A morada do desejo é o corpo físico. A morada da paz é a alma.


Um desejo pode te levar ao delírio, mas pode te carregar à ruína.

Não foi à toa que o Príncipe Sidharta, que verteu-se em Buda posteriormente, defendia a extirpação dos desejos como forma de iluminação. Não vou tanto à terra e nem tanto ao mar... Equilíbrio, caminho do meio, conforme apregoa o próprio Gautama.

Os hedonistas usam o desejo como forma de libertação. Todavia, não pode ser o desejo uma escravidão?

Se você tem um desejo ele vai contra os teus ideais, princípios e fere a sua auto-ética, este desejo sopra contra a sua própria alma. Perceba o que ele pode produzir em você: a luz ou a sombra?

Exemplo: se você tem desejos de se relacionar sexualmente com o mesmo sexo, mas você é casado e tem filhos. Este desejo, se saciado, pode ser engolido pela sua consciência como algo "desolador". Será razoável realizá-lo em nome de sensações físicas temporárias? Qual será o benefício? Ficará com remorso, vergonha, sua alma se atormentará, além da traição que imputou à sua esposa... Todavia, se o teu desejo pelo mesmo sexo não houver impedimentos, e você bancar e garantir esta relação, vá em frente, não há nada que o impeça. Entretanto, toda escolha requer lamentos, dores e reações adversas.

Você gosta de beber, mas se este desejo é algo diário e desenfreado, o teu desejo pode verter-se em alcoolismo, obesidade.

Viver em função de um desejo é jogar seu barco num mar de sensações, à deriva, sujeito às grandes ondas, pedras, tempestades, naufrágios.

Você deve controlar os desejos. Os desejos nunca devem controlar você porque desejos são incontroláveis.

A morada do desejo é o corpo físico. A morada da paz é a alma.

Comentários

  1. Tuas postagens são maravilhosas. Amo todas, desde sempre!

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  2. Este blogue é um dos alentos do meu mundinho virtual. Textos brilhantes!

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