22.7.26

Contagem Progressiva ao Invisível - sobre os nossos personagens em infinitos espetáculos

A passagem do amigo Sinhô (apelido carinhosamente dado ao João Signorelli) me trouxe uma reflexão. 

Estamos numa série ou numa novela ou mesmo em um filme. Representamos a fracção do ser que somos em um eu momentâneo. 

O teatro em si é do Universo. O diretor é o nosso Eu Superior, o Espírito Santo. Mas, nem sempre escutamos suas recomendações. 

Estamos nesse papel agora, dramas, comédias, suspenses, terror, ficção. Nem sempre somos protagonistas, mas somos protagonistas de nós mesmos. 

Quem escreve? E como a gente lida com as improvisações? 

O fim do espetáculo chegará uma hora. Mas, o ator, a atriz, o diretor, estes são eternos e vão escrever outras peças. 

Alguém lerá esse roteiro? 

O fim do espetáculo não é o fim. 

A Grande Alma do Artista - Homenagem em vida ao amigo João Signorelli

 



 *A Grande Alma do Artista*

Por Maurício Santini

Em homenagem ao amigo e doce ator João Signorelli


O teatro, doce ator, é uma das formas mais puras de mediunismo.

É pela arte de contracenar que incorporamos os personagens e, muitas vezes, a alma.

Trajamos a roupa e a carne, calçamos as sandálias e os pés.

Em muitos atos, nos desnudamos. Noutros, usamos as máscaras.

E cada apresentação é uma roda viva de encarnações.

 

A ação de encarnar a luz não é para qualquer corpo, doce ator.

É tarefa dos que vestem os figurinos do bem e da compaixão.

A psicofonia do enredo, a voz que sai pelo coração só encontra eco nas cordas vocais de um instrumento afinado.

Além disso, doce ator, portar na testa a lanterna do olho que vê.

E auscultar o silêncio das plateias ocultas que vibram as mensagens da não-violência, não é mera coincidência!

Saiba, doce ator, que o personagem escolhe o médium.

E que o hálito da Grande Alma que da tua boca sai aos poucos produz o mel das palavras que adocicam a vida de muitos.  

 

Mudam-se os cenários, trocam-se os vestuários.

Mas, o coração fica, o coração é uma única peça só.

A iluminação vem mais de dentro do que de fora.

E a trilha sonora é o sibilar da alma que voa mais alto em direção ao espetáculo da vida!

Este é o destino de uma boa companhia!

 

Saiba, doce ator, que por detrás das cortinas daquilo que não se pode ver existem coxias que cochicham obras divinas aos ouvidos que sabem ouvir.

São como preces que chegam ao peito dos que assistem.

E a montagem, doce ator, fica por conta do Grande Diretor do Universo!

 

Por final e sem fim, doce ator, enquanto centenas de palmas juntam-se a ti pelos teatros e espaços de improviso na Terra, os espaços siderais lotam suas arenas e aplaudem cada gesto de sol,

cada palavra de céu, cada oração, cada candura e devoção.

E a emoção de ser parte, doce ator, da trupe que encena o amor.

Nos palcos da Grande Alma do Artista!

 

 

 

 

 

 


21.7.26

CPI - dos medos que sentimos e dos que provocamos

O medo é um dos sete demônios do homem, como dizia o Professor Molinero. 

Trata-se de um umbral redivivo. Viver com medo não é viver, é se proteger. 

Hoje eu vivo com medo. Mas já provoquei medo em algumas pessoas. 

Por favor, me perdoem. Tenho tanto a aprender... 

Muitas pessoas cometeram erros por medo de mim. Não deveria ser o contrário? Não. Porque o medo faz com que a gente perca o rumo e faça qualquer coisa pra sair daquela situação. Perdoem-me! 

O medo é uma expectativa de que a qualquer momento tudo pode ruir. 

Uma dica importante de quem ainda não aprendeu o suficiente como eu. 

Chame humildemente as forças de cima e as semelhantes.

Clame pra Ganesha, que afasta os medos. Entoe seu mantra: OM GANAPATHAYE NAMOH. SHARANAN GANESHA. 

E peça a proteção dos Exus e Pombas Giras que você se afiniza. Use guias. E os saude: Laroiê Exu, Laroiê Pomba Gira. Eles São Mojubá. 

E o principal: peça perdão aos que você amedrontou. Aja com o Coração. A palavra Coragem vem disso. 

20.7.26

Contagem Progressiva ao Invisível - aquilo que sentimos...

Será que ele ainda sente? Será que ele tem as mesmas sensações? Será que ele ainda quer? 

Essas perguntas nem chegam a ser formuladas pelas pessoas que passam por nós. Mesmo porquê somos quase imperceptíveis. Se não tivéssemos um corpo de carne, nem nos enxergariam. Quase invisíveis. 

Mas eu respondo que eu sinto muito. E ainda sinto muito. Mas, por quem? Não há. 

E meus membros ainda funcionam com ou sem incentivos, nem tanto, mas funcionam. Mas, para quem? Não há. 

Cada vez mais estreitam-se as possibilidades. 

Mas, e seu fosse rico? Magro? Se eu fizesse cruzeiros internacionais? Se eu fosse famoso? 

Se, se, se ... Não há. 

19.7.26

CPI - do alívio da Espanha à dicotomia de Cabo Verde. Copa do Absurdo

Messi está no panteão dos deuses do futebol. Em 2022 eu torci para que ele vencesse a Copa, mas esse ano não. A Argentina foi extremamente beneficiada nessa competição, desde os adversários fracos até a arbitragem. Tá bom ficar em segundo. Aliás, não jogou absolutamente nada na final e literalmente quis ganhar nos pênaltis. A bola pune, já como dizia o excelente Muricy Ramalho. 

E a interferência do Imperador do Mundo para que o jogador estadunidense, que foi punido justamente com o cartão vermelho, fosse "perdoado" para jogar contra a Bélgica? Um dos episódios mais asquerosos de uma Copa do Mundo desonesta. 

E a sensação da Copa, a seleção de Cabo Verde, que fez com que a gente gostasse de uma competição com mais países, tinha mancha, um nódulo em campo. Seu capitão foi acusado por uma brasileira, que trabalhou como intérprete, de estupro e agressões, amplamente documentada e comprovada com exame de corpo de delito. E nada foi feito pela FIFA, nem pela Federação de Cabo Verde... 

E a seleção do Irã que era obrigada a jogar nos Estados Unidos e dormir no México? E um juiz somali, reconhecido pela FIFA, que não conseguiu entrar nos Estados Unidos? 

E a Inglaterra, que estava vencendo o jogo da semifinal contra a Argentina, e seu técnico alemão covardemente colocou uma horda de zagueiros e perdeu o jogo? 

E esses shows de NFL nos intervalos? E as paradas para hidratação que viraram uma espécie de comercial da Copa? E as BETS que vivem sob suspeita de manipulação de resultados e continuam fazendo a festa e desgraçando aos que apostam? 

Dito tudo isso, pelo menos a Espanha foi campeã e fez jus ao título. De resto, uma Copa de Absurdos. 

17.7.26

Contagem Progressiva ao Invisível (CPI) - do Karma

Nasceu pobre, lutou, lutou e por mais mérito profissional, muitas pessoas puxavam seu tapete e ele sempre escorregava. Sobrevivia apenas. A mulher reclamava que ele não parava no emprego. Tão trabalhador, mas sempre acontecia alguma coisa que o carregava para trás. 
.  
O outro tinha o dedo podre. Taoda mulher que ele se envolvia aplicava um golpe. Mulheres lindas, e consequentemente embarrigadas. Ele sonhava ter uma família, mas não conseguia prosseguir em seus relacionamentos. Ele tinha muitos erros, claro, quem não os têm? Mas, como os amigos arrumavam esposas leais e belas? E ele...

E a última, tentava, tentava, mas não conseguia engravidar. Teve gravidez tubária, quase morreu. Mas, seu sonho de ser mãe nunca se concretizara. Uma vez por marido infértil, outra por doença. Nunca vingava. Sempre perdia. O que ela havia feito a Deus? 

Três histórias reais. E uma explicação: ação que gera uma reação. Em sânscrito: karma. 

Tem como se livrar disso? Sim. Lógico. Passando por isso. Crescendo como consciência. E ter a plena ciência de que provocou tudo.

 Hora de acordar. Outras vidas virão até que os sonhos se realizem. 

16.7.26

Contagem Progressiva ao Invisível (CPI) - as mudanças de rota

Estava no meu planejamento reencarnatório escrever livros e divulgar a espiritualidade universalista. 

Sim, eu escrevi apenas dois. Um nem publicado foi. 

Percebi que a humanidade deixou simplesmente de ler. As pessoas apenas passam os olhos. E se tiver mais de que três linhas....

Então, comecei a realizar palestras, fazer música, escrever no blog e trabalhar com pautas altivas no jornalismo. 

Não sei se a prestação de contas lá no Plano Original vai me cobrar os livros não escritos, mesmo porquê na era das editoras pagas escrever nem sempre é prioridade, e sim, sobreviver. 

Muitas vezes a gente tem um Dharma (missão) e eu espero cumprir ainda mais a minha. 

Mudanças de rota acontecem. O que não podemos é desistir de cumprir esse Dharma. 

Lutemos. E que a gente não viva apenas pra sobreviver. 


Parábola da Serpente, a diferença entre ser bom e ser bobo

Há uma parábola hindu, atribuída muitas vezes a Ramakrishna, sobre uma serpente que sempre estava no meio do caminho... E ela mo...