ALLADJIN - ANDAR COM O MELHOR AMIGO

Esta encarnação eu ainda não havia andado a cavalo. Nunca tive interesse, tinha pena de pesar no bicho. No entanto, o amor me fez ter esta experiência e gostaria de partilhá-la com os leitores.

Andar a cavalo não é o mais lúdico. O fato de montar, de se ajustar na cela, colocar o chapéu, esta ritualística é  interessante. No entanto, há duas integrações áuricas (de aura) muito mais importantes. De fato, a gente se sente acoplado à aura do irmãozinho. No meu caso, escolhi um cavalo branco, o Alladjin. Não foi à toa, tinha o nome de um gênio árabe, o gênio de Deus (Allah e Djin).

Alladjin era enjoado, genioso, assim como eu. Ele percebeu meu afrouxamento. Não tive uma nesga de medo, mas estava compassivo, tinha pena dele. Percebendo isso, Alladjin parava para comer tudo que via pela frente, tomar uma água, apreciar paisagem e eu lá empacado. Mas, eu não ligava muito pra isso, eu estava com ele naquele local e tudo parecia integrar com a gente. Eu podia sentir mais a terra, as árvores, as plantas. Eu me senti meu próprio ancestral de mim mesmo.

Para mim foi um resgate. Eu tinha medo que ele se machucasse nas pedras. Talvez tivesse sido o meu medo de me machucar nas pedras do caminho. Mas, senti também que ele era uma extensão de mim. E lá fomos nós desbravando mata adentro, a trilha no interior, uma estrada que parecia que ia em direção à minha alma.

O melhor da aventura não é andar a cavalo.
O melhor é andar com o cavalo como se a gente andasse com o nosso melhor amigo!

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