RUMINANDO: QUANDO EU FECHO OS MEUS OLHOS, O UNIVERSO ABRE OS SEUS...

Eu tenho uma canção que se chama Transição e que fala muito sobre a espiritualidade.
Um trecho dela é Rumista, isto é, do meu mestre, o poeta sufi RUMI.
Ela diz: "quando fecho os meus olhos, o Universo abre os Seus e um mundo de astros e gentes começa a sorrir pra mim".

Abaixo um poema sobre a morte do Mestre Rumi. Eu o extrai do site: http://www.nasrudin.com.br
Isso serve para quem perdeu um ente querido.
Não tenho mais a dizer..., o poema fala por mim (isso também é Rumista):


"NO MEU FUNERAL"


No dia em que levarem meu corpo morto
não penses que meu coração ficará neste mundo.
Não chores por mim, nada de gritos e lamentações
- lembra que a tristeza é mais uma cilada do demônio.

Ao ver o cortejo passar, não grites: "ele se foi!"
Para mim, será esse o momento do reencontro.
E quando me descerem ao túmulo, não digas adeus!
A sepultura é o véu diante da reunião no paraíso.

Ante a visão do corpo que desce
pensa em minha ascensão.
Que há de errado com o declínio do sol e da lua?
O que te parece declínio, é tão somente alvorada.

E ainda que o túmulo te pareça uma prisão,
e é ele que liberta a alma:
toda semente que penetra na terra germina.
Assim também há de crescer a semente do homem.

O balde só se enche de água
se desce ao fundo do poço.
Por que deveria o José do espírito
reclamar do poço em que foi atirado?

Fecha a tua boca deste lado
e abre-a mais além.
Tua canção triunfará
no alento do não-lugar.

(Texto extraído do inspirado livro "Poemas Místicos")

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