EM TERRA DE GENTE NA MÉDIA, NINGUÉM É SUPERIOR

Há alguns anos atrás, um rabino declarou que os acontecimentos fúnebres arrolados contra os judeus, ao longo do tempo, poderiam ser a resposta de um carma coletivo (que eu chamo de policarma). Logicamente ele foi execrado pela comunidade judaica.

Quem consegue enxergar com os olhos da alma, do coração e da espiritualidade, sabe que há razões holísticas diversas, entre as coxias e os bastidores da vida, para que algo tenha acontecido. Não é abandono de Deus, é apenas CARMA, ação e reação.

O mundo avança para manifestações sombrias e iluminadas. Ao menmo tempo, onde há um justo combate contra os preconceitos, há uma passeata que defende o nazismo e a supremacia branca.

Como esperar que este padrões cheguem ao fim, depois de encarnações e encarnações embutidos na alma humana?

Eu, adulto, macho, branco, nascido na década de 60, fui criado sob um padrão, um conceito. Venho quebrando os paradigmas desta educação. E muitas vezes sou criticado por isso. Mas, como obrigar as pessoas a pensarem diferente já que, durante anos e séculos, pensavam de uma forma? Essa é a luta! Trazer luz, e não escuridão.

As conquistas devem ser saboreadas pouco a pouco e temos que respeitar o tempo de cada um e suas limitações. Isso não significa que temos que aplaudir manifestos fascistas ou supremacistas, nunca! Mas, como enfiar na cabeça de um homem ou de uma mulher que o conceito que ele tem sobre as raças humanas, as mulheres, o homossexualismo, estão totalmente equivocados? Com Luz.

Paralelamente a isso, percebo um exagero colérico na luta de algumas causas. Muita gente confundindo luta por um ideal com verdadeiros ringues de conflitos e guerras entre as diferenças. Nesta Terra, de gente na média, ninguém é superior!

Edouard Shuré, filósofo francês, que escreveu Os Iniciados, fala sobre um tempo em que a raça lunar, totalmente negra, subjugava e escravizava os homens da raça solar, que era integralmente branca. E passaram centenas e centenas de anos, acorrentando... Um erro justifica o outro, não! Mas, infelizmente, o racismo não é atributo apenas dos brancos e sim, uma manifestação odiosa incrustada na alma dos homens de todas as raças. Logicamente no Brasil, percebemos um racismo bem mais evidente dos brancos contra o restante das raças, inclusive contra os índios. Mas, nos países orientais como as Coreias, China e Japão, por exemplo, os amarelos contam com manifestações ruidosas de racismo. E na África subsaariana, com a maioria negra, há um racismo feroz contra os brancos.

Racismo é a manifestação mais profunda da ignorância da alma humana que cisma em se identificar com o corpo.

Uma outra ótica espiritual: atravessamos encarnações em diferentes peles e geografias. Hoje sou congolês, amanhã, austríaco, para, depois de amanhã, ser nepalês. Portanto, o racismo é uma identificação estúpida da derme. E não somos a derme, somos almas.

Houve também registros de sociedades matriarcais que submetiam os homens ao cárcere. No entanto, os machistas que reinaram, e ainda tristemente dominam, além dos misóginos, também desconhecem, com obscuridade, a realidade espiritual. Sabemos que o espírito não tem sexo. Podemos nascer mulher, homem, bissexual, homossexual, heterossexual... E assim foi ao longo de toda a nossa história. Quantas vezes fomos gays em Roma e na Grécia? Como julgar então a opção sexual se somos uma somatória delas? E como ter raiva das mulheres e conceituá-las inferiores se nós mesmos já fomos mulheres e temos um grande percentual, até hormonal, feminino? E vice e versa...

Apoio com determinação às causas que lutam por um mundo mais justo e equilibrado. Mas, não contem comigo para incitar ódio contra as minorias ou as maiorias. Não se combate sombra com sombra. Precisamos de manifestos de amor e de sabedoria.

Sim, podemos, as vezes, expressar nossos sentimentos com mais veemência, mas se usarmos o ódio e a intolerância contra as diferenças, estaremos usando as mesmas armas e sendo exatamente iguais aos que combatemos.






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