17.8.20

JESUS FAKE

Jesus Fake 
por Maurício Santini 

Que Jesus é esse que julga o próximo com perdigotos de ódio? 
Que espécie de Jesus é esse, que espia a vida dos outros com olhares de acusação? 
Onde será que acharam este Jesus que condena, que seleciona seus filhos, que vocifera contra os pecados? E que usa a prece como ferramenta de condenação? 
De onde tiraram este Jesus que censura, proíbe, que impõe culpas e castigos? Que golpeia a cabeça dos cristãos com a madeira da cruz? 
Um Jesus pudico de hipocrisia. Casto de mentira. Apudorado de falsidade. 
Um Jesus criado pela mente doentia dos fiéis pudendos e sem máculas... 
Um Jesus fabricado pela indústria bíblica das sombras. 
Eu desconheço este Jesus que provoca seus devotos a orar pela conserva de um feto, fruto do estupro de uma criança. 
Que não se compadece, que não compreende, que não perdoa... 
Mestre, o que fizeram com o Teu nome? 
Como é possível que apenas seus seguidores não entendam sua mensagem? 
O que será preciso? Que um dia o Senhor retorne à Terra para o destruírem novamente? 
Rabi, Rabi, Rabi... Perdoai, teus filhos, de fato, não sabem o que fazem.

29.6.20

HOJE, KRISHNA VARREU O MUNDO DE AZUL

Uma onda azul, como um tsunami anil, varreu o planeta Terra da luz de Krishna.
Onde se escutavam gemidos, onde se ouviam lamúrias, onde a tristeza grassava, o azul inundava com cheias de amor.
A humanidade pranteia os que se vão neste momento, muitos paralisam com medo. Outros se entregam à tristeza.
Mas, este azul sereno, como uma enchente de luz, envolve ternamente em seus braços toda a aflição.
Chuvas de Mayur, penas translúcidas de pavão, cores de Gopala. Tons de Govinda.
De longe, e tão próximo, escuto sua flauta, Murlimanohar! São cânticos inaudíveis pelos ouvidos e, de tão sonoros, são auscultados pelo coração. Notas que fazem tremer as pautas, as portas, os portais.
Talvez você não consiga enxergar ao Hari, talvez nossos olhos não alcancem tanta luz.
Mas Ajaya, que vence o pavor da ilusão da morte, sempre vem em silêncio.
E de repente, a humanidade encontra forças para prosseguir...

Meu amado, explendor do mundo, sua humildade nos comove!
Tanto ouro, tanto brilho, tão azul e dourado...
Todo ornamento não vem tão somente das tuas vestes e adornos, vem da Tua Alma.
Essa mesma Alma que dia após dia ilumina, como um farol, ao mundo.
Gratidão! Apenas esta palavra meu coração consegue expressar nesta hora de dor.


* Mayur - Senhor
que tem uma pluma de pavão na Sua coroa * Murlimanohar - Deus que toca flauta *
Ajaya - O vencedor da vida e da morte * Hari - referência à Krishna, Senhor da
Natureza

12.6.20

PERDI A GRAÇA, GRAÇAS A DEUS!

Eu já fiz piada de preto.
Já fiz chacota de gay.
Já contei anedota de lésbica.
Já caçoei de nordestino.
Já fiz pilhéria de mulher.
Já dei risada de gordo.
Até que um dia eu acordei e perdi totalmente a graça.

27.5.20

Soneto ao Jesus Menino

Soneto ao Jesus Menino
Em homenagem à mensagem de Andrew Jackson Davis transmitida pelo Prof. Wagner Borges

Ele não está apenas de braços abertos sobre a Guanabara*
Muito menos de braços cruzados assistindo a agonia
Ele está na mudez, no grito, nos rincões onde o amor escancara
Onde se varre o medo e explode o degredo desta pandemia

Está nos leitos, nos corredores estreitos dos hospitais lotados
Está no peito, na causa/efeito dos corações contaminados
Está no seio da família, no meio da homília de um porto de partida
E sabe que a morte nada mais é do que a volta à eterna vida.

Pense Nele não como um ser intocável, inerte e distante
Sinta-o presente, afável, pulsante em seu coração brilhante
E diante da dor, Confia Nele as rédeas do seu inefável destino

Pense em Jesus como o amigo palpável da humanidade
Pense em Jesus como um portal viável à eternidade
E em Espírito e Verdade, Pense em Jesus como seu fosse um simples menino.
*Alusão à canção “Samba do Avião” de Antônio Carlos Jobim

6.5.20

Só o bom combate pode mitigar a atuação dos planos nazifascistas do astral inferior no Brasil


Fevereiro de 1979. O corpo de Josef Mengele, médico do campo de extermínio de Auschwitz, é encontrado na praia de Bertioga, litoral de São Paulo. Quase 35 anos depois do último suspiro da Segunda Guerra Mundial.

Em outubro de 1946, o ministro das Relações Exteriores do III Reich, Joachim von Ribbentrop foi condenado à morte pelo Tribunal de Nuremberg.
O que eles têm em comum, fora o fato de terem sido parte integrante do exército nazista em meados do século XX? Os dois vieram parar no Brasil. Um, com missa de corpo presente, viveu uma vida bucólica, salgada pelas ondas do Oceano Atlântico. Outro, reencarnou no Brasil, quase dez anos depois do seu desencarne por enforcamento.

As repúblicas da América do Sul, entre ditaduras e simpatizantes, foram cenário do alastramento do nazifascismo nos anos 30 e 40. Buenos Aires, capital portenha, foi o principal reduto sul-americano da ideologia nazista. Estados do sul do país, como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, contavam com núcleos consideráveis do pensamento hitlerista, até por conta da imigração ítalo-germânica nestas regiões.

No entanto, tudo isso ficou no passado? Engana-se quem afirma que sim. Estes grupos continuam vivíssimos, muitos atuando pelas “deep webs”, e ameaçando a democracia do continente. No Plano Astral mais denso não poderia ser diferente. Aproveitando o necro mediunismo dos seus “enviados”, estes grupos, teleguiados, buscam a supremacia do seu pensamento ideológico baseado no ódio de classes e nos preconceitos racial, político e de gênero.

Eu mesmo já recebi diversas ameaças da chamada “Supremacia Branca” por e-mail. Mas, não posso deixar de “alertar”, aos mais desavisados, o que sei dos bastidores da espiritualidade para que este planejamento diabólico se efetive de uma vez por todas na América Latina (aliás, a bola da vez do avanço nazifascista).

Não pensem que estes grupos não contam com lideranças extremamente inteligentes. Eu já conheci a ação de alguns “magos” sombrios e, jamais vou desprezar seus poderes de estratégia e persuasão. Aliás, os respeito porque são bem mais unidos e determinados que muitos devotos da espiritualidade da luz.

Os anos 60 foram cruciais para a propagação destas sombras no continente americano, principalmente no Brasil de Mengele, que veio para cá abrir energeticamente a porteira do inferno. Com o desencarne do médico (monstro), o movimento umbroso perdeu um pouco da força. Curiosamente, em agosto de 1979, ano da morte de Mengele, o presidente João Baptista Figueiredo, assinou a Lei da Anistia.

Os anos 80 e 90 marcaram processos de abertura política no Brasil, com manifestações para as eleições majoritárias (Diretas Já). Os direitos de greve foram assegurados e a democracia se consolidou por estas bandas. No entanto, para este grupo macabro a palavra “democracia”, ou o poder que emana do povo, é um acinte, uma ameaça à soberania de seus ideais. Basta estudar a fundo a proposta de seus evangelhos fúnebres e ler as “obras guias” dos seus propósitos como, por exemplo, o Mein Kampf de Adolf Hitler, para saber que o Brasil estava indo longe demais...

Não quero me alongar muito, mesmo sabendo que meu texto não deverá “virilizar” pela internet. Mas, este plano das sombras, patrocinado pelas lideranças funestas de camadas tenebrosas do chamado Umbral espírita, está a todo vapor! Por aqui, eles desembarcaram e, atualmente, contam com representantes nas três esferas de poder. E chegaram ao ápice, no cume da montanha lúgubre.

E toda a propaganda diária que fazem de suas aberrações é proposital, principalmente calcada na difusão de notícias falsas, além da reafirmação arrogante e vomitiva da sua autoridade. Dizem que o diabo é o pai da mentira e, para estes grupos, este artefato é estratégico. Por estas bandas, a cultura, o hábito de leitura e a curiosidade história, nunca foram pontos fortes. O brasileiro é um tanto indolente nestas questões. Prato cheio para as ações trevosas, que se aproveitam da ignorância preguiçosa de um povo para incitar violentas (falsas) indignações vestidas de um desvairado e cego patriotismo.

E não se iludam! Estes grupos que chegaram ao poder desejam a perpetuação do seu poderio por meio de suas dinastias. Obviamente, a democracia pode impedir este planejamento. Então, nada mais auspicioso que promover uma ditadura (defendendo, para “inglês ver”, a democracia acima de tudo), com o velho mote do combate à corrupção (sem, deve ser combatida, mas não a deles..), austeridade e, principalmente, tendo profetas e santos na linha de frente do seu combate. Até o próprio “Deus”, segundo eles, nesta luta, está com eles. Isto é, nada melhor para o diabo se Deus estiver ao seu lado!

O grande problema disso tudo é que, apesar da união de propósitos, as “consciências sombrias” SEMPRE acabam se implodindo por questões de vaidade e poder. É cobra engolindo cobra.

É aí que entra o Mahabharata de Krishna e Arjuna na luta entre os pandavas e kauravas. Usar as ferramentas da luz para dissipar as trevas. E a luz não usa apenas palavras e atitudes de carinho. Pode usar as flechas da coragem, determinação e do discernimento, as setas do conhecimento (educação) e da sabedoria e a armas da compaixão e do amor ao próximo, assim como uma elevada dose de autoestima.
Sombras se combatem com Luz.

É chegada a hora de travar o “bom combate”. Buscar a oração e a meditação para abrir os caminhos. Mas, jamais nos “acovardar” nas covas do medo e da ignorância que embotam a mente e fazem com que sejamos integralmente manipulados.

Façamos como o Mahatma Gandhi, por exemplo, que usou seu ahimsa em nome da libertação da Índia.

Vamos lutar, empunhando espadas de luz, assim como no Star Wars, utilizando o bom senso, a inteligência e o amor por nossa terra transitória nesta encarnação.

Entretanto, há um componente essencial para que possamos triunfar neste intento: a coragem. A palavra “coragem” vem do latim cor + aggio e representa “agir com o coração”.

Está mais do que na hora de agirmos com o coração (coragem) para salvar o Brasil e o mundo em que vivemos.







17.4.20

Poema de volta à vida


Poema de volta à vida
Por Maurício Santini
Sob inspiração de Gibran Khalil Gibran e Rabindranath Tagore

Quando tudo isso acabar, não poderei me acabar de fazer as coisas que deixei de fazer.
Eu não tenho pressa, tenho prece.
Vagarosamente, vou sair às ruas, com o rosto voltado ao vento e deixar a suave brisa da manhã bater em meu rosto.
Vou levantar meus braços aos céus e saudar os raios de sol. Simplesmente aquecer meu coração com as labaredas do Universo.
Sabe o sabiá laranjeira que fica em cima do meu muro? Vou apenas escutar seu canto.
Andar assim, a esmo, sem direção, dirigindo os meus pensamentos à oportunidade de estar entre os que mais amo.
Vou partir para o mar, mas nem vou pular as ondas... vou deixar que elas batam em meu corpo como uma forma de saudação.
Posso até sentir o gosto de sal, mas serei doce comigo mesmo.
E não me esquecerei de fincar bem meus pés na areia.
Subir ao mais alto cume da minha alma e vislumbrar as montanhas, notar os desenhos que se formam pelos caminhos de terra.
Lá do alto vou respirar o ar gélido dos montes, e aos montes, vou suspirar o alívio da volta à vida.
Eu não posso voar de dia, só a noite pelos sonhos, mas meus olhos alados, como um drone, darão rasantes pelos telhados das casas.
Entrarei em cada templo, cada igreja, cada púlpito, cada altar e voltarei minhas mãos em silêncio e oração.
E os abraços? Serão fortes, de tão firmes, e como amálgamas unirão auras em busca do aconchego.
Vou sorrir sim, sem medo de mostrar os dentes.
Vou falar sozinho sem me preocupar se vão me achar um louco.
Vou saborear cada pedaço de alimento que antes eu deixava no prato.
Vou provar a vida, cada naco de segundo, como se eu fosse morrer amanhã.
Vou deixar o celular em casa e me conectar ao vivo com quem está aqui vivo.
Quanto tempo eu não vejo o sol nascer? E me diz, quanto tempo eu não noto o acender da lua?
Quantas vezes eu deixei para amanhã coisas que o amanhã não me trouxe?
Vou vivê-las no meu eterno hoje, no terno das minhas horas.
E se alguém me perguntar qual será a primeira coisa que farei assim que tudo isso acabar, minha resposta será sempre a mesma:
Viver o que me cabe hoje, só hoje. E degustar a minha humanidade, por gratidão.

15.4.20

RECOMEÇO


Amigos, acabo de receber esta mensagem por intuição. Talvez ajude muitas pessoas...
Vi a inspiração do Augusto dos Anjos, vi outras também, mas não recebi autoria.

Recomeço

Um corpo jaz inerte, gélido e estático depositado na terra.
Enquanto os vermes banqueteiam vorazes no jantar fúnebre.
As chispas estalam as madeiras, salamandras dançam uma ode à vida.
O fogo consome as migalhas do que restou...
Tudo que sobra é cinzas.
Todavia, não há nada mais belo que o recomeço.

O sólido se desfaz, a matéria mingua.
No entanto, não há fogo, ar, água e terra que desfaçam a alma.
Qual elemento interruptor pode apagar uma luz?

O espírito é imperecível, imbatível, indelével.
Os olhos humanos creem apenas naquilo que podem tocar.
Se se não se vê, não existe!
Ledo engano de quem nunca se viu como uma pluma ao vento.
Todavia, não há nada mais belo que o recomeço.

Não há tíbia, perônio, coxa ou calcanhar sem o caminhar do Eterno.
Não há pés que possam caminhar apenas sobre a terra.
Não há aparelho digestório sem a nutrição do pão que nunca apodrece.
Não há pulmão sem o ar incondicionado do Astral.
Não há voz que não cante seus mantras da existência.
Não há apenas a face que podemos acariciar com as mãos.
Há uma outra face da moeda, a face do real e do invisível.
Não há olhos que enxergam apenas o denso e o tenso.
Não há cérebro, cerebelo, bulbo e medula autossuficientes.
Todavia, não há nada mais belo que o recomeço.
E este, só se dá no fim daquilo que insistentemente chamamos de vida.

Entre as lições espirituais de A Odisseia

Entre as lições espirituais que a obra, tanto de Homero, quanto de Nolan, ensina, está no papel de autônomo e de soberano.  Sim, Odisseu, ap...