Encontrei este singelo poema no meio dos meus perdidos.
Fiz no grupo de estudos do IPPB há uns 13 anos atrás.
Os Olhos de Yogananda
Que abra-se a luz, o portal de Brahman.
Nas viagens oniricas ao UM.
Ao som que ecoa a flauta de Pan.
O Devakan, Om Mani Padme Hum.
O céu, a Terra, minha alma desnuda.
Todo prakriti, o eterno maya.
O campo, o monte, a chuva na praia.
OM Namo Naraya Naya no coração de Buda.
Ó, Brahma, manifestado em mim.
Nadananda no peito, círculo de amor.
Na pele de Krishna, o azul da cor.
Lótus e olor nas pétalas do meu jardim.
Que toda a nobreza do Sat, Chit, Ananda.
Encerra a beleza de viver em harmonia.
No peito, o sol que Deus nos manda.
No sol, o fogo da luz do dia.
Não há candura, não há mais poesia
que os olhos de Yogananda.
