ROMARINHO MENINO, ESTRELA DA PALESTINA

A vida é simples assim. Um menino de 21 anos é escalado para ser titular num clássico entre o Corinthians e o seu arquirrival Palmeiras. Acabou de chegar de Palestina, cidade do interior de São Paulo. Com a pujança de um veterano e sem medo de errar, corajoso e audaz, Romarinho fez um gol de letra! No segundo tempo, mostrando que ainda é moleque, dançou na frente do zagueiro do Verdão e estufou as redes de novo... Folgadinho! Sai batendo no peito como se dissesse Eu, sou o Romarinho, eu sou o carinha!

Ontem, o espaçoso e gélido jogador, entrou no final do segundo tempo contra ninguém mais e ninguém menos que o Boca Juniors, seis vezes campeão da Libertadores. O cenário era o inferno azul da Bombonera que, como uma caixa de ressonância, ensurdece até aos monges. Jogo tenso, argentinos! Entra no campo, sai correndo,  recebe um passe do marrudo Sheik, vê o goleiro caindo, e deita um toque sutil como se fosse o Romário. Atrevido! Bate no peito outra vez e no final do jogo disse: é, eu sou Romarinho, brilhou a minha estrela!

É isso mesmo! A gente tem que fazer brilhar a nossa estrela! E só não acontece isso com todo mundo porque as pessoas "opacam" as suas estrelas com medo, vergonha, dúvida. Todo mundo carrega o ouro, as pedras preciosas, as estrelas dentro de si. Poucos têm a coragem de fazê-la brilhar porque isso pode suscitar em fracassos. Se a gente não tem medo de perder, a gente não tem medo de ganhar.
E assim, a gente faz brilhar a nossa estrela. Sempre!

Parabéns, Estrela da Palestina!


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