QUANDO DA POESIA

Quando tu estás triste, eu não consigo enxergar tuas lágrimas, mas elas molham meu rosto também.
E assim, quando tu estás feliz parece que um sorriso estampa a minha boca, vindo de não sei onde...
Se dói em mim a tua dor, então é amor.

Gotas furtivas se soltam dos meus olhos quando penso em ti. São as águas deste nosso amor que raramente eu entendo.

Sinto-me como um simples barco em teu imenso oceano. Barco que bate no cais, lambe as praias, quase afunda ao olhar para os rochedos. Tenho medo que tu prefiras um saveiro novo, mas sem direção. Mas, não me canso de navegar em ti em busca do meu porto.

Passam os dias e um frio me acompanha. São horas de angústia, de não saber se um dia... Tantos gracejos e aventuras seduzem teu olhar e eu sou apenas mais um que se passa. Serei passado?

Netuno acena seus dedos para as tempestades que virão em teu caminho e eu quero te proteger dos temporais. A capa do meu amor está ao teu redor.

Mas, hoje, e somente hoje, quem se protege de ti sou eu.
Mascaro exaustivamente a minha dor para que tu não a revele.
Eu desisto de ser tão inseguro para se segurar em meus sonhos.

Ah, estes sonhos de acordar ao teu lado...

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