Paixões e Bichos-Papões

Robert Johnson, autor de Magia Interior e a triologia He, She e We, diz que a origem do termo "Bicho Papão" vem da Índia. Anualmente era escolhido um homem que agregava dentro de si toda a "sombra" de uma cidade, isto é, jogavam para cima do coitado todas as frustrações, medos, tédios, aspectos escuros da personalidade de cada habitante. O cara era muito temido, o povo tinha medo dele. No fim do ano, o sujeito era sacrificado em nome de toda a cidade. Na visão dos indianos, este sacrifício representava que todo mal seria carregado por ele.

Bem mais tarde, no ocidente, a expressão "bicho-papão" foi utilizada para amedrontar as crianças desobedientes. E assim, meninos e meninas foram tomando pavor pelas sombras acumuladas dos outros. Segundo Johnson, os pais jamais devem jogar suas sombras para cima dos filhos, muito menos amendrontá-los com as sombras dos outros.

Pensei, por que devo projetar minnas sombras ao meu filho se eu o amo?

No livro também temos a constatação de que a paixão que uma pessoa sente por outra nada mais é que a projeção da própria sombra no outro. Isto é, o objeto da sua paixão tem tudo ou pelo menos parte de tudo aquilo que você dispensa em você por temor, medo, preconceitos.

Conclusão: Paixão é sombra projetada, amor é irradiação de luz.

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