JEITO DE MATO NA VISÃO DOS ORIXÁS

Algum tempo atrás, um Pai de Santo, sacerdote de Umbanda, disse que a minha letra tinha todos os orixás representados. Como os orixás são emanações divinas da natureza, realmente ele tem toda razão. No entanto, eu não a compus para cumprir esta meta, ela foi assim, tão natural desde o começo. Serve apenas como curiosidade. Coloquei em Negrito o que o Pai de Santo quis dizer. Curioso.

Jeito de Mato
De onde é que vem esses olhos tão tristes?
Vem da campina onde o sol se deita.
Do regalo de terra que teu dorso ajeita.
E dorme serena, no sereno e sonha.
De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do mato, do medo, da perda tristonha.
Mas, que o sol resgata, arde e deleita.
Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino, é tua senda.
De onde nasce tuas canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história
Fogo que queima na memória acende os corações.
Sim, dos teus pés na terra nascem flores.
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar.
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras.
Sete lagoas, mel e brincadeiras.
Espumas, ondas, águas do teu mar.

Comentários

Postagens mais visitadas