MARILYN E A MALDIÇÃO DA BELEZA

Toda vez que eu lembro da beleza infeliz eu me recordo de Marilyn Monroe. Ela é um exemplo de que a estética quase perfeita não nos leva à felicidade.

Marilyn sempre quis ser uma boa atriz, e não foi. Sempre quis ser uma boa cantora, e não era. Sempre quis um grande amor, e não teve.

É assim que penso a beleza. Sem alma, sem espírito, sem coração, sem caráter, sem inteligência, ela não é nada, apenas beleza, se vai com o tempo... Boa para os outros apreciarem. Ótima para os outros desejarem. Mas, não há alegria, contentamento, auto-realização nela.

Beleza é uma prova cármica! E pode ser revertida em uma missão quando esta mesma estética serve para auxiliar às pessoas, como faz Angelina Jolie nos países da África. Usar a beleza sem ética para a auto-promoção gera carma pesado. Utilizar a estética para fins escusos e como uma escada por cima dos outros gera reações nesta e em outras vidas.

Uma capa se desgasta com o tempo. As máscaras caem. A beleza se esvai. E o que fica no lugar? E as pessoas começam a te enxergar como um pedaço de carne suculenta... Não miram o seu interior. Não enxergam a sua alma.

Sim, é bom ser elogiada, quem não gosta? Mas, melhor é ser reconhecida pelos seus valores como ser humano. Pela espiritualidade, pela bondade, por aquilo que faz pelo mundo!

Se você é linda, bonita, beldade, procure traduzir o que está fora para dentro. Você vai cometer enganos, isso é certo,  mas tenha o coração acima da mente, o caráter como uma condição, a alma como a janela do seu ser, a decência de ser naturalmente bonita sem usar este artifício.

Encante e cante alto o seu amor.

Faça isso e volte a ser bela quantas vidas quiser.

Comentários

Postagens mais visitadas