O BRASIL ADORA A MONARQUIA E A ESCRAVIDÃO


O Brasil é eternamente infectado com o vírus da servidão. Nós temos este vira-latismo impregnado desda as priscas eras da colonização. O Brasil adora uma monarquia, gosta de chamar os outros de Reis e Rainhas. O Brasil do Pelé, o Rei do futebol, grande jogador, mas que não teve atitudes nobres na vida, nem para reconhecer uma filha que fez em sua vida real. O Brasil do Rei Roberto Carlos, grande cantor, mas que se eximiu de ajudar o Brasil de sair das garras da ditadura militar, enquanto que os artistas amigos eram exilados pelo AI5. A Rainha Xuxa, fabricação da Rede Globo de TV, que transou com o garotinho menor de idade em cena de Amor, Estranho Amor e depois mandou retirar os filmes das locadoras porque isso iria depor contra a alcunha de Rainha dos Baixinhos.

O Brasil adora uma escravidão! "Vida de gado, povo marcado, povo feliz!", já dizia Zé Ramalho. Por que digo isso? Porque a classe média tradicionalista, conservadora e elitista, principalmente a do sudeste, não suporta a ideia de um negro poder comprar um carro melhor que o do empresário. Detesta a condição de sentar no mesmo avião que uma mulher nordestina com trejeitos de pessoa simples e vestido de chita,  

O Brasil de vinte anos atrás não conferia esta chance ao povo. Andar de avião era para os executivos e as pessoas abastadas. Automóvel de luxo era de propriedade exclusiva dos mauricinhos e patricinhas. Roupas de grife, nem pensar. Casa própria, um sonho muito distante... Não me diga ao contrário! As ditas classes média e alta são castas superiores neste país. E o resto é uma gente diferenciada. Classes preconceituosas que sempre falaram: - negro quando não caga na entrada, caga na saída! São racistas. Classes que detestam o povo, os pobres, os miseráveis. 

Estas mesmas pessoas que vociferam contra os negros e nordestinos, numa atitude neo-nazista e fascista, são os que bradam "macaco" nos estádios, são os que agridem os gays na Avenida Paulista. São os que elegem a Bancada da Bala e seus delegados carniceiros. São os que elegem a Bancada de Deus, este Deus preconceituoso que eles inventaram. O Deus que condena o homossexualismo, julga o maconheiro. O Deus (sendo que a voz deste povo é a voz deste Deus) que elege o Pastor Marco Feliciano, que eleva o Silas Malafaia, que coloca a Família Bolsonaro em Brasília. 

Esta classe média elitista e monárquica conta com o apoio da mídia golpista (leia-se a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, etc). Há 50 anos atrás, esta mesma mídia saiu em passeata junto a Tradição, Família e Propriedade (TFP), aos políticos ultrarradicais de direita, ao clero conservador, aos industriais da FIESP, a favor do Golpe Militar de 64. O mesmo golpe que matou milhares de pessoas, torturou militantes como a própria Dilma Rousseff (que eles chamam de terrorista vagabunda), expulsou artistas e intelectuais, estuprou a vontade popular que havia eleito o Jânio Quadros (que foi obrigado a renunciar) e o vice João Goulart, que teve que sair às pressas acusado de comunista (acusar de comunista??? por que? que mal há?).

Hoje, este mesmo bando formado pelas "classes mais favorecidas" (principalmente as dos sudeste brasileiro), a mídia golpista, os industriais, os religiosos,os tradicionais, voltou à tona e apoia o candidato herdeiro do mancomunado com os militares: Tancredo Neves. Um homem que foi colocado pelos próprios milicos para fazer a transição do governo militar para o civil, Eles votam agora no Aécio Neves, não porque admiram o candidato tucano e sim, porque abominam as políticas sociais do PT e dos partidos de esquerda e que conferem dignidade e igualdade ao povo brasileiro. Este bando detesta o povo. Este bando quer escravizá-lo. 



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