar orixás ainda está presente. Na religião de matriz africana, a modalidade conta com um álibi (?) de aproveitar a carne para servi-la como alimento, numa espécie de churrascaria pós-cerimônia (aliás, energeticamente isso também é indevido, já que o corpo está sendo utilizado para determinada finalidade magística).
Que espécie de divindade pede o assassínio de algum ser vivo para seu deleite? Se um orixá é uma emanação da natureza, qual manifestação natural solicita a extinção de uma irmã de criação em benefício próprio?
Na série Troia, Agamenon mata sua própria filha para conseguir acalmar as tempestades do mar a pedido de uma deusa. Logicamente, você rechaçaria esta atitude, não? Daqui a centenas de anos (ou até quem sabe, dezenas...), os espiritualistas farão um exame de consciência, um mea culpa, por terem defendido ou se omitido com relação à ritualização macabra da aniquilação animal para agradar deuses, espíritos ou orixás.
Medieval, inadequada, fora do contexto.
Não se trata de desrespeito às religiões e sim, à estas práticas nefandas e odiosas que eliminam vidas para oferendar, presentear ou auferir benefícios ou malefícios próprios ou a outrem.
O corpo humano ainda pode precisar da carne para se alimentar. A alma, nunca. Além disso, toda e qualquer atividade que promova uma permuta ou uma troca com o Divino, não é religião, é comércio espiritual.
16.5.18
27.4.18
A ÚLTIMA FOTO DE ISTVAN

Assombra-me fitar para a imagem que guarda a inocência deste menino.
Faz-me lembrar da história de "A vida é bela", de Roberto Bernigni, porém com um fim bem mais trágico, o que reforça a ideia de que a realidade pode ser bem mais cruel do que a arte.
Há quem proteja esta atrocidade, sem qualquer resquício de compaixão. Uma "ideologia" que aniquila um sorriso como este só pode ter vindo de mentes doentias.
Há quem defenda a volta deste inferno.
Esta é a última foto do pequeno judeu Istvan Reiner, momentos antes de ser executado junto com o seu avô em Auschwitz, na Polônia, em 1943.
26.4.18
O ANDARILHO DAS SOMBRAS E O ASCETA DA LUZ
Certa vez, um andarilho, que caminhava na floresta de Madhira, encontrou um sadhu meditando em padmasana (posição de lótus). O peregrino se chamava Bhakta. Ao avistar o asceta, o romeiro posou ao seu lado e esperou que o iogue despertasse.
Algum tempo depois, quando o vento uivava as folhas secas, o homem sábio saiu de sua jornada espiritual e observou um estranho ao seu lado.
- Contemplas as flores ou o homem? - inquiriu.
-Observo a manifestação divina em ti, meu senhor. - respondeu.
- E por que não o fazes consigo mesmo? - perguntou o sadhu.
- Quem sou eu? Olho para dentro de mim e só vejo escuridão! - disse o caminhante.
Neste instante, o guru pediu para que o rapaz fechasse os olhos.
- O que vês? - indagou
- Nada. Sombras. Penumbras. - afirmou.
- Sim. Mantenha os olhos fechados. Agora, entorna tua cabeça para o alto. - pediu o erudito.
E assim, o viajante voltou sua face ao céu.
- Agora, abra os olhos, o que vês? - questionou o velho homem.
-Um céu azul, o sol a brilhar...
E o asceta então continuou.
- Somos perfeitamente isso, uma mescla de luz e de sombras. A penumbra e o céu azul. O sol e a escuridão. O universo forrado de estrelas e de vazios. Somos nós que escolhemos a visão que mais nos agrada, que mais nos auto-realiza. Se cerrarmos os olhos da consciência ou se abrimos as janelas do despertar. Por isso, guarda bem estas palavras. Não jugueis as sombras dos outros. Como pode um cego guiar outro cego? Toda vez que apontamos um dedo ao nosso semelhante, três dedos são apontados para nós. Levanta e segue tua estrada, ilumine-a com tua lâmpada interior.
E o caminheiro ergueu-se, juntou suas mãos à frente do peito e agradeceu o ensinamento. A partir daquele instante jamais acusaria alguém que cruzasse seu caminho.
23.4.18
Extermínio às diferenças
Adolf Hitler era contra o capitalismo e achava que os judeus eram os culpados pelo "sistema".
No entanto, também era opositor ao comunismo marxista e promoveu uma verdadeira perseguição aos grupos chamados de esquerda.
O führer era de um partido que tinha a palavra "Trabalhadores" no nome.
Muitas pessoas, principalmente as menos esclarecidas, apoiavam o líder, afinal ele salvara a Alemanha da fome e da miséria, além de conclamar a raça germâmica a elevar sua auto-estima.
A diferença é que, enquanto o comunismo (hoje, o progressismo) pensava no bem estar social e nos anseios das classes menos favorecidas com um Estado forte e mantenedor, o nazismo, assim como o fascismo, pensava na Soberania Totalitária do Estado e na obediência civil. Se for obediente e disciplinado (e óbvio, da nossa superior raça branca...), é claro, o Estado vai te dar tudo... Se for preto, homossexual, cigano, comunista, judeu ou qualquer outra subraça, a gente extermina.
Ainda é assim. E ainda pode voltar.
18.4.18
FANATISMO RELIGIOSO E POLÍTICO MATARAM MAHATMA GANDHI
Com a memória da libertação do povo indiano, não podia deixar de lembrar dessa Grande Alma, Mahatma Gandhi, homem que havia atravessado duas guerras mundiais (1869/1948). Na última guerra, o líder aconselhou os aliados a usarem seu método "satyagraha", em protestos sem violência, para combater o eixo sombrio entre Alemanha, Itália e Japão (não estou dizendo que os Estados Unidos sejam a expressão máxima da Luz, muito pelo contrário...).
Gandhi tinha como um dos seus ídolos, o escritor russo Leon Tolstoi, e encontrou-se, em vida, com o guru Paramahansa Yogananda (encontro descrito em Autobiografia de um Iogue). O líder indiano pregava a paz entre os hindus e os muçulmanos. Fez greve de fome, foi preso algumas vezes e inspirou ativistas como Nelson Mandela e Martin Luther King (que também foram presos).
Utilizava-se do preceito de não violência (ahimsa) como forma de argumentar e dissipar conflitos. Não foram poucas as vezes que Mohandas (seu nome de batismo) deu provas de humildade e de servidão.
Mesmo com toda a paz que reinava em seus passos, com todo o amor desprendido do seu coração aos povos da Terra, e da sua inteligência untada à alma iluminada, Mahatma Gandhi foi assassinado por um fanático religioso por questões políticas em 1948. Antes de morrer, Mohandas fez um pedido inusitado: que não punissem seu algoz. Não foi atendido, o assassino morreu enforcado.
Este dueto "fanatismo religioso e facciosismo político", na maioria das vezes, é capaz de explodir a paz e detonar a bomba do ódio entre as pessoas.
Outro pormenor importante a ser destacado: uma prisão ou uma condenação de um homem pela justiça terrena, muitas vezes, não encontram respaldo e não estão ancoradas nos tribunais da justiça divina.
Julgar e condenar o próximo promove uma justiça cármica a si mesmo. Um efeito bumerangue.
Meditem.
17.4.18
Contra a ignorância raivosa e espumante
Só para constar:
https://mundoestranho.abril.com.br/historia/afinal-o-nazismo-era-de-esquerda-ou-de-direita/
14.4.18
Aviso aos invasores
Prezados amigos e leitores do meu blog
Meu blog está sendo invadido por elementos inescrupulosos, cuja única missão é difundir informações errôneas e desvirtuadas. São comentários ofensivos e preconceituosos, com o objetivo de desestimular a redação de textos espiritualistas e pacíficos.
A ideologia deles está calcada no ódio de classes, no alastramento das sombras e na difusão do discurso nazifascista.
Pois bem, quero informar que antes eu lia as ameaças, mas agora não me dou nem ao trabalho de ler ou responder. Na verdade, leio apenas a primeira linha e depois jogo no lixo, que é o lugar devido.
Quero dizer que providências já estão sendo tomadas junto ás autoridades responsáveis pela delegacia de crimes pela internet.
Gratidão
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