O MESMO DOS ANOS

O ano mudou, mas a gente não muda. Quando você muda não precisa mudar o ano, a gente muda sem o ano mudar. É como a dieta de segunda-feira, sempre começa na segunda, mas se você não muda seus hábitos alimentares, a dieta não começa. É você quem muda.

Eu não mudei, eu sou o mesmo. O ano mudou, mas continuo com meus medos, traumas, sentimentos, aventuras e desventuras. O calendário passou, mas eu não passei. E só vou mudar quando algo me apontar para a mudança.

No entanto, algo já começa a me incomodar demais e talvez sejam necessárias as mudanças. Um desdém, um desânimo, uma falta de consideração, algo começa a despertar um envelhecimento, apesar de novo.

Será que teremos que morrer pra germinar?

Por que será que o ser humano é tão estúpido? Por que quando amado, considerado, valorizado, ele dá de ombros? E quando é esquecido, ludibriado, desmensurado, desamado, ele desperta?

O ano de 2013 é o mesmo que todos os anos.


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