SINÉDRIO REVIVE COM O TEMPLO DE SALOMÃO

Com a inauguração do Templo de Salomão e os paramentos do sacerdote responsável pelo empreendimento milionário e suntuoso, uma série de fichas caíram para mim, entre elas, a reencarnação integral do Sinédrio judaico dos tempos do Rabi Jesus.

Sinto que o judaísmo vem se reciclando com o tempo, mas que encontra resistências arcaicas dentro e fora de seus domínios. Entre as críticas mais vorazes de uma postura mais moderada está o protestantismo evangélico brasileiro que utiliza as tradições judaicas bíblicas, com tons proféticos, como forma de arrebanhar milhões de fiéis. Tudo é copiado, quipá, menorah, colunatas templárias...

Entretanto, não é contraditório que a própria ideologia de Martin Luthero, codificador do protestantismo e, portanto, pai do evangelismo brasileiro, rezava romper com toda a pompa da santa magna igreja católica e seus ornamentos luxuosos, entre santos e púlpitos folhados com ouro, além da comercialização de produtos católicos? Pensa.

Sim, o Sanedrim (Sinédrio) reencarnou na pele de líderes evangélicos. Eles apenas mudaram de religião, mas a postura é a mesma. Vale recordar que foi este mesmo colegiado que ajudou a crucifixão do Rabi Joshua ou melhor, Jesus de Nazaré, que rompia frequentemente com suas tradições. Será que Jesus não romperia com toda esta pompa e chutaria as barracas dos vendilhões do templo?

Todavia, algo me preocupa: o que o novo Sinédrio fará agora?

Hoje, eu li que o Sinédrio Evangélico condenou a posição da presidenta Dilma com relação aos ataques desproporcionais em Gaza. Não tive surpresa alguma, afinal, qual seria o posicionamento do Sinédrio original? Eu respondo: em nome da religião, aniquilar e apedrejar (hoje com misseis) crianças, adultos e idosos que oferecessem riscos à sua igreja e aos seu território.

Shalom, Rabi Macedo! Shalom!!!






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