Pertencer a grupos e causas não significa ascensão espiritual

Atenta ao fato que pertencer a um grupo específico, mesmo que seja coerente e justo, não significa que a alma seja iluminada ou superior.

Assim, há feministas com caráter desvirtuado, há machistas de bom coração, há homossexuais com almas puras, há negros com espíritos sombrios e por aí vai... Mesmo que a causa seja altiva, isso não representa avanço na espiritualidade.

Gente de esquerda que se preocupa com o social pode ter lados sombrios e incógnitos. Pessoas de direita, que acatam o capitalismo como uma forma justa de vida, podem ter preocupações com a humanidade.

Assim é com os partidos políticos. Muitos torcem o nariz às agremiações políticas. No entanto, essa é uma forma de representatividade capaz de abarcar bandidos e mocinhos no mesmo clube. O que difere é a alma humana.

Não dá pra julgar ou prejulgar que uma causa seja sinônimo de altivez. Logicamente, um cidadão que pertence a um grupo terrorista, extremista, nazista, fascista, tem maior predisposição a praticar atos nefandos. Mas, e quem participa de uma atividade religiosa e filosófica com apelos divinais, mas que o caráter é dúbio e o coração empedrado?

O homem não está só na sua jornada espiritual. Porém, sua caminhada deverá ser feita com os próprios passos,

Comentários

  1. Querido Maurício, li várias vezes este artigo, primoroso como sempre.Compreendi o destaque ao grande paradoxo que dá corpo à nossa condição humana! Perdoe-me, pois talvez eu não tenha apreendido por inteiro a profundidade do que você escreveu; solicito se possível, que você escreva mais um artigo sobre as mesmas questões, tão importantes e conflituosas para o espírito em busca de luz... Um grande e carinhoso beijo para você e seus amores... Grata por todo o bem que tens feito para minha alma!!!

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