2.12.11

A BUNDA QUE ALICIA AO ALCOOLISMO

A mesma bunda que vende cerveja é aquela que alicia ao seu filho pré-adolescente ou criança a tomá-la.

Os números do alcoolismo no Brasil crescem gradativamente. E o alcoolatra começa desde cedo, desde a infância. As propagandas das bebidas alcoolicas, permitidas no Brasil, não influenciam o adulto e o velho, mas são sinônimos de sucesso para as crianças e os adolescentes.

Uma bunda gostosa de um mulher loira, um bando de jovens se dando bem, um caranguejo que voa, uma série de artistas bem sucedidos, e por aí vai. O jovem que assiste a isso pensa que, a qualquer momento, tomando aquela gelada, 1, 2, 3 , 10 garrafas, será incluso na ordem dos poderosos e dos garanhões!

Propaganda de cerveja em nada difere à propaganda de tabaco, que já é proibida no Brasil. Os comerciais de cigarro dos anos idos mostravam jovens prósperos, ricos, aventureiros, esportivos e até românticos. Conclusão: o cara fuma, ganha a mulherada, é bem sucedido e depois arruma um câncer na laringe ou no pulmão...

Em diversos países da Europa, as propagandas de bebidas alcoolicas são proibidas. Aqui a TV Globo, além das outras emissoras,  não deixa ( e isso é frase do ex-minitro da saúde do Brasil, José Gomes Temporão).

No Brasil, as cervejas pagam os tubos para as TVs, são patrocinadoras de eventos musicais e até da seleção brasileira de futebol! Enquanto isso, daqui a alguns anos, milhares de homens morrerão com câncer na garganta, no aparelho digestivo e com cirrose hepática.

Eu bebo sim, estou vivendo. Mas, não posso deixar de ficar preocupado com esta imensa massa de jovens que bebem e se drogam cada vez mais e muito! Isso é uma questão de saúde pública.

Mas, teve gente que disse que eu estou com o discurso politicamente muito correto...
Creio que o mundo precise então de discursos incorretos, não?
Estamos tão bem...

Um comentário:

  1. Mandou bem, Maurício! Você se lembra daquelas propagandas de cigarro, nessa mesma linha? Até hoje me lembro de uma super comprida, onde tinha um casal lindo que estava num barco, e a música de fundo era maravilhosa. Foi nessa época que comecei a fumar, só tinha 12 anos. Agora não existem mais propagandas de cigarro, só restam as das bebidas. A quem interessa estragar a juventude?

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