Noite de 28 de outubro, domingo, após as eleições.
A turba nazifascista sai às ruas para comemorar o resultado que colocou seu líder no mais alto posto da República. Enquanto isso, a esquerda chora e promete não dar trégua. A vida segue, e o país, dividido. Mais quatro anos de sofrimento e dor, e agora acompanhados pelo medo e pelo preconceito. Armas liberadas, perseguição.
Noite de 28 de outubro, domingo, após as eleições.
A esquerda empunha suas bandeiras vermelhas e vai às ruas comemorar o resultado que colocou o candidato do Lula no poder máximo. Enquanto isso, hordas furiosas prometem quebrar tudo e, assim, o fazem. Pessoas são agredidas e perseguidas, centenas de presos. A militância de esquerda começa a revidar. O caos é total.
Generais e togados se reúnem e decidem uma Intervenção Militar Emergencial para a garantia da lei e da ordem. O golpe militar dá seu primeiro passo.
O Congresso Nacional é fechado. E as Forças Armadas declaram, com o decreto do presidente Temer, que as eleições majoritárias estão anuladas.
Dia 1º de janeiro de 2019, ano novo, vida nova. Com o cargo de presidente vago, um militar, de alta patente, assume interinamente a presidência da República. O golpe militar foi dado.
O tempo que vai durar? Mais vinte anos?
4.10.18
2.10.18
A RESISTÊNCIA DA IGNORÂNCIA E O FASCISMO INTERIOR
Quando eu era adolescente, em plena década de 1980, eu frequentava um bar de esquina que vendia bolinho de ovo. Eu adorava! Lá havia sinuca, fliperama e uma turma heterogênea. Naquele bar tinha de tudo: mendigos, prostitutas, estudantes de classe média, bêbados...
Certa vez, um carroceiro com mão pesada, entre um gole e outro de cachaça, mexia com aquele que ele chamava de "viadinho pernambucano". Naquela época não existia o termo "gay", era viado ou bicha mesmo. Valdemiro era seu nome. Não tardou para que o rústico trabalhador truculento deferisse um tapa de mão aberta na cara de Miro, assim, do nada... E Miro indignado saiu chorando do bar... Eu fiquei horrorizado. Ninguém fez nada, só o dono do bar reclamou e pediu para que ele não fizesse mais isso.
Naquela época ser homossexual era uma ofensa, quantos apanharam...Eram julgados como sem vergonhas...
Em 1989 eu presenciei uma cena nojenta de racismo. Naquele tempo eu era dono de uma locadora de vídeo na Vila Monumento, em São Paulo. Eu tinha um amigo de infância, o Antonio, que veio trabalhar comigo como atendente. Numa noite, entrou um cidadão alterado e foi atendido pelo Antonio. Eu estava ao lado dele. Do nada, o sujeito invocou com a cara do meu amigo e começou a gritar: - Negro sujo, vem pra fora que eu vou matar você. Preto imundo! Berrava tanto que pensei em chamar a polícia. Confesso que fiquei com medo do cara estar armado. graças a Deus, o cão raivoso foi embora e ficamos sem ação. Anos depois, eu vi meu amigo negro curtindo a página de um político racista. Eu não entendi.
As décadas de 70, 80 e 90 eram recheadas com manifestações preconceituosas. Frases como "Nego quando não caga na entrada, caga na saída"; "Mulher no volante, perigo constante"; "Prefiro meu filho pegador do que viado", e por aí vai...
O mundo mudou (ainda bem!) e tivemos que nos adaptar à nova realidade. Antes, eu ficava chocado quando observava duas mulheres se beijando, é preciso ser honesto para confessar seus pecados. No entanto, tive que mudar meus conceitos e reverter meus preconceitos. Não, não admiro espetáculos públicos de sexo, sejam eles hetero ou homossexuais. Mas, quando vejo dois homens ou duas mulheres se beijando e entrelaçando os dedos das mãos atualmente, é uma imagem para mim absolutamente comum. Foi uma conquista, não?
No entanto, nem todo mundo rompeu com estes paradigmas e cresceu como consciência e cidadania. Boa parte do Brasil é preconceituosa. Muitas pessoas dão risada quando escutam que os quilombolas gordos pesam arrobas como se fossem bois. Muitos concordam que o filho ser homossexual é falta de porrada e que as mulheres nascem de uma fraquejada do espermatozoide. São os mesmos que estrondam "Vagabunda" pelos estádios. A mesma turma que joga banana no gramado para um jogador negro ou que xingam o goleiro de bicha quando este bate o tiro de meta.
Estas pessoas estagnaram no tempo e no espaço, não acompanharam as mudanças sociais e espirituais e o pior, não as respeitam. São a resistência da ignorância.
Estas pessoas colocarão assim um grande representante do seu fascismo interior que, nada mais é, que o espelho manchado de suas almas sombrias.
Certa vez, um carroceiro com mão pesada, entre um gole e outro de cachaça, mexia com aquele que ele chamava de "viadinho pernambucano". Naquela época não existia o termo "gay", era viado ou bicha mesmo. Valdemiro era seu nome. Não tardou para que o rústico trabalhador truculento deferisse um tapa de mão aberta na cara de Miro, assim, do nada... E Miro indignado saiu chorando do bar... Eu fiquei horrorizado. Ninguém fez nada, só o dono do bar reclamou e pediu para que ele não fizesse mais isso.
Naquela época ser homossexual era uma ofensa, quantos apanharam...Eram julgados como sem vergonhas...
Em 1989 eu presenciei uma cena nojenta de racismo. Naquele tempo eu era dono de uma locadora de vídeo na Vila Monumento, em São Paulo. Eu tinha um amigo de infância, o Antonio, que veio trabalhar comigo como atendente. Numa noite, entrou um cidadão alterado e foi atendido pelo Antonio. Eu estava ao lado dele. Do nada, o sujeito invocou com a cara do meu amigo e começou a gritar: - Negro sujo, vem pra fora que eu vou matar você. Preto imundo! Berrava tanto que pensei em chamar a polícia. Confesso que fiquei com medo do cara estar armado. graças a Deus, o cão raivoso foi embora e ficamos sem ação. Anos depois, eu vi meu amigo negro curtindo a página de um político racista. Eu não entendi.
As décadas de 70, 80 e 90 eram recheadas com manifestações preconceituosas. Frases como "Nego quando não caga na entrada, caga na saída"; "Mulher no volante, perigo constante"; "Prefiro meu filho pegador do que viado", e por aí vai...
O mundo mudou (ainda bem!) e tivemos que nos adaptar à nova realidade. Antes, eu ficava chocado quando observava duas mulheres se beijando, é preciso ser honesto para confessar seus pecados. No entanto, tive que mudar meus conceitos e reverter meus preconceitos. Não, não admiro espetáculos públicos de sexo, sejam eles hetero ou homossexuais. Mas, quando vejo dois homens ou duas mulheres se beijando e entrelaçando os dedos das mãos atualmente, é uma imagem para mim absolutamente comum. Foi uma conquista, não?
No entanto, nem todo mundo rompeu com estes paradigmas e cresceu como consciência e cidadania. Boa parte do Brasil é preconceituosa. Muitas pessoas dão risada quando escutam que os quilombolas gordos pesam arrobas como se fossem bois. Muitos concordam que o filho ser homossexual é falta de porrada e que as mulheres nascem de uma fraquejada do espermatozoide. São os mesmos que estrondam "Vagabunda" pelos estádios. A mesma turma que joga banana no gramado para um jogador negro ou que xingam o goleiro de bicha quando este bate o tiro de meta.
Estas pessoas estagnaram no tempo e no espaço, não acompanharam as mudanças sociais e espirituais e o pior, não as respeitam. São a resistência da ignorância.
Estas pessoas colocarão assim um grande representante do seu fascismo interior que, nada mais é, que o espelho manchado de suas almas sombrias.
24.9.18
Nós não somos estátuas de sal
A Bíblia conta a história de Ló e de sua família que foram salvos por Deus da destruição de uma cidade inteira. Todavia, o Senhor recomendou que ninguém olhasse para trás sob a pena de ser morto.
Na rota para a fuga, a esposa de Ló não suportou a curiosidade e o apego e, disfarçadamente, colocou seus olhos para a cidade jazida. Imediatamente aquele olhar transformou a esposa de Ló numa estátua de sal...
Como na história, quando tudo desabar em sua vida e você achar um caminho para a salvação, olhar para trás seria o mesmo que virar uma estátua de sal.
Caminha para frente.
Deixa os escombros do teu passado, não os revisite, mas aprenda com eles. Olhe para dentro de si, ao invés de mirar as destruições que você mesmo ajudou a criar.
Desapegue-se dos tijolos que voam, dos telhados que desabam, das paredes que ruem. Deixe que o Criador faça Sua parte na reconstrução da tua vida.
Reconstrua-te a cada instante.
Tudo pode abalar, menos o teu coração.
Tudo pode ruir, menos a tua alma.
Erija a tua vida com as pedras preciosas do teu próprio amor.
Tua vida recomeça em cada momento de destruições.
Segue em frente, enfrente e seja uma fortaleza de amor e fé. Nunca uma estátua de sal.
21.9.18
O MAYA DA MERITOCRACIA E DA OSTENTAÇÃO
O Brasil foi educado a pensar como elite. Sempre foi assim. O pensamento neoliberal da "meritocracia" escancarou uma mentira: você vai ficar "bem de vida" se trabalhar com dedicação e afinco e servir ao seu patrão incondicionalmente. Assim você chegará lá! Ledo engano. Qual o percentual de trabalhadores e profissionais que deram seu sangue e seu alma em prol de um empreendimento ou de um negócio e ficaram ricos? Diga-me com sinceridade.
É certo que o trabalho enobrece o homem, dignifica. Mas, o mercado devorador de energia promete que se você roer o osso, no futuro você comerá a carne. Até hoje eu espero meu filé...
Outro pormenor que não pode passar despercebido é sobre a famigerada meritocracia. Quem têm méritos? Apenas os que possuem qualificação superior e vocação para capachos? Não teria méritos a faxineira que limpa o escritório para você trabalhar sem baratas? Será que um carteiro que trabalha 12 horas por dia, sol a sol, caminhando com um andarilho no deserto, não teria méritos?
Todos os trabalhadores têm méritos, todos têm importância dentro de um contexto social. Se a faxineira não limpar a sala, os ratos tomarão conta, as doenças se proliferarão. Se um carteiro não entregar as cartas você não receberá suas encomendas, não pagará seus boletos.
O cidadão cresce com a ideia que ostentação aquilata respeito. Assim, o motoboy gasta 50% do seu salário em um tênis garboso e importado, paga 24 prestações para exibir seu iPhone de ponta e faz crediário para adquirir uma TV 200 polegadas 4K. Trata-se de um cidadão exibiciniosta, iludido por ganhar respeito em seu meio. E esta será seu fim. Ele quer ser igual ao afetado dos Jardins. Quanta ilusão, ele continuará a ser pobre e ser visto como pobre.
Isso não significa que as pessoas não devem buscar o melhor, claro que não! Mas, chegar à condição de semi miserável com o mote de elevar a autoestima e obter vanglórias é no mínimo um pensamento pequeno e presunçoso.
O abastado passa com seu carrão, e eu não estou nem aí. O empinado usa Lacoste, eu nem chego a notar o jacarezinho. O metidinho à besta tem um iPhone 3000 e eu nem olho pra sua mão. Eu simplesmente não dou valor algum para o que as pessoas exibem. Eu reconheço o que elas têm por dentro, e não por fora.
A riqueza, o endinheiramento, o poder podem ser grandes armadilhas cármicas. A pobreza também.
19.9.18
FOI LINDO VER FERNANDA CHORAR
Foi lindo ver Fernanda chorar. Eram lágrimas francas, de quem coloca o coração na ponta das atitudes. Não basta ser estrela, tem que brilhar. E quem pode negar que Fernanda é a mais brilhante das estrelas.
Fernanda subiu as escadas do palco do teatro e foi ao encontro do menino, daquele menino que ela embalou em seus braços em Central do Brasil. O menino cresceu e Fernanda espantou-se: - ele já tem barba!
Contou a história de Vinícius Oliveira, o engraxate que ganhou o papel e delegou a ele a importância do filme. Gente grande faz assim, reconhece o valor das pessoas.
Fernanda Montenegro é o ápice de uma montanha de luz.
Ela pode representar a bondosa e a megera, mas todos conhecem o seu talento e, principalmente, seu amor ao próximo.
Fernanda subiu as escadas do palco do teatro e foi ao encontro do menino, daquele menino que ela embalou em seus braços em Central do Brasil. O menino cresceu e Fernanda espantou-se: - ele já tem barba!
Contou a história de Vinícius Oliveira, o engraxate que ganhou o papel e delegou a ele a importância do filme. Gente grande faz assim, reconhece o valor das pessoas.
Fernanda Montenegro é o ápice de uma montanha de luz.
Ela pode representar a bondosa e a megera, mas todos conhecem o seu talento e, principalmente, seu amor ao próximo.
14.9.18
A ESPIRITUALIDADE E OS "FALSOS PROFETAS" QUE PEDEM VOTOS
A espiritualidade assiste atônita, no entanto serena, ao verdadeiro embate ideológico e "mahabarático" que se tornou a humanidade brasileira com relação à política.
Não é raro assistir a "guias espiritualistas encarnados" pregando amor e compaixão em centros espíritas em um dia na semana e, no outro, convocando almas indecisas a votarem em candidatos que pregam ideais escusos e perniciosos. Isso me recorda uma velha imagem de alguns monges budistas, que entoaram o mantra OM MANI PADME HUM e, no mesmo dia, sapecaram o porrete em desafetos pelas ruas.
Não é incomum também presenciar espíritas de carteirinha, que promovem o Evangelho no Lar e impõem sua mão esquerda no passe magnético, enquanto a direita enfia a raquetada na cara de quem não vibra de acordo com as suas ideias. Muitas mulheres espíritas também fazem campanha para políticos misóginos. Muitos irmãos espíritas gays são homofóbicos.
Assim também, umbandistas desavisados, pseudo patrocinados por falsos caboclos, propagam a intolerância e o preconceito. Uns falam de perdão e caridade, mas realizam odiosos trabalhos invocando entidades de nível espiritual sombrio para "amarrar alguém" ou promover vinganças. Estes são os primeiros a defender os valores irreais da família, aquela onde o macho branco dá as ordens, é pudico e tradicional, mas mantém amantes e frequenta puteiros luxuosos. Os tais "pais de santo" reforçam o voto a candidatos racistas, como se a fé deles não tivesse sido semeada na África.
Muitos católicos bradam pelos valores crísticos, sem se darem conta que, em nome de Cristo, foram assassinadas centenas de milhares de pessoas. Protestantes se irmanam em Jesus, em nome do poder e da glória do Senhor, mas incendeiam templos de outras religiões, chutam santos e convocam seus fiéis a votarem em candidatos que pertencem ao seus clubes de fé, mesmo sabendo que são preconceituosos e intolerantes. Hipócritas!
Tudo isso para dizer que a espiritualidade não é partidária, não vota em determinado postulante. Nunca, em hipótese alguma, aponta quem é o melhor e mais preparado, mesmo porque sabe que o nível consciencial da humanidade está abaixo da mediocridade.
A espiritualidade não é de esquerda e nem de direita, é do alto. E, justamente por estar no andar de cima, enxerga as coisas de maneira holística. Todavia, rechaça doutrinas sectárias, hostis e preconceituosas, além de pessoas que propagam a violência e que utilizam valores irreais calcados na família e no Cristo como bandeiras da paz e da moralidade.
Não é raro assistir a "guias espiritualistas encarnados" pregando amor e compaixão em centros espíritas em um dia na semana e, no outro, convocando almas indecisas a votarem em candidatos que pregam ideais escusos e perniciosos. Isso me recorda uma velha imagem de alguns monges budistas, que entoaram o mantra OM MANI PADME HUM e, no mesmo dia, sapecaram o porrete em desafetos pelas ruas.
Não é incomum também presenciar espíritas de carteirinha, que promovem o Evangelho no Lar e impõem sua mão esquerda no passe magnético, enquanto a direita enfia a raquetada na cara de quem não vibra de acordo com as suas ideias. Muitas mulheres espíritas também fazem campanha para políticos misóginos. Muitos irmãos espíritas gays são homofóbicos.
Assim também, umbandistas desavisados, pseudo patrocinados por falsos caboclos, propagam a intolerância e o preconceito. Uns falam de perdão e caridade, mas realizam odiosos trabalhos invocando entidades de nível espiritual sombrio para "amarrar alguém" ou promover vinganças. Estes são os primeiros a defender os valores irreais da família, aquela onde o macho branco dá as ordens, é pudico e tradicional, mas mantém amantes e frequenta puteiros luxuosos. Os tais "pais de santo" reforçam o voto a candidatos racistas, como se a fé deles não tivesse sido semeada na África.
Muitos católicos bradam pelos valores crísticos, sem se darem conta que, em nome de Cristo, foram assassinadas centenas de milhares de pessoas. Protestantes se irmanam em Jesus, em nome do poder e da glória do Senhor, mas incendeiam templos de outras religiões, chutam santos e convocam seus fiéis a votarem em candidatos que pertencem ao seus clubes de fé, mesmo sabendo que são preconceituosos e intolerantes. Hipócritas!
Tudo isso para dizer que a espiritualidade não é partidária, não vota em determinado postulante. Nunca, em hipótese alguma, aponta quem é o melhor e mais preparado, mesmo porque sabe que o nível consciencial da humanidade está abaixo da mediocridade.
A espiritualidade não é de esquerda e nem de direita, é do alto. E, justamente por estar no andar de cima, enxerga as coisas de maneira holística. Todavia, rechaça doutrinas sectárias, hostis e preconceituosas, além de pessoas que propagam a violência e que utilizam valores irreais calcados na família e no Cristo como bandeiras da paz e da moralidade.
13.9.18
CONSELHOS DE UM ET DOS ANOS 80 PARA QUEM TEM CRISES DE PÂNICO
Quando eu tive Síndrome do Pânico, nos anos 1980, quase ninguém conhecia o mal. Sentia-me como um extraterrestre tendo alguma síncope venusiana. Seria loucura? Estava próximo o meu final? Cheguei a ter crises de pânico na praia! Depois de muitas psicoterapias, além de psicotrópicos diversos em medicamentos que "seguraram" a agonia, comecei a ter melhoras substanciais com o tempo.
No entanto, é preciso relatar que a espiritualidade me auxiliou e muito na retomada de mim mesmo. Além dos passes magnéticos e tratamentos em centros espíritas e de umbanda, a meditação, a musicoterapia, as massagens relaxantes e uma boa dose de leitura de obras de cunho espiritual tiveram um papel protagonista para o meu reequilíbrio.
O autocontrole é essencial para mitigar os efeitos do Pânico. Eu usava a afirmação de que nada daquilo que eu estava sentindo era, de fato, real. Mesmo que o físico apontasse sudorese (suor), que o coração acelerasse a mil, que a vertigem quase me fizesse cair, eu afirmava categoricamente para mim mesmo e para a minha sensação de morte: - isso aqui que você sentindo é uma ilusão, você não vai morrer disso, fique calmo, nada de mal vai te acontecer.
E assim, aos trancos e barrancos eu conseguia me convencer.
Então, se de alguma forma, a minha experiência ao inferno pode ajudar a alguém a sair desta jornada íntima ao umbral, aqui vão algumas dicas:
- Procure a ajuda de um psicólogo, mas não se esqueça que você precisa apagar o incêndio com medicamentos como ansiolíticos e antidepressivos. Florais e remédios naturais também podem ajudar. Não seja tola ou preconceituosa. Você precisa nesse momento;
-Massagens terapeuticas, além de acupuntura, podem ajudar a relaxar o corpo, mas as meditações, sejam elas transcedentais ou guiadas, além dos exercícios de relaxamento mental com uma trilha sonora serena, ajudam a acalmar a mente;
- A mente mente. Então, afirme para ela: - fique quieta, nada disso que você me apresenta é real;
- Coloque na sua cabeça: você não vai morrer numa crise de pânico. Então, já que nada vai acontecer mesmo, procure se tranquilizar, vá fazer alguma coisa para distrair seu pensamento inquieto;
- Ore muito. Busque conteúdos espirituais. Se não conseguir ler, procure escutar palavras altivas e otimistas. Na internet você acha arquivos sonoros bem elevados e interessantes;
- Fuja das atrações e das pessoas que te levam mais para baixo;
- Sexo faz muito bem, mas procure uma parceria que não te traga mais problemas energéticos. Se tiver este parceiro, ótimo. Se não tiver, tudo bem, a hora vai chegar. Enquanto isso, procure sublimar pela arte, pela cultura e pela literatura que te preenchem;
-Saia do lugar, mesmo com um pouco de sacrifício. Se puder, viaje, passeie, no seu tempo, respeitando seus limites. Mas, não faça disso uma obrigação;
-Não fique sem comer. Procure um alimento que você adora ou que caia muito bem naquele momento. Se for chocolate, viva! Delicie-se. O importante é ter o prazer de salivar;
-O amor transforma. Fique perto de quem você ama. Seu par, sua família, seus amigos, seus bichos, suas plantas. Isso confere forças triplicadas para prosseguir.
E saiba, você não é a única que sofre disso, grande parte da humanidade passa por estes momentos. Diferente de mim, que me sentia um extraterrestre moribundo nos anos 80.
No entanto, é preciso relatar que a espiritualidade me auxiliou e muito na retomada de mim mesmo. Além dos passes magnéticos e tratamentos em centros espíritas e de umbanda, a meditação, a musicoterapia, as massagens relaxantes e uma boa dose de leitura de obras de cunho espiritual tiveram um papel protagonista para o meu reequilíbrio.
O autocontrole é essencial para mitigar os efeitos do Pânico. Eu usava a afirmação de que nada daquilo que eu estava sentindo era, de fato, real. Mesmo que o físico apontasse sudorese (suor), que o coração acelerasse a mil, que a vertigem quase me fizesse cair, eu afirmava categoricamente para mim mesmo e para a minha sensação de morte: - isso aqui que você sentindo é uma ilusão, você não vai morrer disso, fique calmo, nada de mal vai te acontecer.
E assim, aos trancos e barrancos eu conseguia me convencer.
Então, se de alguma forma, a minha experiência ao inferno pode ajudar a alguém a sair desta jornada íntima ao umbral, aqui vão algumas dicas:
- Procure a ajuda de um psicólogo, mas não se esqueça que você precisa apagar o incêndio com medicamentos como ansiolíticos e antidepressivos. Florais e remédios naturais também podem ajudar. Não seja tola ou preconceituosa. Você precisa nesse momento;
-Massagens terapeuticas, além de acupuntura, podem ajudar a relaxar o corpo, mas as meditações, sejam elas transcedentais ou guiadas, além dos exercícios de relaxamento mental com uma trilha sonora serena, ajudam a acalmar a mente;
- A mente mente. Então, afirme para ela: - fique quieta, nada disso que você me apresenta é real;
- Coloque na sua cabeça: você não vai morrer numa crise de pânico. Então, já que nada vai acontecer mesmo, procure se tranquilizar, vá fazer alguma coisa para distrair seu pensamento inquieto;
- Ore muito. Busque conteúdos espirituais. Se não conseguir ler, procure escutar palavras altivas e otimistas. Na internet você acha arquivos sonoros bem elevados e interessantes;
- Fuja das atrações e das pessoas que te levam mais para baixo;
- Sexo faz muito bem, mas procure uma parceria que não te traga mais problemas energéticos. Se tiver este parceiro, ótimo. Se não tiver, tudo bem, a hora vai chegar. Enquanto isso, procure sublimar pela arte, pela cultura e pela literatura que te preenchem;
-Saia do lugar, mesmo com um pouco de sacrifício. Se puder, viaje, passeie, no seu tempo, respeitando seus limites. Mas, não faça disso uma obrigação;
-Não fique sem comer. Procure um alimento que você adora ou que caia muito bem naquele momento. Se for chocolate, viva! Delicie-se. O importante é ter o prazer de salivar;
-O amor transforma. Fique perto de quem você ama. Seu par, sua família, seus amigos, seus bichos, suas plantas. Isso confere forças triplicadas para prosseguir.
E saiba, você não é a única que sofre disso, grande parte da humanidade passa por estes momentos. Diferente de mim, que me sentia um extraterrestre moribundo nos anos 80.
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