O infinito tão sonhado nas relações humanas sempre chega ao fim

Estamos invariavelmente sós no Universo, nós e Deus.

Jamais acreditei em juras de amor eternas. A mão que te afaga é sempre a mesma que te esbofeteia. Não se iluda.

O calor dos abraços e o incêndio dos beijos são expressões momentâneas. Onde estarão daqui alguns anos?

A Terra engatinha no quesito amor incondicional. Aqui, este sentimento está sujeito ao julgamento do ego. Quando há vontades quebradas, melindres, traições, o amor deixa de existir como um passe de mágica. Para onde vai? Para os escombros da vaidade.

Foi sempre assim, justamente quem mais nos ama, mais nos odeia.

De repente, mimos e diminutivos carinhosos vertem-se em xingamentos e ofensas, juras de maldição.

Por que isso acontece à raça humana? Basta uma resposta: ego ferido.

Quando o amor se transforma em disputa de poder, nenhum dos dois ganha o jogo, os dois perdem.

Hoje, assim como sempre, sinto-me só e, desta forma, e só desta forma, é que partirei para o outro plano quando chegar a hora.

O infinito tão sonhado nas relações humanas sempre chega ao fim.

E o que pensamos que é finito, continua do outro lado da vida, a sós.
Invariavelmente sós.

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